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	<title>Arquivos Contexto Político - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Contexto Político - Portal Contexto</title>
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		<title>Adeus, América: como Trump está gerando uma evasão de cérebros nos EUA?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 10:15:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_42831" aria-describedby="caption-attachment-42831" style="width: 328px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-42831" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?resize=328%2C492&#038;ssl=1" alt="" width="328" height="492" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?w=540 540w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?resize=200%2C300 200w" sizes="(max-width: 328px) 100vw, 328px" /><figcaption id="caption-attachment-42831" class="wp-caption-text">Alexandre Pierro. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O que acontece quando uma nação que, historicamente, já se beneficiou fortemente da diversidade e do talento estrangeiro em sua economia e inovação, começa a fechar suas portas para essas mentes brilhantes? Em breve, poderemos ter essa resposta, diante de tantos perigos que as ações do atual presidente Donald Trump, está seguindo, buscando mecanismos que barrem a permanência de imigrantes no país – o que, não apenas levará a uma evasão de cérebros excepcionais, como também permitirá o avanço de outras nações como novas referências no comércio global.</p>
<p>A promessa de liberdade, oportunidades econômicas, e a busca por uma vida melhor impulsionaram um movimento intenso de imigrantes à terra do Tio Sam, em um ideal impresso durante sua independência há mais de 200 anos visando o desenvolvimento nacional e sua reconstrução em meio a grandes conflitos existentes à época.</p>
<p>Com a Segunda Guerra Mundial, como exemplo, foi instituído o Projeto Manhattan, um programa de pesquisa e desenvolvimento que trouxe grandes físicos e cientistas mundiais ao país para que pudessem estudar em suas renomadas universidades. Em troca, explorariam seus conhecimentos no desenvolvimento de inovações que lhes permitissem sobreviver ao conflito – o que ocasionou na produção das primeiras bombas atômicas estadunidenses.</p>
<p>Após esta guerra, mais uma iniciativa ganhou destaque, a fim de obter vantagem militar dos EUA na Guerra Fria Soviético-Estadunidense e na Corrida Espacial. Estamos falando da Operação Paperclip, em que cientistas renomados globalmente foram levados ao país, conquistando realizações históricas como os Programas Apollo, conjunto de missões espaciais conduzidas pela NASA. Werner Von Braun, inclusive, foi um dos engenheiros alemães que vieram por este projeto, protagonista e desenvolvedor do Saturno V, foguete que deu a oportunidade de o homem pisar na lua.</p>
<p>Esses são apenas alguns exemplos que mostram quanto a inteligência estrangeira foi essencial para alavancar os Estados Unidos em termos de inovação e tecnologia desde seus primórdios, o que está sendo, preocupantemente, ameaçado agora.</p>
<p>De acordo com a última Pesquisa da Comunidade Americana (ACS) do US Census Bureau, em 2023, havia 47,8 milhões de imigrantes residindo nos Estados Unidos, sendo, hoje, um dos países que mais abriga estrangeiros. Agora, reassumindo a presidência, Trump vem estabelecendo medidas fervorosas contra a imigração em seu território, o que vem gerando conflitos intensos em diversas regiões. Em Los Angeles, na Califórnia, local com grande presença de comunidades latinas, protestos tomaram conta de suas ruas contra essa política de imigração, repreendidos pela Guarda Nacional com cenas fortes de confrontos.</p>
<p>As próprias universidades estadunidenses, além de terem tido verbas cortadas pelo governo, também foram intimadas a não aceitarem mais estudantes estrangeiros, com as embaixadas ordenadas a não agendarem mais entrevistas de vistos. Harvard foi a instituição que mais se posicionou, publicamente, contra a decisão, uma vez que afetaria cerca de 7 mil de seus estudantes – tendo entrado com uma ação judicial contra o governo e solicitando a suspensão da medida após acusá-la de cometer uma &#8220;violação flagrante&#8221; da lei, ao impedi-la de matricular estudantes estrangeiros.</p>
<p>Todas essas medidas demonstram quanto o atual governo está expulsando seus grandes talentos estrangeiros que, há anos, foram a força motriz para alavancar o país tanto como mão de obra (tendo alavancado suas indústrias e demais serviços), quanto em termos de inovação e tecnologia.</p>
<p>O resultado disso? Podemos ter uma mudança enorme em centro de inteligência e tecnologias que, até então, relacionávamos ao Vale do Silício. Diversas big techs podem migrar para outros países abertos para recebê-las e investir em seus talentos, como a China e demais regiões da Europa – desencadeando um fluxo e evasão de cérebros que, dificilmente, poderá ser revertida a curto e médio prazo.</p>
<p>A própria China, como exemplo, ganhou mais de uma empresa unicórnio por semana em 2023, segundo o Índice Global de Unicórnios 2024. Foram 56 novas startups que valem, ao menos, US$ 1 bilhão dos EUA e, ainda, não listadas em uma bolsa de valores públicas que surgiram na potência asiática durante o ano passado. Imagine, agora, recebendo tantas mentes brilhantes que podem deixar os Estados Unidos em busca de um local que tenham um ambiente de incentivo para continuar estudando e inovando.</p>
<p>É preocupante ver a nação que, antes, reforçava a vinda de mão de obra estrangeira para construir, desenvolver e inovar, expulsando essas pessoas que podem migrar para países que podem se tornar novas referências e polos econômicos internacionais, redefinindo as regras deste grande jogo do comércio. Restam, agora, algumas dúvidas: quem assumirá essa frente inovadora nos EUA? E, quais crises (ou, talvez, oportunidades) essa possível nova dinâmica econômica trará ao resto do mundo?</p>
