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	<title>Arquivos Contexto Econômico - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Contexto Econômico - Portal Contexto</title>
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		<title>Com a queda dos juros no radar, eleições, tensões geopolíticas, onde estarão as melhores oportunidades do mercado em 2026?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 10:50:26 +0000</pubDate>
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<div>
<p>O ano de 2026 marca um ponto de transição importante para os mercados financeiros globais. Após um período prolongado de juros elevados, inflação persistente e crescimento econômico mais moderado, o cenário começa a sinalizar um novo ciclo, com expectativa de cortes graduais de juros, ajustes fiscais nas principais economias e um ambiente ainda cercado por incertezas políticas.</p>
<p>No Brasil, muitos ativos ainda não precificaram integralmente o impacto de um eventual afrouxamento monetário mais consistente. Títulos de renda fixa prefixados e indexados à inflação continuam oferecendo taxas atrativas e podem se beneficiar de valorização adicional caso a trajetória de queda dos juros se confirme. Para o investidor com horizonte de médio e longo prazo, esses papéis voltam a ocupar posição central na estratégia, desde que haja preparo para oscilações no curto prazo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a renda fixa pós-fixada segue desempenhando papel fundamental. Produtos atrelados ao CDI, como Tesouro Selic e CDBs, permanecem essenciais para liquidez e reserva de emergência, especialmente em um ambiente que ainda exige cautela e preservação de capital.</p>
<p>Na renda variável, 2026 deve ser marcado por oportunidades seletivas. Apesar da valorização recente, a bolsa brasileira ainda apresenta níveis interessantes, embora a volatilidade deva permanecer elevada, influenciada pelo cenário externo e pelo calendário eleitoral doméstico. Empresas com balanços sólidos, boa geração de caixa e posição financeira confortável tendem a se destacar, como bancos tradicionais, companhias do setor elétrico e grandes exportadoras de commodities.</p>
<p>Além disso,  para diversificar os ETFs de small caps permitem capturar o potencial de empresas menores de forma diluída, enquanto os fundos imobiliários podem ganhar tração caso o ciclo de cortes de juros seja mais intenso, já que historicamente apresentam correlação negativa com as taxas e hoje operam, em muitos casos, com preços descontados.</p>
<p>Ativos de maior risco, como as criptomoedas, devem ocupar espaço limitado. Embora possam integrar carteiras diversificadas, seguem sujeitas a oscilações intensas e difíceis de antecipar.</p>
<p>Sendo assim, 2026 não será um ano de apostas, mas de estratégia. Disciplina, diversificação e visão de longo prazo serão determinantes para navegar um cenário que combina oportunidades relevantes e riscos que não podem ser ignorados.</p>
<p><strong>Paulo Cunha</strong> é Sócio-fundador da iHUB Investimentos e especialista em mercado financeiro certificado pela ANCORD. Além disso, é palestrante, professor de finanças e possui pós-graduação em financial management pelo INSPER.</p>
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		<title>FGC e a crise de Notas: a responsabilidade sob exame</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 13:00:46 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_45904" aria-describedby="caption-attachment-45904" style="width: 337px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-45904 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1yQmO4IzM3QjN6InYu02bj5yb0hXZ052bjxWY0J3bwBUYzNXayFGb6QDM0kDO0gjMxMjOnVGcq5ydvxGZmJTN1YWYmRDNyIGZwcDMwcTZkJzMiFTOkZGZ5QGZiZkMlQGZiZkMlETNwczMGJTJ1QjM5QDO3QzMz8VL1ETLf9VLwITLfpjN.jpg?resize=337%2C321&#038;ssl=1" alt="" width="337" height="321" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1yQmO4IzM3QjN6InYu02bj5yb0hXZ052bjxWY0J3bwBUYzNXayFGb6QDM0kDO0gjMxMjOnVGcq5ydvxGZmJTN1YWYmRDNyIGZwcDMwcTZkJzMiFTOkZGZ5QGZiZkMlQGZiZkMlETNwczMGJTJ1QjM5QDO3QzMz8VL1ETLf9VLwITLfpjN.jpg?w=337&amp;ssl=1 337w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1yQmO4IzM3QjN6InYu02bj5yb0hXZ052bjxWY0J3bwBUYzNXayFGb6QDM0kDO0gjMxMjOnVGcq5ydvxGZmJTN1YWYmRDNyIGZwcDMwcTZkJzMiFTOkZGZ5QGZiZkMlQGZiZkMlETNwczMGJTJ1QjM5QDO3QzMz8VL1ETLf9VLwITLfpjN.jpg?resize=300%2C286&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 337px) 100vw, 337px" /><figcaption id="caption-attachment-45904" class="wp-caption-text">Wagner Balera. Foto: divulgação</figcaption></figure>
<p>Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).</p>
<p>Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.</p>
<p>É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.</p>
<p>A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.</p>
<p>Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.</p>
<p>Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, &#8220;tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã&#8221;.</p>
<p>Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.</p>
<p>Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.</p>
<p>O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: &#8220;Eu vim para confundir, não para explicar&#8221;.</p>
<p>Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.</p>
<p>Agora, os custos serão repartidos entre todos.</p>
<p>Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.</p>
<p>Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas <i>due diligences</i>, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.</p>
<p>A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.</p>
<p>Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.</p>
<p>O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.</p>
<p>Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.</p>
<p>Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.<br />
<strong><br />
Wagner Balera </strong>é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.</p>
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		<title>Demurrage de contêiner: como a recente interpretação da Antaq pode alterar custos e prazos logísticos</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:50:51 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_45228" aria-describedby="caption-attachment-45228" style="width: 343px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-45228" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/12/handler-34.jpg?resize=343%2C549&#038;ssl=1" alt="" width="343" height="549" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/12/handler-34.jpg?resize=640%2C1024&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/12/handler-34.jpg?resize=188%2C300&amp;ssl=1 188w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/12/handler-34.jpg?resize=768%2C1229&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/12/handler-34.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 343px) 100vw, 343px" /><figcaption id="caption-attachment-45228" class="wp-caption-text">Vivian Pedra. Foto: divulgação</figcaption></figure>
