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Doenças cardiovasculares: hábitos do dia a dia que prejudicam o coração e como mudar a rotina

Imagem de freepik

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os números também são preocupantes: ocorrem entre 300 mil e 400 mil infartos todos os anos, e mais de 2 milhões de brasileiros convivem com insuficiência cardíaca, de acordo com o Ministério da Saúde.

O alto índice está associado ao estilo de vida atual. “Vários hábitos do dia a dia podem aumentar o risco cardiovascular. Entre os principais estão o sedentarismo e a alimentação rica em sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados”, alerta Kely Cruz, médica cardiologista do AmorSaúde.

Hábitos que prejudicam o coração

Além do sedentarismo, que causa perda de condicionamento físico e torna as artérias menos elásticas, outros comportamentos do cotidiano afetam a saúde do coração:

A médica explica que as doenças cardíacas geralmente não decorrem de um único fator, mas de uma combinação de múltiplos. “A hipertensão, o aumento do colesterol, o diabetes, a obesidade e a inflamação dos vasos sanguíneos são doenças silenciosas e que ocorrem em conjunto em muitos pacientes”, afirma.

Como mudar a rotina

“O exercício regular tem efeito protetor porque contribui para o controle da pressão, do peso, da glicemia e dos níveis de gordura no sangue, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória”, resume Kely. Para a maioria dos adultos, 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade mais intensa, além de exercícios de fortalecimento muscular, são suficientes para manter a saúde.

A alimentação também é fundamental. “O padrão alimentar mais favorável ao coração é aquele baseado em frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes adequadas de proteína, priorizando alimentos minimamente processados”, descreve a médica.

A importância dos exames

O cuidado cardiovascular deve começar antes de existir uma doença. “O ideal é que fatores de risco sejam avaliados ao longo da vida adulta”, explica Kely. Ela recomenda que pessoas de todas as faixas etárias realizem consultas e pesquisem o histórico pessoal e familiar, levando em conta sintomas cardíacos, medida da pressão arterial, peso e índice de massa corporal.

Entre os exames mais comuns estão os de colesterol, triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada. Em casos de idosos, diabéticos, fumantes ou pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular, exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de imagem podem ser necessários.

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