<p><strong>Alexandre Pierro</strong> é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Impacto da Inteligência Artificial nas Eleições Argentinas: Uma Advertência Urgente para o Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 14:39:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A crescente influência da IA nas eleições argentinas alerta para a urgência de regulamentação no Brasil, com a formação de uma força-tarefa conjunta para proteger a integridade democrática O uso massivo de inteligência artificial (IA) durante as eleições argentinas levanta sérias preocupações sobre a integridade do processo democrático. A disseminação de deepfakes e outras ferramentas [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36868" aria-describedby="caption-attachment-36868" style="width: 325px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-36868" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-05-29-at-14.46.57-1-modified-900x1024.jpg?resize=325%2C370&#038;ssl=1" alt="argentina" width="325" height="370" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-05-29-at-14.46.57-1-modified.jpg?resize=900%2C1024 900w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-05-29-at-14.46.57-1-modified.jpg?resize=264%2C300 264w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-05-29-at-14.46.57-1-modified.jpg?resize=768%2C873 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-05-29-at-14.46.57-1-modified.jpg?w=984 984w" sizes="(max-width: 325px) 100vw, 325px" /><figcaption id="caption-attachment-36868" class="wp-caption-text">Marcelo Senise. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><i>A crescente influência da IA nas eleições argentinas alerta para a urgência de regulamentação no Brasil, com a formação de uma força-tarefa conjunta para proteger a integridade democrática</i></p>
<div>
<p>O uso massivo de inteligência artificial (IA) durante as eleições argentinas levanta sérias preocupações sobre a integridade do processo democrático. A disseminação de deepfakes e outras ferramentas baseadas em IA tem potencialmente minado a confiança dos eleitores e colocado em risco a legitimidade das eleições. O recente COMPOL, realizado em Belo Horizonte, reuniu profissionais da comunicação política e eleitoral, reunidos durante o anuncio da criação do Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA). Este instituto tem como objetivo ser um observatório atento à utilização da IA no cenário político brasileiro, fornecendo subsídios para regulamentações éticas e transparentes.</p>
<p>A preocupação manifestada no COMPOL é um alerta claro sobre os desafios iminentes que o Brasil pode enfrentar durante suas eleições. A sociedade e os parlamentares precisam reagir com prontidão diante desse prenúncio e formar uma força-tarefa conjunta composta por diversas entidades, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Congresso Nacional, o Ministério Público Eleitoral, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e diversos setores sociais.</p>
<p>Esta força-tarefa deve ter como objetivo principal a elaboração rápida de políticas e regulamentações que protejam o processo eleitoral da influência nociva da IA, especialmente no que diz respeito à disseminação de deepfakes. É fundamental estabelecer diretrizes claras para garantir a transparência na comunicação política, assegurando que os eleitores recebam informações verídicas para embasar suas escolhas.</p>
<p>O tempo urge, e a formação desta força-tarefa é uma necessidade imperativa para salvaguardar a integridade das eleições brasileiras. A falta de ação diante dessa advertência pode resultar em danos irreversíveis à credibilidade do processo eleitoral e, consequentemente, à própria essência da democracia. A urgência em agir é essencial para preservar a legitimidade e a confiança dos cidadãos no sistema democrático do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcelo Senise</strong> é Sócio Fundador da Comunica 360º, Sociólogo e Marketeiro, atua a 34 anos na área política e eleitoral, especialista em comportamento humano, em informação e contrainformação, precursor do sistema de analise em sistemas emergentes, Big Data e Inteligência Artificial.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
</div>
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		<title>Novo Governo, mas problemas antigos</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 09:15:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje temos uma agenda de debates que se concentrou na política fiscal que olha essencialmente para a solvência governamental no longo prazo. Da mesma forma, ou com mesma intensidade, há forte rejeição a uma política econômica intervencionista no sentido de se revelar uma agenda de escolhas políticas. O que está na pauta é uma direção [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32642" aria-describedby="caption-attachment-32642" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-32642" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/02/CRISTINA-HELENA-MELLO_NOVAPR_008-modified-1-1-683x1024.jpg?resize=300%2C450&#038;ssl=1" alt="política" width="300" height="450" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/02/CRISTINA-HELENA-MELLO_NOVAPR_008-modified-1-1.jpg?resize=683%2C1024 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/02/CRISTINA-HELENA-MELLO_NOVAPR_008-modified-1-1.jpg?resize=200%2C300 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/02/CRISTINA-HELENA-MELLO_NOVAPR_008-modified-1-1.jpg?resize=768%2C1152 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/02/CRISTINA-HELENA-MELLO_NOVAPR_008-modified-1-1.jpg?w=800 800w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32642" class="wp-caption-text">Professora Cristina Helena Mello. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><span style="font-size: 14.4px;">Hoje temos uma agenda de debates que se concentrou na <strong>política fiscal</strong> que olha essencialmente para a solvência governamental no longo prazo. Da mesma forma, ou com mesma intensidade, há forte rejeição a uma<strong> política econômica intervencionista</strong> no sentido de se revelar uma agenda de escolhas políticas. O que está na pauta é uma direção aos investidores que tem compromisso com o curto prazo.</span></p>