<p>A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) promoveu uma atualização relevante em seu entendimento sobre a cobrança de demurrage de contêineres, por meio do Acórdão nº 521/2025. A mudança estabelece que a cobrança dependerá da comprovação de culpa, interesse ou opção do usuário, afastando a prática histórica de cobrança automática pelo simples atraso na devolução do contêiner. Mas, na prática, o que muda para armadores, importadores e terminais, e quais fundamentos jurídicos sustentam essa atualização?</p>
<p>Historicamente, o termo demurrage referia-se à permanência do navio além do prazo contratual. Com o advento da conteinerização, o conceito passou a ser aplicado ao próprio equipamento, já que a disponibilidade de contêineres é condição essencial para a continuidade das operações e para o atendimento da demanda.</p>
<p>Nesse contexto, a sobre-estadia surgiu como uma indenização contratual devida ao armador pelo uso do contêiner além do prazo livre (&#8220;free time&#8221;), compensando o custo de imobilização do equipamento e incentivando a eficiência logística. Sem esse mecanismo, não haveria incentivo econômico para a devolução tempestiva, desequilibrando a circulação dos equipamentos e tornando o sistema insustentável.</p>
<p>Tradicionalmente, a cobrança da sobre-estadia não dependia da culpa do usuário, refletindo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da própria ANTAQ, de que se trata de indenização contratual e não de penalidade. O cumprimento das cláusulas de free time e demurrage sempre foi essencial para a previsibilidade comercial e para o equilíbrio econômico entre as partes.</p>
<p>Com o novo entendimento, a cobrança passa a ser válida apenas quando o atraso decorrer de culpa, interesse ou opção do usuário, excluindo situações resultantes de falhas logísticas, indisponibilidade de depósitos ou limitações operacionais atribuíveis ao armador ou terminal. A medida evita que custos decorrentes de falhas alheias sejam transferidos ao usuário. Contudo, determinados entraves operacionais, como limitações estruturais dos portos, extrapolam a esfera contratual e podem afetar a atratividade dos portos nacionais, influenciando as decisões de escala dos armadores e, consequentemente, a competitividade do sistema portuário brasileiro.</p>
<p>Além disso, a correta identificação da origem das falhas e a atribuição de responsabilidades envolvem grande complexidade, especialmente em cadeias logísticas que integram múltiplos agentes. Na ausência de critérios objetivos, há risco real de comprometer a sustentabilidade econômica da navegação e gerar escassez de contêineres, com reflexos para todo o ecossistema logístico.</p>
<p>Ao excluir a cobrança sempre que houver falhas logísticas, o novo entendimento tende a concentrar o risco econômico nos armadores, afetando a eficiência e a previsibilidade do sistema. Isso exigirá investimentos adicionais em rastreabilidade, controles operacionais e documentação robusta, aumentando a complexidade e os custos administrativos para armadores e terminais.</p>
<p>Portanto, embora a atualização da ANTAQ represente um avanço na proteção ao usuário e na busca por transparência, ela também inaugura desafios importantes para armadores e operadores de cabotagem, ao alterar o equilíbrio econômico da sobre-estadia, trazer incertezas jurídicas e potencialmente comprometer a eficiência operacional da cadeia logística.</p>
<p>Acredito que o caminho para um arcabouço regulatório estável e equilibrado passa pela construção de critérios claros e objetivos e pela colaboração entre todos os elos da cadeia logística, de forma a garantir segurança jurídica, previsibilidade e sustentabilidade para o transporte marítimo brasileiro.</p>
<p><strong>Vivian Pedra</strong> é Gerente Geral e Jurídica da Norcoast, empresa brasileira de navegação costeira. A advogada possui mais de 20 anos de experiência em multinacionais nas áreas regulatória, trabalhista, contratual, marítima, societária, comercial, ambiental, proteção de dados, civil, concorrencial e compliance no segmento de infraestrutura LATAM – Brasil, Argentina e Uruguai.</p>
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		<title>O que o Brasil deve aprender com a China?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 15:27:47 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_43036" aria-describedby="caption-attachment-43036" style="width: 337px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-43036" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro-1.jpg?resize=337%2C506&#038;ssl=1" alt="" width="337" height="506" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro-1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro-1.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 337px) 100vw, 337px" /><figcaption id="caption-attachment-43036" class="wp-caption-text">Alexandre Pierro. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<div style="color: #222222; font-family: Arial; text-align: justify; font-size: 11pt;">
<p style="margin-bottom: 1em;">Não é de hoje que a China vem chamando a atenção do mundo com seu crescimento acelerado e forte investimento em inovação e tecnologia. Mas, qual é o seu segredo e, o que o Brasil pode – e deve – aprender com este país? Foi isso que tentei descobrir em uma imersão por cidades como Pequim, Xangai e Guangzhou.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Primeiramente, vale uma rápida volta ao tempo.  Em 1995, o PIB do Brasil era de aproximadamente US$ 769 bilhões, enquanto o da China era de US$ 735 bilhões. Curiosamente, esse foi o último ano em que a economia brasileira superou a chinesa. Desde então, a China se tornou uma potência, consolidando-se como a segunda maior economia do mundo. Na época, os dois países eram, basicamente, exportadores de <em>commodities.</em></p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Tanto que, em 2000, o PIB da China era de aproximadamente US$ 1,2 trilhão, enquanto o do Brasil girava em torno de US$ 645 bilhões – quase dobrou em apenas cinco anos. Na época, a economia chinesa já era impulsionada por reformas econômicas e industrialização, enquanto o Brasil enfrentava desafios como inflação e ajustes fiscais.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Para entender essa guinada na economia chinesa, precisamos avaliar o contexto de cada país na década de 90. No Brasil, vivíamos a redemocratização com a constituição de 1988; a primeira eleição direta após a ditadura militar, que culminou no<em> impeachment</em> de Fernando Collor; a implementação do Plano Real, em 1994, que controlou a hiperinflação que chegava a quase 2.000% ao ano; a onda de privatizações, como Vale e Telebras; além da globalização do mercado, com maior entrada de investimentos estrangeiros no país.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Na China, após a morte de Mao Tsé-Tung, Deng Xiaoping consolidou sua transição para uma economia de mercado, que eles batizaram como “socialismo ao estilo chinês”, com taxas de crescimento anual superior a 8%. O país se tornou um grande polo de manufatura, atraindo investimentos estrangeiros e fortalecendo sua posição como &#8220;fábrica do mundo&#8221;. Ali, o país deixou de exportar apenas <em>commodities,</em> incluindo produtos de maior valor agregado.