
A CAIXA Cultural Brasília apresenta a exposição Frans Krajcberg – Uma Semântica da Devastação, dedicada à trajetória do artista Frans Krajcberg (1921–2017). A abertura será realizada na terça-feira (10), às 19h, com visita mediada pela curadora Alejandra Muñoz.
A mostra reúne 56 obras e 111 fotografias que apresentam diferentes momentos de sua produção artística, marcada pelo uso de elementos da natureza e pela reflexão sobre a preservação ambiental.
Na quarta (11), serão realizadas outras duas visitas mediadas, às 9h30 e às 14h. A entrada é gratuita, e a exposição dispõe de recursos de acessibilidade, como audiodescrição e materiais em braile. A exposição fica em cartaz até o dia 10 de janeiro de 2027.
Com produção da VIA PRESS Comunicação, a exposição apresenta obras do acervo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
O conjunto integra o legado de Krajcberg, que, em 2009, doou ao Governo da Bahia seu acervo em Nova Viçosa (BA), formado por mais de mil peças produzidas em diferentes linguagens e técnicas. Desde então, o IPAC é responsável pelo trabalho de catalogação, conservação e preservação do patrimônio.
“Esta exposição é mais uma forma de celebrar a obra de Krajcberg e reafirmar o compromisso do IPAC com a preservação de seu acervo. A mostra convida o público a mergulhar no universo de um artista cuja trajetória se confunde com seu ativismo em defesa do meio ambiente, uma questão tão atual e fundamental para nossa sobrevivência”, afirma Marcelo Lemos, diretor-geral do IPAC.
Arte e natureza:
Nascido na Polônia e naturalizado brasileiro, Frans Krajcberg construiu sua trajetória nas artes visuais incorporando à produção materiais encontrados em áreas atingidas por queimadas e desmatamento. Troncos, raízes, cipós, cascas de árvores e madeiras carbonizadas passaram a compor esculturas e relevos que evidenciam as formas naturais e as marcas da ação humana sobre o meio ambiente.
A exposição reúne obras produzidas com esses materiais, além de pigmentos naturais, gravuras e trabalhos sobre papel. O conjunto permite acompanhar diferentes momentos da pesquisa artística de Krajcberg, desde experiências com desenho e gravura até esculturas de grandes dimensões.
“A exposição revela como Frans Krajcberg transformou sua indignação diante da destruição ambiental em linguagem artística. Ao reunir diferentes momentos de sua produção, buscamos mostrar que sua obra não fala apenas da natureza, mas também da responsabilidade humana sobre o futuro do planeta”, afirma Alejandra Muñoz, curadora da mostra.
Da experiência da guerra à defesa da natureza:
Judeu, Krajcberg perdeu grande parte da família durante o Holocausto e chegou ao Brasil em 1948, após a Segunda Guerra Mundial. Ao longo de sua trajetória, estabeleceu uma relação próxima com a natureza, que se tornou elemento central de sua produção artística.
Após viver em diferentes regiões do país, fixou-se em Nova Viçosa, no sul da Bahia, onde desenvolveu parte significativa de sua obra. As viagens pela Amazônia e o contato com áreas atingidas por queimadas e desmatamento contribuíram para ampliar a presença da temática ambiental em seu trabalho.
Nesse período, troncos, raízes e madeiras carbonizadas ganharam destaque em suas criações. Ao recolher e transformar esses materiais, o artista passou a utilizar a própria matéria resultante da devastação como elemento de sua produção.
A dimensão ambiental de sua trajetória também está presente em sua participação no Manifesto do Rio Negro, elaborado em 1978 pelo crítico francês Pierre Restany durante uma expedição à Amazônia com Krajcberg e o artista Sepp Baendereck. O documento tornou-se uma referência na discussão sobre a relação entre arte, natureza e consciência ecológica.
Serviço:
[Exposição] Frans Krajcberg – Uma Semântica da Devastação
Local: CAIXA Cultural Brasília – SBS Quadra 4, Lotes 3/4 – Asa Sul
Abertura:10 de novembro de 2026, às 19h
Período: de 10 de novembro de 2026 a 10 de janeiro de 2027
Visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Visitas mediadas: 10 de novembro, com a curadora Alejandra Muñoz, durante a abertura e 11 de novembro, às 9h30 e às 14h.
Acessibilidade: áudio descrição e braille
Entrada: gratuita
Classificação indicativa: livre
Curadoria: Alejandra Muñoz
Produção: VIA PRESS Comunicação
Acervo: Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) — Governo do Estado da Bahia
Estacionamento: gratuito aos finais de semana, feriados e, de terça a sexta, a partir das 18h
Mais informações: na página e no Instagram da CAIXA Cultural Brasília