<div>
<p>Mas, é em torno destes medos e da necessidade de criar um compromisso propositivo, inclusivo e indutor de crescimento econômico que se desenvolve o desenho da proposta de medidas de política econômica.</p>
<p>Aparentemente há clareza do papel da indústria e sua importância na agenda de transformação do contexto econômico. A indústria possui complexidade produtiva, grau de monopólio, fortes transbordamentos que impactam na atividade agrícola, da indústria extrativa como fornecedores e no setor de serviços complexos do qual é demanda significativa.</p>
<p>Está em curso um redesenho das cadeias globais de valor pós pandemia, que inclui regionalização das cadeias produtivas e re-industrialização de economias maduras, como a americana. Essa percepção aparece na agenda anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acerca da retomada das relações comerciais latino-americanas. Mas, na compreensão desta economista, erra ao propor uma moeda única. Mesmo que seja um objetivo a longo prazo.</p>
<p>Moeda única no modelo europeu representa importante restrição de política econômica, no caso a cambial. E reduz as possibilidades de ajuste canalizando-as para o mercado de trabalho como recurso de maior competitividade e exportação. É verdade que a unificação monetária permitiu uma intensificação do comércio entre países europeus. Porém, havia anteriormente um sólido esforço na pauta de compromissos mútuos e uma limitação conhecida como “serpente no túnel”, que restringia possibilidades de recurso à política cambial para atingir objetivos de crescimento econômico, controle inflacionário e outros.</p>
<p>Não é o caso latino-americano. Agrega-se a esta preocupação um mercado de trabalho “uberizado”, com um número expressivo de trabalhadores informais que não contribuem para a previdência, uma desigualdade na capacitação (problema da educação e da educação técnica), uma demanda por um “salário emocional” que aparece após a pandemia, e uma apatia que emerge do relato de gestores como diagnóstico de uma mudança comportamental após a pandemia.</p>
<p>Desta forma, deveríamos olhar mais estrategicamente para o que chamamos de “economia de plataforma” ou plataformização das relações de produção, trabalho e consumo. As plataformas são um importante recurso para superar limites geográficos e produzir uma integração de mercados. Para isso, é necessário trabalhar barreiras linguísticas, como meios de pagamento, logística e na importância de se trabalhar a Marca País.</p>
<p>Esta é uma ação que deveria anteceder a proposta de integração monetária. Não há “bala de prata”. As plataformas ampliam o mercado e redesenham a estrutura produtiva. Pouco ou nada se fez e não aparece no compromisso do governo para uma inserção produtiva internacional com regulamentação digital. Não se trata apenas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Trata-se de educação para o letramento digital e midiático, regras que permitam o surgimento de novos negócios digitais com segurança jurídica etc.</p>
<p>Enquanto não desenhamos um planejamento da mudança na estrutura produtiva, com uma significativa alteração na inserção internacional, a retomada do crescimento econômico segue apoiada fortemente na recuperação do consumo e ações de mitigação da desigualdade e direcionadas à redução da miséria. O uso das instituições em favor da oferta de crédito e incentivos fiscais no curto prazo, com diálogo e articulação para uma proposta de crescimento da renda e do emprego, pode possibilitar uma melhora no resultado, porém, não substantivo.</p>
<p>A <a href="https://portalcontexto.com.br/?s=reforma+tributaria">reforma tributária</a> é a chave para isso. Permitirá criar condições para um maior equilíbrio das forças produtivas regionais, aumento na competitividade, redução do tempo dedicado à gestão tributária e um possível deslocamento de tempo dedicado à produção. Também, possivelmente, uma redução de preços e, portanto, diminuição de desigualdades.</p>
<p>Mas, já não basta. É preciso entender as transformações mundiais que se apresentam e ter um projeto claro de futuro. Um projeto que já deveria ter sido forjado, se não no período dos debates que antecederam as eleições, ao menos no período de transição. Assim, esperamos que nos próximos meses a preocupação com os primeiros cem dias de governo seja reduzida e um projeto consistente de longo prazo seja apresentado.</p>
<p><strong>Cristina Helena Pinto de Mello</strong> é professora de Economia e diretora da Área de Sucesso Docente e Discente da <a href="https://www.espm.br/">ESPM</a>. Doutora e Mestre em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>As Eleições acabaram &#8211; como fica a reputação das empresas que envolveram seus nomes nas campanhas?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2022 12:34:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que sabemos quem serão o presidente, os governadores, o Congresso e as Assembleias, como serão os nossos dias seguintes às eleições? Lula venceu, todos os empresários que apoiaram Bolsonaro de forma explícita não estão rindo de orelha a orelha como esperavam, certos de que teriam acertado na mosca e que suas empresas só teriam [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30655" aria-describedby="caption-attachment-30655" style="width: 293px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-30655" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-768x1024.jpg?resize=293%2C391&#038;ssl=1" alt="empresas" width="293" height="391" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-scaled.jpg?resize=768%2C1024 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-scaled.jpg?resize=225%2C300 225w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-scaled.jpg?resize=1152%2C1536 1152w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-scaled.jpg?resize=1536%2C2048 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Victor-Olszenski-modified-scaled.jpg?w=1920 1920w" sizes="(max-width: 293px) 100vw, 293px" /><figcaption id="caption-attachment-30655" class="wp-caption-text">Victor Olszenski. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Agora que sabemos quem serão o presidente, os governadores, o Congresso e as Assembleias, como serão os nossos dias seguintes às <strong>eleições</strong>?</p>