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Boa parte deste fenômeno, se deve à criação das Zonas Econômicas Especiais (ZEE), que são áreas com políticas e regulamentações diferenciadas – como isenções fiscais, taxas alfandegárias reduzidas e regulamentações comerciais mais flexíveis em comparação com o resto da China – visando atrair investimento estrangeiro e promover o desenvolvimento econômico. A abertura ao mundo também se deu com a entrada na OMC – Organização Mundial do Comércio, em 2001.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Para atender aos padrões internacionais, a China se tornou líder mundial em certificações ISO. Em 2000, o país tinha 25.657 certificações ISO 9001, de gestão da qualidade. Em 2022, esse número saltou para 579.447 – um crescimento de 2.258%. O Brasil, no mesmo período, o número foi de 6.719 para 17.589 – um crescimento de 262%. Ou seja, a China cresceu 10 vezes mais.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Mais preparado para vender ao mundo, o país viveu uma grande abundância de empregos, o que fez com que milhões de pessoas migrassem do campo para as cidades em busca de oportunidades. Hoje, a China é o país com o maior número de metrópoles, registrando 19 cidades com mais de 5 milhões de habitantes. A demografia é uma das vantagens competitivas, tendo uma população de 1.42 bilhão de habitantes. No Brasil, somos em 220 milhões.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Óbvio que nem tudo são flores por lá. O Partido Comunista Chinês exerce forte controle sobre a sociedade, o que representa uma linha tênue entre expansão econômica e liberdade de expressão. A população chinesa está envelhecendo rapidamente, o que pode afetar a força de trabalho. A guerra comercial e as sanções impostas pelos Estados Unidos também são um desafio.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Ainda assim, em 2024, o PIB do Brasil cresceu 3,4%, chegando a R$ 2,18 trilhões. Já o PIB da China cresceu 5,4%, com US$ 18,27 trilhões, mantendo-se como a segunda maior economia mundial. Em suma, de 1995 a 2024, o PIB do Brasil cresceu 283%, enquanto o da China, 2.485%.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">O motivo? Com certeza, não há um único. Mas, algumas pistas nos mostram como dois países que tinham o mesmo desempenho econômico em 1995, têm realidades completamente diferentes 30 anos depois. O que mais chama atenção é o fato de que a China tem planos de longo prazo, estruturado principalmente em planos quinquenais, que cobrem períodos de cinco anos e definem metas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do país. Além disso, o governo chinês também estabelece objetivos de desenvolvimento para 15 anos, como o plano de crescimento sustentável até 2035, garantindo continuidade e, ao mesmo tempo, adaptação às mudanças globais.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Outro diferencial é a educação, conhecida por seu rigor, disciplina e seletividade. O sistema educacional é estruturado em diferentes níveis, com exames complexos para avançar de etapa. Para entrar no ensino secundário, os estudantes precisam passar pelo exame Xiaokao. Depois de três anos, enfrentam o Zhōngkao, que define se irão para o ensino médio ou para escolas profissionalizantes. Para ir para a universidade, é preciso enfrentar o Gaokao, um exame nacional considerado um dos mais difíceis do mundo.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Mais bem preparada, a mão de obra do país tem mais capacidade de inovar. Os chineses são tradicionalmente inovadores, tendo sido os criadores do papel, pólvora, bússola, porcelana, impressão, papel moeda e até do macarrão – que muitos pensam ser italiano. O país investe em exploração espacial, veículos elétricos, tecnologia de vigilância, varejo, internet e vem assumindo protagonismo na era da IA.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Não à toa, a China é o país que com maior formação de profissionais STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics). Por ano, são formados 1.5 milhões de engenheiros. Nos EUA, são cerca de 250 mil. No Brasil, 100 mil. O país também lidera na formação de doutores. Em média, são 50 mil, contra 700 mil nos EUA e 15 mil no Brasil.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;">Resumindo, a China deixa lições importantes ao Brasil no que tange educação e planejamento. Basicamente, o segredo do sucesso por lá foi o tripé: cultura, processos e tecnologia. Primeiro, o investimento na formação das pessoas. Depois, em processos e padrões, o que faz com que os chineses sejam altamente produtivos e eficientes. Não por acaso, o PIB cresceu 10 vezes em 30 anos – a mesma proporção do crescimento em certificações ISO. Com uma base forte, fica muito mais simples desenvolver tecnologia que vai automatizar, escalar e acelerar resultados positivos. Ao que tudo indica, a fórmula está aí. É uma questão de testar e adaptar à nossa realidade.</p>
<p style="margin-bottom: 1em;"><strong>Alexandre Pierro</strong> é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.</p>
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		<title>Dicas para não se endividar em 2025: como manter o equilíbrio financeiro em tempos desafiadores</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 15:23:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de melhora na gestão das finanças pessoais. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelam que, em dezembro de 2024, a proporção de famílias endividadas caiu para 76,7%, o menor índice desde 2022. Além disso, o comprometimento médio da renda com dívidas atingiu 29,8%, o menor [...]</p>
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<figure id="attachment_42713" aria-describedby="caption-attachment-42713" style="width: 322px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-42713" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1631219157456.jpeg?resize=322%2C322&#038;ssl=1" alt="" width="322" height="322" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1631219157456.jpeg?w=322&amp;ssl=1 322w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1631219157456.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1631219157456.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 322px) 100vw, 322px" /><figcaption id="caption-attachment-42713" class="wp-caption-text">Flávia Navajas. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
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<div></div>
