
Levantamento com dados do TSE mostra o perfil dos 431 candidatos que concorrem às 24 cadeiras de deputado distrital nas eleições de 2026
A disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nas eleições de 2026 reúne 431 candidaturas a deputado distrital. O eleitorado escolherá os novos parlamentares no dia 4 de outubro.
Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os perfis com maior presença entre os candidatos são de homens, empresários, casados e pessoas com idade entre 45 e 49 anos.
Homens são maioria entre os candidatos
Segundo os dados, há predominância masculina na disputa por uma vaga na CLDF. Os homens representam 65% das candidaturas, enquanto as mulheres correspondem a 35%.
Em relação ao estado civil, os candidatos casados formam o maior grupo, com 38% do total. Em seguida aparecem os solteiros, com 35%, os divorciados, com 14%, e os separados judicialmente, com 1%.
Maior grupo tem entre 45 e 49 anos
A maior concentração de candidatos está na faixa etária de 45 a 49 anos, com 86 postulantes.
Na sequência aparecem os candidatos entre 50 e 54 anos, que somam 77 concorrentes.
Entre os mais jovens, a faixa de 21 a 24 anos reúne apenas duas candidaturas. Já entre pessoas com mais de 85 anos, há somente um candidato registrado para disputar o cargo de deputado distrital.
Ensino superior completo é maioria
Quase sete em cada dez candidatos, ou 68,94%, têm ensino superior completo. O percentual corresponde a 301 pessoas.
O segundo grupo mais numeroso é o dos candidatos com ensino médio completo, que representam 14,85% do total.
Na outra ponta, 11 candidatos declararam não ter concluído o ensino fundamental.
Empresários lideram lista de ocupações
Entre as profissões declaradas, a categoria mais numerosa é a de empresários, com 54 candidatos, o equivalente a 12,53% do total.
Em seguida aparecem os advogados, com 35 candidatos, ou 8,12%.
Também estão entre as ocupações mais frequentes os servidores públicos distritais, com 5,1% dos concorrentes; policiais militares, com 3,48%; jornalistas e redatores, com 3,25%; servidores públicos federais, com 3,02%; e administradores, com 2,78%.
Brancos e pardos somam mais de 84%
Os candidatos pardos aparecem logo depois, com 180 registros, ou 41,76%.
Juntos, brancos e pardos representam mais de 84% das candidaturas.
Os candidatos negros correspondem a 13,69% do total. Já amarelos e indígenas representam 0,93% cada.
Entre os candidatos indígenas, há representantes de três etnias: Kayapó, Kiriri e Kokama, cada uma com um concorrente.
Parte dos candidatos não informou orientação sexual
Entre os candidatos que informaram orientação sexual à Justiça Eleitoral, a maioria se declarou heterossexual, com 272 registros, o equivalente a 93,79% dos que declararam essa informação.
Também foram registrados sete candidatos gays, seis bissexuais e cinco lésbicas.
Segundo o levantamento, 32,4% dos candidatos optaram por não informar a orientação sexual. Em relação à identidade de gênero, apenas dois candidatos se declararam transgênero.
Número de candidatos com deficiência permanece estável
A eleição de 2026 conta com 16 candidatos que declararam algum tipo de deficiência, o mesmo número registrado no pleito anterior.
Entre eles, a deficiência física é a mais frequente, com sete candidatos, ou 41,18%.
Os candidatos com transtorno do espectro autista somam cinco registros, correspondendo a 29,41%.
Outros tipos de deficiência representam 17,65% dos casos. As deficiências auditiva e visual aparecem com um candidato cada, o equivalente a 5,88% do total, em cada categoria.
Candidaturas caem pelo terceiro pleito seguido
A série histórica das eleições para deputado distrital mostra queda no número de candidaturas após o pico registrado em 2014.
Naquele ano, 1.027 candidatos disputaram uma vaga na CLDF. Em 2018, foram 981 concorrentes. Em 2022, o número caiu para 610. Agora, em 2026, são 431 candidaturas.
A redução foi de 28,3% em relação ao pleito anterior.
Ao todo, 24 partidos lançaram candidatos no Distrito Federal. Outros 11 partidos se organizaram em cinco federações partidárias para a disputa proporcional, sistema pelo qual são distribuídas as vagas da Câmara Legislativa para mandatos de quatro anos.