<p><a href="https://portalcontexto.com.br/lula-e-eleito-presidente-do-brasil-pela-terceira-vez/">Lula venceu</a>, todos os <strong>empresários</strong> que apoiaram Bolsonaro de forma explícita não estão rindo de orelha a orelha como esperavam, certos de que teriam acertado na mosca e que suas empresas só teriam benefícios com a posição política que assumiram.</p>
<p>Mas não foi bem assim. Como não teria sido, mesmo que Bolsonaro tivesse sido o vencedor?</p>
<p>Fosse como fosse, mais ou menos metade dos eleitores que votou em Lula, de um jeito ou de outro teria (como tem) razão de sobra para falar mal daquelas marcas e dar preferência aos seus concorrentes, “cancelando” produtos, serviços e continuando uma guerra de versões que não tem data para acabar.</p>
<p>A nós, que nos ocupamos justamente de reputação de marcas e empresas, sempre pareceu uma decisão no mínimo desnecessariamente arriscada misturar política e negócios.</p>
<p>Afinal, as eleições passam, as posições políticas partidárias de cada um ficam. Mas todos – empresas, distribuidores e consumidores – continuarão a produzir, vender e comprar porque o mundo não parou de ter suas próprias necessidades, independente do governante.</p>
<p>Empresário que pensa a longo prazo faz muito bem quando evita assumir atitudes polêmicas, capazes de oferecer riscos, sobretudo quando envolvem e apaixonam muitas pessoas, num clima conflituoso como este que envolveu e envolve a população brasileira.</p>
<p>A reputação de uma empresa ganha e perde pontos em inúmeros pequenos e grandes fatos do dia a dia. Desde os mais evidentes como a sua propaganda ou a forma com que reage a manifestações que acontecem em organismos como o “Reclame Aqui” e Procons e mais modernamente sofre críticas nas redes sociais. Reputação depende, até, do respeito e da correção com que a empresa se relaciona com fornecedores e consumidores, assim como depende de se manter alheio, sem envolver a empresa de corpo inteiro em guerras políticas como esta em que o país está mergulhado.</p>
<p>Claro que todos podem e devem ter suas próprias convicções políticas e não deveria ser um problema expô-las em público. Assim como não faz sentido hostilizar mas atender bem, satisfazer tanto quanto possível, consumidores que tenham uma ou outra preferência política, religiosa, cultural ou de qualquer natureza.</p>
<p>As empresas, para além de serem operações privadas, cujo risco de sucesso ou fracasso é de responsabilidade exclusiva de seus acionistas, também prestam serviços à sociedade e por isso, devem respeitar as leis que regem sua atividade e suas relações com clientes e fornecedores sob pena de ampliar o risco sobre suas operações e perder mercado, prejudicando assim, os próprios acionistas, funcionários e seus clientes.</p>
<p>No ambiente empresarial, muitas vezes temos que recordar os ensinamentos de Darwin – mais do que estar certos ou errados sobre uma preferência política, é importante desenvolver a capacidade de se adaptar às mudanças de uma sociedade e entender o papel que cada empresa terá nesse novo cenário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://br.linkedin.com/in/victor-olszenski"><strong>Victor Olszenski</strong></a> éMestre em Ciências da Comunicação, graduado em Publicidade e Propaganda, é Executivo de Marketing, Comunicação e Relações Institucionais com 30 anos de experiência acumulada em empresas como Telefônica/ VIVO; Pial-Legrand; Deca e Toyota além da Agência de Propaganda Z+G Grey. Desenvolve estudos nas áreas de Marketing Estratégico; Marcas e Comunicação Corporativa; Relações Governamentais e Institucionais; é palestrante e professor em vários Programas de MBA em Marketing, Branding e Comunicação, entre eles, Franklin Covey Education, ESPM, Anhembi-Morumbi, FMU, Faculdades Rio Branco, UNIP e UNITAU. É coautor do Livro: Um Profissional para 2020 – Editora B4.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal ou inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Eleições no Brasil: O que as pesquisas nos dizem? Elas são confiáveis?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2022 16:15:35 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30109" aria-describedby="caption-attachment-30109" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-30109" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/14112020_eleicoes_2020_distribuicao_das_urnas_eletronicas_rio_de_janeiro1666-1023x576-1.jpg?resize=729%2C411&#038;ssl=1" alt="eleições" width="729" height="411" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/14112020_eleicoes_2020_distribuicao_das_urnas_eletronicas_rio_de_janeiro1666-1023x576-1.jpg?w=1023 1023w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/14112020_eleicoes_2020_distribuicao_das_urnas_eletronicas_rio_de_janeiro1666-1023x576-1.jpg?resize=300%2C169 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/14112020_eleicoes_2020_distribuicao_das_urnas_eletronicas_rio_de_janeiro1666-1023x576-1.jpg?resize=768%2C432 768w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /><figcaption id="caption-attachment-30109" class="wp-caption-text">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Em pouco mais de dez dias, os brasileiros vão às urnas para eleger o próximo presidente da República, além de governadores, senadores e deputados. A cada semana, neste período que antecede as <strong>eleições de 2022</strong>, várias pesquisas eleitorais de intenções de voto são divulgadas no país. Mas o que essas pesquisas mostram? Elas são confiáveis?</p>