<div>O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de melhora na gestão das finanças pessoais. <u><a id="m_-2667114646976929590OWA4825e24f-d67d-c3f1-8369-4f2c42deca4e" title="https://portaldocomercio.org.br/economia/inadimplencia-aumenta-mas-numero-de-familias-endividadas-cai-em-2024-revela-peic/#:~:text=A%20Pesquisa%20de%20Endividamento%20e,%25%20para%2076%2C7%25." href="https://portaldocomercio.org.br/economia/inadimplencia-aumenta-mas-numero-de-familias-endividadas-cai-em-2024-revela-peic/#:~:text=A%20Pesquisa%20de%20Endividamento%20e,%25%20para%2076%2C7%25." target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://portaldocomercio.org.br/economia/inadimplencia-aumenta-mas-numero-de-familias-endividadas-cai-em-2024-revela-peic/%23:~:text%3DA%2520Pesquisa%2520de%2520Endividamento%2520e,%2525%2520para%252076%252C7%2525.&amp;source=gmail&amp;ust=1750950751549000&amp;usg=AOvVaw1jhwN-DRPZwrr5BLOdwa_E">Dados</a></u> da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelam que, em dezembro de 2024, a proporção de famílias endividadas caiu para 76,7%, o menor índice desde 2022. Além disso, o comprometimento médio da renda com dívidas atingiu 29,8%, o menor nível desde 2019. Esses números refletem uma postura mais cautelosa dos brasileiros diante de um cenário econômico desafiador.</div>
<div></div>
<div>Apesar dessas melhorias, é essencial manter práticas financeiras saudáveis para evitar o endividamento excessivo. A seguir, cinco dicas fundamentais para manter o equilíbrio financeiro em 2025.</div>
<div></div>
<div><strong>1. Evite o uso excessivo do cartão de crédito</strong></div>
<div>O cartão de crédito é uma ferramenta útil, mas seu uso descontrolado pode levar ao endividamento. Um levantamento realizado pela <u><a id="m_-2667114646976929590OWAccc0c124-6211-8d34-9a48-4ce159561c88" title="https://cndl.org.br/varejosa/71-milhoes-de-brasileiros-possuem-compras-parceladas-aponta-cndl-spc-brasil/?utm_source=chatgpt.com" href="https://cndl.org.br/varejosa/71-milhoes-de-brasileiros-possuem-compras-parceladas-aponta-cndl-spc-brasil/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://cndl.org.br/varejosa/71-milhoes-de-brasileiros-possuem-compras-parceladas-aponta-cndl-spc-brasil/?utm_source%3Dchatgpt.com&amp;source=gmail&amp;ust=1750950751549000&amp;usg=AOvVaw1oKjjUGUSwuzlWS52fFeXQ">Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)</a></u> apontou que 51% dos consumidores entrevistados tinham prestações de compras no cartão de crédito, cartão de lojas, crediário ou cheque pré-datado a pagar no mês anterior à pesquisa, resultando na estimativa de 71,1 milhões de consumidores com contas parceladas.</div>
<div>Por isso, é importante evitar parcelamentos desnecessários e manter o controle sobre os gastos, priorizando pagamentos à vista sempre que possível.</div>
<div aria-hidden="true"></div>
<div><strong>2. Crie e siga um orçamento mensal</strong></div>
<div>Elaborar um orçamento detalhado permite visualizar receitas e despesas, identificando áreas onde é possível economizar. Utilize ferramentas como planilhas, aplicativos de finanças ou até mesmo anotações em papel para acompanhar seus gastos e garantir que suas despesas não ultrapassem sua renda.</div>
<div>Com um planejamento financeiro eficaz, é mais fácil evitar gastos impulsivos e manter as finanças sob controle.</div>
<div></div>
<div><strong>3. Tenha uma reserva de emergência</strong></div>
<div>Imprevistos acontecem, e ter uma reserva financeira pode evitar a necessidade de recorrer a empréstimos com juros altos. No entanto, uma pesquisa realizada pelo <u><a id="m_-2667114646976929590OWA5119867e-4350-9067-8127-6096f51073ed" title="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/12/dois-tercos-dos-brasileiros-nao-tem-nenhuma-reserva-financeira-mostra-datafolha.shtml" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/12/dois-tercos-dos-brasileiros-nao-tem-nenhuma-reserva-financeira-mostra-datafolha.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/12/dois-tercos-dos-brasileiros-nao-tem-nenhuma-reserva-financeira-mostra-datafolha.shtml&amp;source=gmail&amp;ust=1750950751549000&amp;usg=AOvVaw0gjyAQqgasvxsuXG-iR9dD">Datafolha</a></u> revelou que 67% dos brasileiros não têm nenhuma reserva financeira para imprevistos.</div>
<div></div>
<div>Para construir essa proteção financeira, o ideal é reservar, aos poucos, o equivalente a três a seis meses do valor de suas despesas mensais fixas, como aluguel, alimentação e contas essenciais. Esse valor deve ser aplicado em opções de investimento de alta liquidez e baixo risco, como contas remuneradas, CDBs com liquidez diária ou fundos de renda fixa conservadora.</div>
<div></div>
<div>Começar com pequenos valores é melhor do que adiar — o importante é manter a constância e ajustar o valor poupado sempre que possível. Além de garantir mais tranquilidade em momentos de crise, a reserva também contribui para que o consumidor evite comprometer o orçamento mensal com dívidas inesperadas.</div>
<div aria-hidden="true"></div>
<div><strong>4. Pesquise antes de contratar crédito</strong></div>
<div>Antes de assumir qualquer dívida, é fundamental entender as condições do crédito. Compare taxas de juros, prazos e o custo total da dívida para tomar decisões mais conscientes e evitar surpresas desagradáveis.</div>
<div></div>
<div>Para evitar armadilhas, a recomendação é sempre comparar pelo menos três instituições financeiras antes de fechar negócio. Ferramentas online e simuladores de crédito podem ajudar o consumidor a visualizar as diferenças entre as ofertas e identificar aquela mais adequada à sua realidade.</div>
<div></div>
<div><strong>5. Evite comprometer mais de 30% da renda com dívidas</strong></div>
<div>Manter o comprometimento da renda com dívidas abaixo de 30% é uma prática saudável. Isso garante espaço no orçamento para despesas essenciais e contribui para a prevenção da inadimplência.</div>
<div></div>
<div>Se o volume de dívidas já ocupa mais do que o recomendado, o ideal é buscar alternativas para renegociar os débitos, alongar prazos ou reduzir as parcelas. Muitas instituições oferecem condições diferenciadas para clientes interessados em regularizar sua situação.</div>
<div></div>
<div>Além disso, vale reavaliar hábitos de consumo e priorizar a quitação das dívidas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito rotativo, que possuem as taxas de juros mais altas do mercado. Esse ajuste contribui para devolver o equilíbrio ao orçamento e evitar a reincidência do endividamento.</div>
<div aria-hidden="true"></div>
<div>Com pequenas mudanças de hábito e atenção às finanças pessoais, é possível transformar 2025 em um ano de mais segurança e tranquilidade financeira. Adotar atitudes simples, como acompanhar o orçamento, evitar compras por impulso e planejar-se para imprevistos, contribui não apenas para evitar dívidas, mas também para construir uma relação mais saudável e sustentável com o dinheiro.</div>
<div></div>
<div>Em um panorama que aponta sinais de melhora, cuidar das finanças é também uma forma de aproveitar as oportunidades e planejar o futuro com mais confiança.</div>
<div></div>
<div aria-hidden="true"></div>
<div><strong><u><a id="m_-2667114646976929590OWAc8587f12-3aa1-c299-8e03-1c9f0cb54537" title="https://www.linkedin.com/in/flavia-navajas-c-mendes-2a30601a/" href="https://www.linkedin.com/in/flavia-navajas-c-mendes-2a30601a/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.linkedin.com/in/flavia-navajas-c-mendes-2a30601a/&amp;source=gmail&amp;ust=1750950751550000&amp;usg=AOvVaw00Et-EivrqLxPyRZajDHCz">Flávia Navajas</a></u> </strong>é Gerente de Canais Digitais e Marketing na MeuCashCard, uma inovadora gestora de cartões focada em atender às demandas específicas dos servidores públicos.</div>
