
Com investimento de R$ 15 mil, mãe e filha deixaram o receio de lado para investir em um novo projeto de vida e hoje cuidam de quase 250 aves em Brazlândia (DF)
As manhãs já não são as mesmas na chácara de Mariela Helena dos Reis, de 49 anos, localizada no Assentamento Canaã, em Brazlândia (DF). A rotina agora começa com os cuidados de limpeza e alimentação de 189 pintainhas e 49 frangos, distribuídos em dois galinheiros construídos por ela e sua filha, Paloma Almeida de Souza, de 26 anos. A transformação teve início em novembro de 2025, quando a jovem acessou o programa Microcrédito Pertinho da Gente. Os recursos, viabilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), representaram a oportunidade que faltava para a família investir na avicultura e realizar melhorias na propriedade.
Tudo começou após uma reunião na associação de mulheres da comunidade, na qual Paloma conheceu agentes de microfinanças da Cactvs, instituição de pagamento credenciada pela Caixa Econômica Federal no programa de microcrédito rural. Apesar do receio inicial de assumir o financiamento, Paloma decidiu dar espaço à vontade de realizar um projeto de vida ao lado da mãe. A jovem relembra que sentiu medo, mas optou por acreditar na iniciativa.
Antes da contratação do financiamento de R$ 15 mil, a produção de pimenta e maracujá era a principal fonte de renda das agricultoras. Elas já criavam algumas galinhas caipiras e escolheram acelerar a venda de ovos, implementando novos espaços para poedeiras e frangos de corte. Após a solicitação pelo aplicativo Conquista+, os primeiros passos não demoraram. Paloma conta que os agentes acompanharam todo o processo até a liberação do dinheiro, que levou menos de 20 dias.
O processo de contratação do microcrédito rural exige que o agricultor familiar entregue uma lista com os materiais, insumos e matrizes reprodutoras que deseja adquirir, indicando o valor dos itens e o fornecedor. No caso de Paloma e Mariela, a listagem incluiu materiais de construção, como malha de aço, arame farpado, estacas, tijolos e telhas, além das próprias pintainhas.
A maior parte dos recursos foi destinada à expansão do galinheiro já existente, ampliado para cerca de 20 metros quadrados, incluindo um pequeno depósito. Uma parcela do crédito, somada às economias de Paloma e Mariela, foi usada na construção de um galinheiro menor para os frangos de corte. A jovem relata que elas mesmas fizeram a obra, com a ajuda do padrasto, que trabalha com construções.
Para quitar o pagamento do microcrédito, as agricultoras utilizaram o lucro das plantações. Uma das condições do programa é o bônus de adimplência, que reduz a dívida em 25% do valor contratado. Dessa forma, quem acessa R$ 15mil e paga em dia precisa devolver cerca de R$ 11.250.
Para Paloma e Mariela, o microcrédito fez a diferença ao possibilitar que a família iniciasse um novo projeto e fortalecesse o que já existia, ampliando as fontes de renda com mais conforto e qualidade de vida. Paloma destaca que elas não ficam mais presas apenas à plantação, que exige trabalho sob o sol e dentro da roça, algo bastante desgastante. Ela afirma que a experiência tem sido muito positiva, que estão cuidando das aves com muito carinho e que a tendência é obter um bom lucro para dar continuidade ao projeto.
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