<p>As pesquisas de intenção de voto retratam o eleitorado no período em que seus dados são coletados e, portanto, não são e nem devem ser utilizadas como prognóstico para os resultados eleitorais.</p>
<p>Se vistas dessa forma, o eleitor brasileiro pode confiar na maioria das pesquisas eleitorais divulgadas no Brasil, principalmente por aquelas conduzidas por grandes institutos de pesquisa no país. Essas são realizadas utilizando métodos científicos que vêm sendo desenvolvidos e aprimorados ao longo dos últimos 80 anos, inclusive por diversos pesquisadores do Survey Research Center, da Universidade de Michigan.</p>
<p>Pesquisas eleitorais e de opinião pública seguem rigorosos métodos estatísticos e protocolos de coleta de dados a fim de permitir inferências estatísticas para a população por meio de dados coletados em uma amostra da população. Já enquetes não se utilizam de tais métodos e protocolos e normalmente ficam disponíveis em websites ou redes sociais para qualquer pessoa respondê-las. Isso pode acabar gerando vieses em seus dados que não permitem realizar extrapolações de seus resultados para a população.</p>
<p>Claro que diferentes tipos de metodologias trazem diferentes implicações para os resultados das pesquisas. Por exemplo, pesquisas telefônicas não conseguem capturar pessoas sem acesso a telefone. Se essa parte da população for sistematicamente diferente daqueles que têm acesso com relação ao tópico que está sendo estudado, então as estimativas da pesquisa podem estar enviesadas. É importante avaliar como aspectos metodológicos das pesquisas impactam seus resultados.</p>
<p>Idealmente, em amostragem, gostaríamos que todos os elementos da população tenham uma probabilidade de seleção conhecida e maior que zero e que o sorteio da amostra seja feito de forma aleatória, propriedades que descrevem o que chamamos de amostragem probabilística. No entanto, na prática isso nem sempre é possível, por decorrência de certas restrições de custo e tempo, como normalmente é enfrentado por pesquisas eleitorais e de opinião pública. Nesse caso, algumas estratégias podem minimizar possíveis vieses associados a um processo de seleção não-aleatório da amostra. Uma das principais estratégias adotadas em pesquisas eleitorais para isso é o uso de cotas sociodemográficas na seleção dos respondentes, em que a amostra é recrutada de forma a ter uma distribuição com respeito a sexo, idade, escolaridade, renda e região igual ao da população.</p>
<p>Costumamos dizer que pesquisas são um retrato do momento, ou seja, elas procuram refletir a população no período em que são coletadas. Caso haja mudanças na opinião ou preferências da população em algum momento após esse período, as pesquisas realizadas previamente não serão capazes de capturar essas alterações. Por isso que também costumamos chamar a atenção de que pesquisas não servem e nem devem ser usadas como prognósticos. Mesmo que um determinado candidato esteja à frente em uma pesquisa eleitoral realizada dias antes da eleição, isso não deve ser visto como uma previsão de que esse candidato mantenha essa posição no pleito eleitoral. Por outro lado, uma série de pesquisas eleitorais realizadas ao longo do tempo podem servir para identificar certas tendências do eleitorado, como um possível crescimento ou queda na intenção de votos em um candidato.</p>
<p><strong>Raphael Nishimura</strong> é brasileiro, estatístico e diretor de Operações de Amostragem do Survey Research Center da Universidade de Michigan.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal ou inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Por orçamento e gastos públicos eficientes</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 09:15:30 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29204" aria-describedby="caption-attachment-29204" style="width: 208px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-29204 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Carlos-Rodolfo-Schneider-modified.jpg?resize=208%2C243&#038;ssl=1" alt="gastos" width="208" height="243" /><figcaption id="caption-attachment-29204" class="wp-caption-text">Carlos Rodolfo Schneider. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><span style="color: #333333; font-size: 14.4px;">A América Latina, de maneira geral, tem tido dificuldades de avançar para novo patamar de renda. <strong>Relatório do Banco Mundial</strong> sobre a região aponta o impacto da queda dos investimentos públicos em infraestrutura, há quatro décadas, sobre a competitividade, o crescimento e a desigualdade. E destaca a <strong>eficiência dos gastos</strong> como alternativa para aumentar a disponibilidade de recursos. As ineficiências em transferências direcionadas, aquisições públicas e funcionalismo são estimadas em 4,4% do PIB, correspondentes em média a 16% dos gastos dos governos. O documento também aponta caminhos importantes, como uma economia de até 22% que poderia ser obtida nas compras públicas, com o simples aprimoramento de procedimentos, sem a necessidade de alterar as legislações correspondentes. Bem como o potencial da infraestrutura digital, relativamente barata, para aumentar a produtividade, conectando áreas rurais e ampliando o acesso ao ensino à distância.</span></p>
<div>