<div></div>
<div><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</div>
<div aria-hidden="true"></div>
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		<title>Simone Biles e Rebeca Andrade: a importância de uma concorrência de alto nível</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 10:50:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem não se emocionou com a disputa acirrada entre as brilhantes ginastas Simone Biles e Rebeca Andrade? Muito além da técnica, as atletas esbanjaram maturidade e profissionalismo que ultrapassaram qualquer limite das arenas de competição. Lições que podem – e devem – ser levadas aos negócios. Este movimento nos faz lembrar o período do Renascimento, [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_39570" aria-describedby="caption-attachment-39570" style="width: 295px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-39570" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Marilia-Cardoso.jpg?resize=295%2C443&#038;ssl=1" alt="" width="295" height="443" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Marilia-Cardoso.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Marilia-Cardoso.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 295px) 100vw, 295px" /><figcaption id="caption-attachment-39570" class="wp-caption-text">Marília Cardoso. Foto:divulgaçâo</figcaption></figure>
<p><span style="font-size: 14.4px;">Quem não se emocionou com a disputa acirrada entre as brilhantes ginastas Simone Biles e Rebeca Andrade? Muito além da técnica, as atletas esbanjaram maturidade e profissionalismo que ultrapassaram qualquer limite das arenas de competição. Lições que podem – e devem – ser levadas aos negócios.</span></p>
<div>
<p>Este movimento nos faz lembrar o período do Renascimento, que marcou a transição da Idade Média para a Idade Moderna, ocorrendo aproximadamente entre os séculos XIV e XVI. Foi um momento de grande efervescência cultural, artística, científica e filosófica na Europa, especialmente na Itália.</p>
<p>Ali, quatro grandes artistas chamaram a atenção do mundo: Leonardo da Vinci, Donatello, Rafael e Michelangelo. Leonardo, que foi eternizado por obras como Monalisa e A Última Ceia, foi reconhecido também como inventor, arquiteto, músico e cientista, tendo realizado grandes feitos dentro dessas áreas.</p>
<p>Michelangelo também foi um artista completo, destacando-se como escultor, pintor, arquiteto e poeta. Suas obras mais famosas incluem a escultura de Davi, o teto da Capela Sistina e o projeto da Basílica de São Pedro.</p>
<p>Donatello concentrou suas obras no ramo das esculturas e Rafael ficou conhecido por sua habilidade em criar composições harmoniosas e figuras delicadas. Suas Madonas e as pinturas das Estâncias do Vaticano são exemplos dessa maestria.</p>
<p>Todos eles são contemporâneos, tendo vivido na mesma região praticamente na mesma época. O nível de habilidade era tão alto que um tentava superar o outro, elevando cada vez mais o nível de suas produções artísticas. Mais do que inspirar, um desafiava o outro, fazendo com que a “régua” ficasse cada vez mais alta.</p>
<p>Os artistas se tornaram tão icônicos que, em 1980, eles se tornaram personagens do famoso desenho As Tartarugas Ninja, que foram expostas a uma substância mutante, que as transformou em humanoides inteligentes que protegiam a cidade de Nova York contra diversos vilões.</p>
<p>O mesmo exemplo de brilhantismo pôde ser percebido na música. Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn e Ludwig van Beethoven, viveram na Áustria, durante o período clássico, no século XVIII. Estes artistas inspiraram muitos outros nos séculos XIX e início do XX, tendo entre figuras destacadas Frédéric Chopin, que também viveu na Áustria, Franz Liszt, nascido na Hungria, e Richard Wagner, da Alemanha, tendo todos passado a maior parte da vida na Europa Central. Mais uma prova de que alto nível, gera alto nível.</p>
<p>Mais recentemente, a rivalidade entre Steve Jobs e Bill Gates, os líderes da Apple e da Microsoft, respectivamente, ajudou a moldar o cenário tecnológico como conhecemos hoje. Jobs era um perfeccionista que buscava criar produtos esteticamente atraentes e com uma experiência de usuário diferenciada. Já Gates, era um estrategista focado em tornar os computadores acessíveis ao maior número de pessoas.</p>
<p>A competição entre eles impulsionou a inovação na indústria da tecnologia, levando ao desenvolvimento de produtos cada vez mais sofisticados e intuitivos. A disputa contribuiu para a popularização dos computadores e dispositivos móveis, tornando a tecnologia parte do dia a dia de bilhões de pessoas. A história vem sendo retratada em filmes, documentários e livros, mostrando o quanto a concorrência é importante para elevar o patamar de todo um segmento de mercado.</p>
<p>Sendo assim, se sua empresa tem um concorrente que mais parece uma pedra no seu sapato, agradeça! Em vez de reclamar e se lamentar, entenda que essa é uma ótima oportunidade para que você e seu time se desafiem cada dia mais para entregar sempre o melhor aos clientes.</p>
<p>Mar calmo nunca fez bom marinheiro. Quanto mais disputado for seu segmento, maiores serão as oportunidades de inovar. Clientes infiéis e exigentes sempre apresentam críticas construtivas que servem como molas propulsoras para levar seu negócio sempre adiante. Agradeça, agradeça, agradeça. No fim, assim como na disputa entre Simone e Rebeca, quem ganha é o público.</p>
<p><strong>Marília Cardoso</strong> é sócia fundadora da PALAS, consultoria pioneira na ISO de inovação.</p>
</div>
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		<title>Lei do Bem: qual sua relevância para o fomento à inovação no Brasil?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 10:32:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A inovação é primordial para o desenvolvimento econômico de um país. Neste contexto, nações com maior aderência a ela estão à frente as novas tecnologias mundiais. Na missão de estimulá-la no ambiente corporativo, a Lei do Bem, criada em 2005, foi criada com o intuito de fomentar as atividades inovativas no país, a fim de [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_39306" aria-describedby="caption-attachment-39306" style="width: 301px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-39306" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Rafael-Costa-modified-1.jpg?resize=301%2C452&#038;ssl=1" alt="" width="301" height="452" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Rafael-Costa-modified-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Rafael-Costa-modified-1.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" /><figcaption id="caption-attachment-39306" class="wp-caption-text">Rafael Costa. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><span style="font-size: 14.4px;">A inovação é primordial para o desenvolvimento econômico de um país. Neste contexto, nações com maior aderência a ela estão à frente as novas tecnologias mundiais. Na missão de estimulá-la no ambiente corporativo, a Lei do Bem, criada em 2005, foi criada com o intuito de fomentar as atividades inovativas no país, a fim de tornar o mercado mais dinâmico e competitivo. Hoje, ela é considerada como o principal mecanismo de estímulo as atividades de PD&amp;I para as empresas no Brasil, o que torna seu entendimento fundamental perante o crescimento econômico nacional.</span></p>
