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Doenças respiratórias aumentam no verão e exigem atenção redobrada

Foto: Nappy

Com a chegada do verão, os casos de doenças respiratórias tendem a aumentar em todo o país. Entre as mais comuns estão rinite, sinusite e asma, condições frequentes nesse período em que há maior exposição ao calor intenso e a mudanças bruscas de temperatura.

Fatores como altas temperaturas, ar seco, uso constante de ar condicionado e maior circulação de vírus e alérgenos contribuem para o agravamento dessas doenças. Em ambientes de obra, a poeira, a cal, o mofo e a poluição também são elementos que favorecem crises respiratórias.

Diante desse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal, o Seconci-DF, oferece atendimento médico gratuito com clínico geral aos trabalhadores vinculados a empresas parceiras, mediante agendamento prévio. O serviço proporciona orientação, acolhimento e primeiro atendimento, contribuindo para o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações de saúde.

Para evitar problemas, especialistas recomendam cuidados simples no dia a dia. “É importante manter uma boa hidratação, evitar mudanças bruscas de temperatura, higienizar os ambientes, não se automedicar e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas como falta de ar, congestão nasal persistente, tosse ou chiado no peito”, afirma Tony Teixeira, clínico médico do Seconci-DF. “A prevenção é fundamental para garantir qualidade de vida e segurança no trabalho.”

Cuidar da saúde do trabalhador é uma responsabilidade coletiva, destaca Eduardo Aroeira, presidente do Seconci-DF. “A prevenção em saúde é um investimento direto na qualidade de vida do colaborador e na produtividade do setor. As empresas parceiras do Seconci-DF contribuem para fortalecer uma rede de cuidado que garante atendimento digno, orientação médica e mais segurança para quem está diariamente nos canteiros de obras.”

O acompanhamento médico é essencial para atravessar o verão com mais segurança, especialmente para quem já possui doenças respiratórias crônicas. “Nesse período, é comum o agravamento dos sintomas. O atendimento médico permite orientar corretamente, evitar complicações e acolher o trabalhador de forma humanizada, garantindo que ele cuide da saúde sem comprometer sua rotina profissional”, explica o clínico médico.

Mesmo com os avanços da medicina, as vacinas ainda enfrentam hesitação, principalmente no contexto de doenças respiratórias. Desde a pandemia de COVID 19, os imunizantes contra vírus desse tipo estão entre os que mais geram dúvidas, impulsionadas pela desinformação nas redes sociais.

Para o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico, Rafael Nogueira, a hesitação vacinal é um desafio crescente e reflete a desinformação acumulada nos últimos anos. “Muitas pessoas ainda acreditam que doenças como a gripe são simples e que, por já terem tido a infecção, não precisam se vacinar novamente. Além disso, persistem mitos sobre efeitos adversos e sobrecarga do sistema imunológico, o que leva à resistência à imunização”, explica.

O especialista reforça que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais seguras e eficazes para proteger a população contra vírus e bactérias que atingem o sistema respiratório. “As vacinas evitam milhões de casos de doenças graves todos os anos. Elas não apenas protegem quem se imuniza, mas também reduzem a circulação dos agentes causadores entre a comunidade”, afirma Rafael.

Segundo o Instituto Butantan, em 2024 o Brasil registrou 13.934 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza até novembro, com 1.142 mortes. O vírus influenza foi o mais detectado entre indivíduos com mais de 10 anos. No mesmo período, a cobertura vacinal contra a gripe atingiu apenas 53% do público alvo, percentual muito abaixo da meta nacional de 90%.

O médico destaca a importância de compreender o papel das vacinas na adaptação do sistema imunológico. “Os imunizantes treinam o organismo para reconhecer e combater agentes infecciosos com segurança. Eles não sobrecarregam o corpo, pelo contrário, o fortalecem. O que realmente enfraquece a imunidade é a exposição constante a doenças que poderiam ser prevenidas”, reforça.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a SES DF, ampliou a oferta de vacinas contra a gripe para quem não recebeu o imunizante em 2025. Até 31 de janeiro, qualquer pessoa poderá procurar uma sala de vacina para garantir a proteção. A orientação é levar um documento de identidade com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A ausência desta última não impede a aplicação das doses.

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