<div>Uma ideia que talvez mereça reflexão é a de separar uma parte da competente equipe da Secretaria da Receita Federal, independentemente de nesse momento aparentemente estar desfalcada, para criar a Secretaria da Despesa Federal, que se encarregaria de reduzir os gastos públicos, pelo aumento da eficiência. Surtiria o mesmo efeito do aumento de impostos para equilibrar as contas, com a vantagem de extrair menos recursos da sociedade. E a experiência poderia ser replicada nos Estados e até nos municípios.</p>
<p>Na contramão da <strong>maior eficiência do gasto público</strong> também está o crescente protagonismo do Congresso na gestão do orçamento. O que ajudou a levar, na definição do economista Márcio Garcia, a um mix distorcido de políticas macroeconômicas, com 2 fiscal expansionista e a monetária contracionista, quando deveria ser o contrário. O que trocado em miúdos signífica que, pelo fato de o Estado, que gasta mal, gastar demais, o Banco Central é obrigado a aumentar a taxa de juros para inibir o gasto e o investimento do setor privado, que é mais eficiente. Além do aumento de juros limitar crescimento e pressionar dívida pública. Importante destacar que o constantemente questionado “teto dos gastos” tem sido um importante antídoto a esse desvio.</div>
<div>
A crescente ingerência do Congresso no orçamento público vem de uma característica intrínseca do nosso sistema político e de contas públicas, que permite discutir direitos sem as correspondentes obrigações. A grande maioria dos agentes se sente no direito de pressionar por gastos, sem a responsabilidade ou até a preocupação pelo equilíbrio das contas públicas. Muitos países resolveram isso, criando ferramentas para gerenciar a qualidade e quantidade desse gasto, com adequada atribuição de responsabilidades e participação da sociedade. No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal, inspirada na experiência de outros países, previa a criação do Conselho de Gestão Fiscal (CGF) para gerir a questão. Por iniciativa do <strong>Movimento Brasil Eficiente</strong>, a regulamentação para a criação do CGF foi aprovada por unanimidade no Senado Federal, em 2015 (PLS 141/2014), mas após distorções introduzidas por deputados para diminuir a sua eficácia, dorme na Câmara dos Deputados, desde então.</p>
</div>
<div>Sem um sistema orçamentário adequado, o país se tornou o paraíso das emendas parlamentares, Inicialmente, as emendas individuais passaram a ser obrigatórias, depois as de bancada. Em seguida, foi estabelecida a possibilidade de transferir recursos diretamente para Estados e municípios, sem identificação de projetos, e depois foram ressuscitadas as emendas de relator, que no passado já haviam gerado o episódio que ficou conhecido como anões do orçamento. E na Lei de Diretriz Orçamentária de 2021, também as emendas de bancada passaram a poder transferir recursos diretamente. À luz do dia, criou-se no Brasil o Orçamento Secreto. Certamente não será fácil desmontar esses instrumentos de ineficiência orçamentária a não ser que haja uma improvável alteração na composição qualitativa do Congresso Nacional nas próximas eleições. Hoje existem três alas principais, além dos parlamentares que se situam nas transições entre elas: primeiro a pragmática, no bom sentido, que defende o caminho mais curto e com menor custo social, para desenvolvimento do país, com geração sustentada de empregos e renda; depois a ideológica, com espectro da esquerda à direita, que dificilmente indica o caminho mais curto entre o hoje e o destino que queremos; e por fim, a fisiológica, que dispensa comentários. Um reforço da primeira ala naturalmente facilitaria as coisas. Com as mudanças em curso na sociedade, como o fortalecimento da pauta ESG, em que o G significa Governança, talvez os candidatos comecem a perceber que a boa gestão, a transparência e a demonstração de compromisso com as próximas gerações também podem decidir eleições.</p>
<p><strong>Carlos Rodolfo Schneider </strong>é empresário e coordenador do Movimento Brasil Eficiente &#8211; MBE. Bacharel e Mestre em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dirige hoje o Grupo H. Carlos Schneider, que inclui empresas como <a href="http://www.ciser.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.ciser.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1660309181823000&amp;usg=AOvVaw3uj16vxFBieK_zASZQVM3T">Ciser Fixadores</a>, <a href="https://www.ciser.com.br/unidades-detalhes/automotive-1" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ciser.com.br/unidades-detalhes/automotive-1&amp;source=gmail&amp;ust=1660309181823000&amp;usg=AOvVaw1POl3_HyNYMtK0kEasBosC">Ciser Automotive</a> e <a href="http://www.hacasa.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.hacasa.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1660309181823000&amp;usg=AOvVaw2qXUMzdQKlbfnGsA0AqYJ_">Hacasa Empreendimentos Imobiliários</a>.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal ou inspirador pra compartilhar.</div>
</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Pesquisas Eleitorais: conjuntura x previsão</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 10:15:14 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27774" aria-describedby="caption-attachment-27774" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-27774" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Fabio-Pereira-de-Andrade.jpg?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="pesquisas" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Fabio-Pereira-de-Andrade.jpg?w=400 400w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Fabio-Pereira-de-Andrade.jpg?resize=300%2C300 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Fabio-Pereira-de-Andrade.jpg?resize=150%2C150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-27774" class="wp-caption-text">Fábio Pereira de Andrade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Durante as últimas semanas fomos bombardeados com resultados de <strong>pesquisas eleitorais</strong>. Essa proliferação pode suscitar múltiplas sensações. Há uma dimensão caracterizada pelo excesso de informações, o qual levanta outro ponto, como lidar com as diferentes informações que recebemos? Há ainda o grupo de pessoas que duvida da validade de pesquisas, afinal de contas “eu nunca fui entrevistado, ninguém que conheço foi, como posso acreditar?”, por fim, há o grupo que duvida da seriedade dos institutos de pesquisa, associando-os ao grupo de Instituições Políticas que devem ser varridas do mapa.</p>