<div>
<p>Quando implementada, a Lei do Bem busca fortalecer a etapa mais crítica para as empresas neste aspecto, que é a de incerteza na obtenção de resultados econômicos e financeiros ao desenvolver e testar novas tecnologias ou, até mesmo, aprimorá-las. Dessa forma, os empreendimentos podem compartilhar os riscos tecnológicos de seus projetos com o governo, proporcionando maior segurança para o desenvolvimento da inovação empresarial.</p>
<p>Por imposição legal, são elegíveis a se candidatarem as empresas que estiverem em regime de Lucro Real; que demonstrarem Lucro Fiscal no período de apuração; estarem regular fiscalmente perante a Fazenda Nacional, evidenciada pela emissão de CND ou CPD-EM; e realizarem investimentos em P&amp;D. As optantes de outros regimes tributários não podem usufruir deste tipo de incentivo de exclusão adicional devido a vedações presentes nas suas próprias legislações.</p>
<p>Mesmo diante de benefícios inegáveis, certos empecilhos começaram a ser observados em termos de aderência pelo mercado. Durante os primeiros cinco anos após sua implementação, o número de empresas que se beneficiaram do incentivo foi modesto, com um aumento expressivo de 573% de 2006 a 2010, segundo dados do FI Group. Porém, o total de inscrições ainda não excedia a marca de três dígitos, indicando que menos de 1000 empresas por ano estavam aproveitando esses mecanismos para fomentar a inovação.</p>
<p>Dentre tantos motivos que justificam esse cenário que é visto até hoje, a complexidade da legislação brasileira, juntamente com a ausência de documentos de consulta complementares, constituem como parte destes principais desafios para a interpretação e aplicação adequada dos benefícios fiscais da Lei do Bem. Como exemplo, somente em 2017, uma década após a implementação do incentivo, foi publicado o primeiro Guia da Lei do Bem, que esclarecia os conceitos do incentivo de forma mais compreensível.</p>
<p>Ainda, para se beneficiar dos incentivos fiscais, as empresas devem atender a uma série de condições de elegibilidade, os quais, embora necessários para garantir o propósito do programa, podem ser difíceis de cumprir, especialmente para empresas que não tem os recursos necessários.</p>
<p>A falta de documentação comprobatória adequada por parte das empresas frequentemente também resultava no uso inadequado da Lei – fora o fato de que muitas não conseguiam identificar a inovação em suas atividades. A inovação é um conceito amplo e pode ser difícil de definir. Por isso, se tornou comum diversos empreendimentos não recorrerem aos benefícios fiscais disponíveis, pois compreendiam que suas atividades não se qualificavam como inovação tecnológica.</p>
<p>Atualmente, a disponibilidade de mais documentos de consulta tem facilitado a aderência das empresas à Lei do Bem. Esses recursos adicionais têm proporcionado uma compreensão mais clara dos benefícios fiscais e dos critérios de elegibilidade, tornando mais acessível a interpretação e aplicação correta da legislação. No entanto, ainda existem desafios significativos que as empresas enfrentam, os quais interferem, diretamente, na perenidade dos negócios em se manterem qualificados para obter tais incentivos.</p>
<p>Em sua essência, a Lei do Bem é um instrumento de estímulo à inovação nas empresas brasileiras. De 2014 a 2022, segundo o MCTI, cerca de R$ 31,39 Bilhões de renúncia fiscal já foi concedido aos negócios locais – o que, se também levarmos em consideração o aumento de mais de 2000% no número de candidaturas de 2006 a 2022, ainda de acordo com o FI Group, sinaliza uma expansão significativa do mercado e um interesse crescente nestes benefícios.</p>
<p>Porém, na prática, vai muito além de um benefício tributário para as organizações, uma vez que sua aderência permite que as empresas aprimorem suas necessidades operacionais, impulsionando a eficiência da produção, a redução de custos e o alinhamento com as novas tecnologias. Este cenário abre portas para que mais empreendimentos explorem e busquem os incentivos oferecidos, através de um mecanismo eficaz que estimula a participação corporativa em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, criando um ambiente propício para isso.</p>
<p>Existem, ainda, dois Projetos de Lei atualmente em andamento, os quais podem trazer mudanças que permitirão que empresas que, atualmente, enfrentam prejuízo fiscal também possam se beneficiar dos incentivos fiscais. Isso promoverá a continuidade e a sustentabilidade de suas operações, mesmo em tempos de dificuldades financeiras, além de permitir que a inovação se torne mais integrada e difundida.</p>
<p>Por isso, muito mais do que disseminar a existência deste fomento, é essencial contar com o apoio de consultorias especializadas que disponham de um amplo conhecimento técnico e um time de especialistas que compreendem profundamente a legislação que rege o incentivo, trabalhando para otimizar e maximizar o aproveitamento do incentivo, trazendo maior segurança para as empresas embarcarem nessa jornada.</p>
<p><strong>Rafael Costa</strong> é diretor do FI Group Brasil, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financeiros destinados à PD&amp;I.</p>
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		<title>A Origem e Evolução do Dinheiro: DREX Já Parou Pra Pensar?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 12:03:28 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37064" aria-describedby="caption-attachment-37064" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-37064" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/aaf02f6aa5304155bf4d96495737a83a_medium-modified.jpg?resize=300%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="450" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/aaf02f6aa5304155bf4d96495737a83a_medium-modified.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/aaf02f6aa5304155bf4d96495737a83a_medium-modified.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-37064" class="wp-caption-text">Sarah Almachar. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O dinheiro, ao longo da história da humanidade, passou por uma incrível evolução. Desde os primórdios, as comunidades confiavam no sistema de trocas, onde bens e serviços eram trocados diretamente. No entanto, à medida que as sociedades cresceram e evoluíram, ficou claro que era necessária uma forma mais eficiente de realizar transações. Isso levou à invenção da moeda, um marco significativo na história econômica da humanidade. As primeiras moedas conhecidas datam de cerca de 600 a.C., na antiga região da Lídia, que hoje faz parte da Turquia.</p>
<p>Mas a evolução do dinheiro não parou por aí. Uma outra etapa marcante foi o desenvolvimento do dinheiro de papel na China, durante a dinastia Tang, por volta de 700 d.C. Esse avanço permitiu a expansão das transações econômicas e estabeleceu as bases para o que conhecemos hoje como sistemas financeiros modernos.</p>
<p><strong>A Chegada do Real Digital (DREX) e Seus Impactos</strong></p>
<p>Atualmente, estamos presenciando uma nova transformação na forma como entendemos e utilizamos o dinheiro, e isso tem a ver com a chegada do Real Digital, também conhecido como DREX. Essa iniciativa representa uma evolução natural na relação entre a sociedade e o dinheiro, incorporando a natureza digital da economia emergente.</p>
<p>O projeto do DREX está em desenvolvimento sob a liderança do Banco Central do Brasil (Bacen). Para aqueles que estão familiarizados com o mercado financeiro tradicional ou atuam em Fintechs, é importante se acostumar com alguns conceitos-chave que cercam essa inovação.</p>
<p><strong>Tokenização da Economia Brasileira</strong></p>
<p>A tokenização é um dos pilares do DREX. Ela refere-se ao processo de converter direitos a ativos em tokens digitais em uma blockchain. Esses ativos podem incluir uma ampla gama de itens, desde propriedades e ações de empresas até produtos financeiros e muito mais. A tokenização oferece diversos benefícios, como maior liquidez, transações mais rápidas e custos de transação reduzidos. Além disso, ela torna mais acessível a aquisição de ativos que, anteriormente, poderiam ser difíceis ou dispendiosos de adquirir.</p>
<p>No contexto do DREX, a tokenização é vista como uma evolução natural, aproveitando o avanço das tecnologias de blockchain e contratos inteligentes. Isso contribui para a digitalização da economia, oferecendo um novo leque de oportunidades para inovações financeiras.</p>
<p><strong>Componibilidade</strong></p>
<p>A componibilidade é outra característica crucial do DREX. Essa característica permite que diferentes sistemas e componentes sejam combinados e utilizados de maneira eficaz. No contexto do Real Digital, a componibilidade significa a capacidade de integrar diversos serviços financeiros e tecnologias de forma harmoniosa. O DREX tem o potencial de introduzir mecânicas que permitirão a programabilidade e a componibilidade do real, criando uma nova infraestrutura financeira que pode impactar diversos produtos e serviços financeiros no mercado brasileiro.</p>
<p><strong>Programabilidade</strong></p>
<p>A programabilidade do DREX é vista como uma das características mais disruptivas da iniciativa. O dinheiro programável, como o DREX, permite a criação de contratos inteligentes e outras funcionalidades que automatizam e garantem o cumprimento de condições financeiras sem a necessidade de intermediários. Isso simplifica transações complexas e reduz custos operacionais. Um exemplo é a possibilidade de programar um pagamento para ser liberado automaticamente assim que certas condições sejam atendidas.</p>
<p><strong>Interoperabilidade</strong></p>
<p>A interoperabilidade é fundamental para o sucesso do DREX, pois permite que diferentes sistemas e plataformas se comuniquem de maneira eficaz. Isso é crucial para atender às demandas de digitalização e garantir que o DREX possa ser utilizado em uma ampla variedade de contextos financeiros. A interoperabilidade facilita a integração do DREX com outros sistemas financeiros e tecnológicos.</p>
<p><strong>O Futuro do Mercado Financeiro Brasileiro com o DREX</strong></p>
<p>O Real Digital (DREX) representa uma nova era para as Fintechs, bancos e instituições financeiras. Embora ainda esteja em desenvolvimento, testes e descobertas no projeto piloto liderado pelo Bacen, as expectativas são altas. A CEO da Evlos4u, Sarah Almachar, enfatiza que essa inovação pode ser comparável em impacto à entrada do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em 2002 e ao lançamento do PIX em 2020.</p>
<p>Embora o DREX ainda esteja em construção, seu potencial é evidente. A população e as empresas se beneficiarão, mas quem está na &#8220;cozinha financeira&#8221; já está aprendendo e criando pratos inovadores para a próxima década. A combinação das inovações com as Fintechs e soluções financeiras no Brasil já era referência no mundo, e o DREX abrirá novos horizontes nas plataformas tecnológicas que envolvem sistemas de trocas, moedas, bens e serviços.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sarah Almachar</strong> é fundadora da Infra Fintech Evlos4U.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>O novo Marco Legal das Garantias chega para estimular o crédito</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 11:53:54 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36975" aria-describedby="caption-attachment-36975" style="width: 398px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-36975" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Leonardo-Cotta-Pereira-1-modified.jpg?resize=398%2C383&#038;ssl=1" alt="" width="398" height="383" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Leonardo-Cotta-Pereira-1-modified.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Leonardo-Cotta-Pereira-1-modified.jpg?resize=300%2C289&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Leonardo-Cotta-Pereira-1-modified.jpg?resize=768%2C739&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /><figcaption id="caption-attachment-36975" class="wp-caption-text">Leonardo Cotta Pereira. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Recentemente, foi sancionada pela Presidência da República a Lei 14.711/2023, o Marco Legal das Garantias. Trata-se de legislação que aprimora as regras dos empréstimos e estabelece nova sistemática para o uso de bens dados em garantia.</p>
<p>Dentre as principais medidas que a nova Lei traz, é importante destacar as seguintes: a possibilidade de um mesmo bem imóvel ser usado como garantia em mais de uma solicitação de empréstimo; a previsão de que a intimação eletrônica passa a ser suficiente para o início da execução de dívidas; a criação da figura do agente de garantia, a ser designado pelos credores, com o objetivo de fazer o registro do gravame do bem, gerenciar os bens e executar a garantia; a possibilidade de se realizar a execução extrajudicial de hipotecas – algo que era permitido apenas na alienação fiduciária; e a extensão da hipoteca para garantia de novas obrigações em favor do mesmo credor.</p>
<p>Na antiga regra, somente um imóvel poderia ser utilizado como garantia de um único empréstimo até que o este tivesse sido totalmente quitado. Como exemplo, uma casa que tenha valor de venda forçada de valor aproximado de R$ 200 mil poderia ser usada como garantia para uma dívida de R$ 80 mil, mas não poderia ser atribuída a outra operação de dívida até que a primeira fosse totalmente paga.</p>
<p>Com a mudança, esse mesmo<a href="https://portalcontexto.com.br/reducao-da-selic-estimula-mercado-imobiliario/"> imóvel</a> pode servir de garantia tanto para o empréstimo de R$ 80 mil quanto para outro, desde que seu valor não ultrapasse os R$ 120 mil restantes.</p>
<p>Penso que essas regras devem estimular a redução dos juros em operações de crédito, levando a um número maior de emissão de dívidas, e devem proporcionar a expansão, a longo prazo, da modalidade de empréstimo com imóvel dado como garantia no Brasil.</p>