<p>No início de maio organizamos um evento sobre pesquisas eleitorais, o qual contou com profissionais com experiência acumulada na elaboração de pesquisas e acompanhamento de eleições. Alguns pontos destacados podem ajudar em uma melhor compreensão sobre os alcances e limites dessas pesquisas.</p>
<p>Em primeiro lugar, cabe destacar que a função das pesquisas é revelar apenas um retrato do momento político! No entanto, é comum ocorrer extrapolação, isto é, a utilização do diagnóstico da conjuntura política para elaboração de um prognóstico do resultado eleitoral. Nesse sentido, os resultados de diferentes pesquisas indicam que o momento político é mais favorável à candidatura de Oposição. Contudo, esse é retrato político de maio, enquanto o primeiro turno das eleições será em outubro.</p>
<p>Em segundo lugar, a elaboração de pesquisas é um trabalho sério, realizado por Instituições e Pessoas que possuem reputações a zelar. Ainda nesse sentido, a necessidade registro das pesquisas junto ao Tribunal Superior Eleitoral implica na divulgação de informações relativas a custos, financiadores, procedimentos de construção da amostra, técnica de entrevistas, etc. Ou seja, realização de pesquisas demandam transparência, postura que não é necessária na realização de enquetes populares em mídia sociais.</p>
<p>A construção de amostra permite análise crítica, porém a partir de avalição técnica. A amostragem depende de base de dados nacionais, de maneira salutar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza dados populacionais com atualização trimestral através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD). Todavia, cabe o primeiro reparo, pois a PNAD cobre municípios próximos à capitais ou ligados às regiões metropolitanas. Logo, municípios com populações menores e mais afastados não estão contidos na amostra, por consequência essa base de dados cria um viés populacional para amostras de pesquisas eleitorais. Esse viés pode ser diminuído? Sim, com a utilização de dados censitários, porém nosso último censo foi em 2010.</p>
<p>Ainda no tema amostragem, a defasagem dos dados pode comprometer os procedimentos amostrais probabilísticos e não probabilísticos. No procedimento probabilístico, a inadequação dos dados pode alterar a seleção de municípios para aplicação de pesquisa. Enquanto no procedimento não probabilístico a seleção de municípios ponderada por gênero, idade, escolaridade e setor de atividade econômica pode ser inadequada.</p>
<p>Em síntese, a base de dados utilizado como referência na amostra pode criar vieses, independente do trabalho dos Institutos de Pesquisa. No entanto, tais vieses são menores se comparados aos procedimentos de enquetes e a simples observação do “entorno”.</p>
<p>Por fim, outro ponto que suscita avaliação crítica diz respeito à forma de entrevista. Pesquisas com entrevistas feitas pessoalmente (por pesquisa em domicílio ou em ponto de fluxo) são mais caras, porém, tendem a ser mais assertivas na captação de respostas, em especial junto à públicos dos extratos inferiores de renda. As pesquisas através de contato telefônica são mais baratas, porém tem dificuldade de captar de forma assertiva respostas junto ao público de baixa renda e menor escolaridade, em especial as pesquisas telefônicas feitas por robôs. Com o advento da Pandemia, houve uma ampliação das pesquisas eleitorais realizadas por telefone. Assim, cabe destacar que há possibilidade de os retratos eleitorais desfocarem a parcela relativa ao público de baixa renda.</p>
<p>Em política, conjuntura além de momento e parte constitutiva de um acontecimento amplo, em um paralelo, as pesquisas nos ofertam um pedaço estruturado de um quebra-cabeça, para o qual a imagem final ainda não é revelada. Há grupos que não gostam da imagem parcial e desejam desmontar tudo e tentar construir algo diferente do zero! Cabe lembrar, estamos diante de um pedaço de imagem, que pode explicar o retrato final, ser uma miniatura da imagem completa, ou ser um fragmento completamente distinto! Os Institutos de Pesquisa e o TSE podem difundir informações sobre os alcances e limites de pesquisas, academia, imprensa e atores políticos partidários também. Em síntese, diante de pesquisas oficiais recordemos duas palavras: momento e prudência.</p>
<p><strong>Fábio Pereira de Andrade</strong> é professor de Relações Internacionais na ESPM. É doutor em Administração Pública e Governo e mestre em Economia.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Mandetta: “capitão covarde” ou “elemento expurgado”</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 01:07:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft wp-image-3805" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?resize=400%2C400&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="400" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?w=1080 1080w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?resize=300%2C300 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?resize=1024%2C1024 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?resize=150%2C150 150w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Arte-para-coluna-Contexto-Pol%C3%ADtico.jpg?resize=768%2C768 768w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />O Presidente da República eleito escalou sem sombra de dúvida o melhor Ministério para compor sua equipe de governo. Foram escolhidos técnicos e conhecedores das respectivas cadeiras a serem ocupadas na Esplanada dos Ministérios.</p>