<p>Essa é a perspectiva que se abre em virtude também da possibilidade de a execução de dívida engendrada por instituições financeiras se iniciar através de intimações eletrônicas, o que dá mais agilidade na cobrança e, consequentemente, aumento das chances de satisfação do crédito.</p>
<p>Entretanto, é fundamental ressaltar que todo cuidado é pouco, pois, a      tendência é que, com uma quantidade maior de operações, aumente a inadimplência, que já não é pequena. Com isso, as instituições financeiras precisarão redobrar o cuidado na análise do crédito.</p>
<p><strong>Leonardo Cotta Pereira</strong> é head Societário no <a href="https://www.marcosmartins.adv.br/pt/">Marcos Martins Advogados</a>, escritório especializado nas práticas de direito empresarial e societário, tributário, trabalhista, contencioso, arbitragem e insolvência.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Pix completa três anos: rumo ao infinito e além</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 14:07:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36781" aria-describedby="caption-attachment-36781" style="width: 341px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-36781" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Marilyn-Hahn-modified.jpg?resize=341%2C416&#038;ssl=1" alt="pix" width="341" height="416" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Marilyn-Hahn-modified.jpg?resize=840%2C1024&amp;ssl=1 840w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Marilyn-Hahn-modified.jpg?resize=246%2C300&amp;ssl=1 246w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Marilyn-Hahn-modified.jpg?resize=768%2C936&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Marilyn-Hahn-modified.jpg?w=848&amp;ssl=1 848w" sizes="(max-width: 341px) 100vw, 341px" /><figcaption id="caption-attachment-36781" class="wp-caption-text">Marilyn Hahn. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Lançado em novembro de 2020 e prestes a completar três anos, o<a href="https://portalcontexto.com.br/?s=pix"> Pix</a> conta com mais de 650,7 milhões de chaves cadastradas e 153 milhões de usuários, mais do que a população economicamente ativa no país que representa 97 milhões de brasileiros.</p>
<p>Para se ter noção do sucesso da sua adesão, no mesmo mês em que chegou ao mercado, ultrapassou as transações feitas em DOC; em janeiro de 2021, superou os pagamentos em TED; em março desse mesmo ano, passou os pagamentos feitos com boletos; em maio, ultrapassou a soma de todos eles; em janeiro de 2022, superou as operações em cartões de débito; e em fevereiro do ano passado, excedeu os pagamentos em cartão de crédito, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado do Brasil.</p>
<p>De acordo com o <a href="http://bcb.gov.br">Banco Central,</a> no ano de 2022, o Pix cresceu mais de 220% em volume de transações, sendo responsável por 15% do total de movimentações que ocorrem em tempo real no mundo.</p>
<p>Ou seja, cumpriu (com louvor) o papel ao qual foi designado: trazer agilidade e facilidade para os meios de pagamento, reduzindo os custos do ecossistema. Além de ser gratuito para pessoas físicas e empreendedores individuais, o Pix traz algo inédito: a padronização da experiência dos usuários nos aplicativos e nas plataformas das instituições financeiras, facilitando o uso, independentemente do banco.</p>
<p>De acordo com um estudo publicado em 2022 pela empresa americana de pagamentos ACI Worldwide, estima-se uma economia de mais ou menos R$ 27 bilhões para empresas e consumidores nos últimos anos, o que ajudou a gerar uma produção econômica adicional de US$ 5,5 bilhões (R$ 26,9 bilhões), representando 0,34% do PIB brasileiro. Essa economia pode chegar a R$ 38 bilhões até 2026.</p>
<p>Além disso, o instrumento foi essencial para a diminuição do uso de papel moeda e para milhares de brasileiros saírem da condição de desbancarização, promovendo a digitalização e inclusão financeira.</p>
<p>Tamanho foi o sucesso da modalidade de pagamento instantâneo, que colocou o Banco Central do Brasil nos holofotes mundiais, sendo referência como agente inovador, fomentador da concorrência e facilitador do diálogo entre as principais figuras do mercado: bancos e consumidores finais. O Fed, por exemplo, Banco Central americano, inspirado no Brasil, lançou o FedNow, modalidade de pagamento que também é instantânea, 24&#215;7 e tem como principal objetivo aprimorar a segurança dos pagamentos e o uso de dados.</p>
<p><strong>O que vem por aí?</strong></p>
<p>O Pix como meio de pagamento instantâneo já veio acompanhado de um extenso <em>roadmap</em> de funcionalidades desenhado pelo próprio Banco Central. Algumas delas já estão disponíveis, como as modalidades de Pix saque e Pix troco, que permite retirar o dinheiro em espécie no estabelecimento comercial onde o usuário se encontra; Pix agendado; e até o Pix parcelado.</p>
<p>O Banco Central anunciou ainda em setembro deste ano que, no futuro, o Pix poderá ser usado para pagamento de pedágios em rodovias, estacionamentos e transporte público. Há a possibilidade, também, de utilizar a ferramenta para operações internacionais, como remessas, pagamentos entre empresas e de compras de bens e serviços no exterior. Após o lançamento do FedNow, especialistas afirmam que já podemos esperar a implantação de pagamentos instantâneos entre o Brasil e os Estados Unidos.</p>
<p>Outras funcionalidades, como o Pix automático, que permite pagamentos recorrentes, deve estar disponível para os usuários a partir de outubro de 2024.</p>
<p><strong>Alguns desafios</strong></p>
<p>Apesar da forte adesão do Pix pelos brasileiros, é possível observar que cerca de 92% dos usuários ainda são pessoas físicas, ou seja, ainda se vê baixo engajamento do público PJ, principalmente no que diz respeito ao chamado empreendedor não individual – pequenas e médias empresas (PMEs) com mais de um sócio. Essas companhias parecem não sair da dinâmica do uso de TED, boleto ou mesmo, dependendo do negócio, da máquina de cartão.</p>
<p>Dessa forma, é necessário estudar alternativas que possam preencher possíveis <em>gaps</em>. O Pix QR Code, por exemplo, se integrado à plataforma de gestão, pode promover grande eficiência operacional em automações e inteligência de dados, fazendo com que seja mais fácil gerir o negócio no dia a dia.</p>
<p>Outro desafio significativo, principalmente para os bancos, é a cibersegurança. Estima-se que as instituições invistam cerca de R$ 3 bilhões em proteção, segundo dados recentes da Febraban. Além da segurança interna e de rede, os bancos têm tentado realizar forte conscientização para evitar que os clientes caiam em golpes e fraudes.</p>
<p>Quebrar as barreiras acima é questão de tempo e amadurecimento: não há dúvidas de que o Pix e todos os seus desdobramentos já se consolidaram no mercado brasileiro e agora entram em período de evolução, trazendo ainda mais facilidade aos usuários, população, empresas e o próprio sistema financeiro nacional.</p>
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Marilyn Hahn</strong> é CRO e cofundadora do Bankly</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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