<p>É de notório saber que a avaliação do trabalho na condução dos ministérios ocorre com o enfrentamento diário dos problemas, a maioria conhecida pelos Ministros, outros que se apresentam repentinamente.</p>
<p>O país enfrenta no momento uma enfermidade epidêmica amplamente disseminada a ser enfrentada com coesão e pulso firme pelo governo que deve salvaguardar cada cidadão protegendo do perigo e minimizando os danos, sejam estes de impacto médico, social ou financeiro.</p>
<p>Nesta esteira temos na linha de frente o Presidente da República e em seguida o ( agora ex) Ministro <strong>Luiz H. Mandetta</strong> médico ortopedista que foi secretário de saúde em Campo Grande entre 2005 e 2010 quando saiu para eleger-se Deputado Federal representando o Mato Grosso do Sul pelo partido DEM, portanto, com ampla experiência política.</p>
<p>O enfrentamento da pandemia impõe ao Estado compromisso de Guerra, porque de fato trata-se de Guerra em larga escala que o mundo vive desde o inicio do corrente ano, e esse estado de guerra exige condução coesa do Governo Federal assim como ocorre nas Forças Armadas.</p>
<p>O exemplo das Forças Armadas se aplica por se tratar de instituições de Estado e não de Governo, pautadas por dois princípios a Hierarquia e a Disciplina.</p>
<p>Se não houver Hierarquia a necessária coesão caminha para derrocada e a Disciplina é importante porque cada vez que se quebra a Disciplina se afeta diretamente a Hierarquia em todos os níveis de comando.</p>
<p>Assim as Forças Armadas tem como princípio básico a sua manutenção permanente e coesa em tempos de paz de principalmente em tempos de guerra.</p>
<p>É por essa razão que havendo dentro da Hierarquia um pensamento contrário ao determinado pelo comando, ou seja, um elemento que não está alinhado com a Hierarquia e, portanto, não coeso com o direcionamento do comandante, é prontamente eliminado.</p>
<p>Assim, o elemento que põe em risco a coesão da instituição, quebrando a disciplina e afetando a hierarquia, é expurgado para não comprometer o enfrentamento da guerra.</p>
<p>O sucesso da batalha contra a pandemia exige do Governo Federal coesão da equipe de ministros para minimizar os danos aos cidadãos.</p>
<p>Talvez seja o desalinhamento de postura e ideias que afetam o Cargo pressionado do Ministro da Saúde, que sempre pautou-se pela atuação e condução médica não se preocupando com demais desdobramentos em outras tão importantes e relevantes pastas do governo.</p>
<p>Diga-se que à poucos dias o Ministro resignou-se ao problema econômico, não porque se alinhou ao Presidente/Comandante, mas porque o desespero de mais de 30 milhões de informais se apresentou impiedosamente no País.</p>
<h4><strong>Reflexão necessária que se faz: Mandetta é o elemento expurgado?</strong></h4>
<p>De outro lado temos aspectos políticos envolvidos, como dito, o ex-ministro da saúde é filiado ao DEM partido dos Presidentes da Câmara e do Senado, possíveis adversários do Presidente nas eleições de 2022.</p>
<p>Por certo se considerarmos apenas os aspectos políticos envolvidos, e para preservar a imagem com o eleitorado, o melhor cenário para Mandetta seria a imediata saída do Cargo em momento de apoio popular, já que o futuro com o enfrentamento do vírus é incerto, ou melhor, se desenha muito preocupante com ampla possibilidade de colapso médico.</p>
<p>Deixando a pasta da Saúde Mandetta joga com o futuro, pois em meio ao caos e colapso médico que se desenha na saúde nos próximos meses, será lembrado como herói da razão.</p>
<p>Retomando o exemplo das Forças Armadas, tenho em mente o ditado: “o Sentinela morre mas não abandona o posto” ou “O Capitão afunda com o navio” que demonstra claramente a postura do comandante no enfrentamento da guerra. Abandonar o navio que possivelmente vai afundar demonstra um ato acovardado que não veste o verdadeiro comandante.</p>
<p>Podemos citar o recente exemplo do navio italiano Costa Concórdia que encalhou e naufragou em frente a ilha de Giglio, provocando a morte de 32 pessoas. O Capitão <strong>Francesco Schettino</strong> não cumpriu com a obrigação de coordenar a saída dos viajantes do navio e fugiu do local, abandonou o navio e por isso ficou conhecido como “Capitão Covarde”, que restou condenado à 20 anos de prisão.</p>
<p>Outra reflexão necessária que vem a mente quando analisamos a condução do atual Ministro da Saúde à frente da pasta: Não seria por falha na sua condução do Ministério da Saúde, ressalta-se há mais de um ano Ministro, que estamos tão mau aparelhados e preparados para lidar com essa enfermidade epidêmica?</p>
<p>Não seria atribuição do Ministro da Saúde alertar o governo e propor linha de ação no intuito de preparar o País para tal enfrentamento, que diga-se não é novidade já que em passado recente o mundo enfrentou a “SARS”, “EBOLA”, “GRIPE AVIÁRIA – H5N1”, “GRIPE SUÍNA -H1N1” entre outras?</p>
<p>Inegável que o ex-ministro Mandetta seguiu o protocolo da OMS e preservando sua cadeira de Ministro da Saúde exigiu o cumprimento das medidas de controle igualmente impostas a países tão diferentes e distantes culturalmente, socialmente e economicamente.</p>
<p>Inegável, em análise macro, também o despreparo do Ministério da Saúde no estudo e controle de doenças epidêmicas, pois falta tudo, equipamentos de proteção, profissionais habilitados, aparelhos, leitos hospitalares, dentre tantos que podemos citar.</p>
<p>Enfim, apesar de tantos erros cometidos na guerra contra o Covid-19, em terras tupiniquins temos que entender se o ex-ministro da saúde Luiz H. Mandetta é o elemento expurgado ou o Capitão Covarde que abandonou o navio quando todos abordo mais precisam?</p>
<p><strong>Igor Folena</strong> é Advogado Especialista em Direito Militar. Foi Assessor de Ministro do Superior Tribunal Militar no período 2004 – 2016. Sigam o autor no instagram: <a href="https://www.instagram.com/igorfolena/">@igorfolena</a></p>
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