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Brasil atrai turistas estrangeiros com recorde de chegadas e demanda concentrada no Rio e no Nordeste

Foto: Divulgação

O Brasil vive um de seus melhores momentos como destino turístico internacional. Em 2025, o país recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros, um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. Entre 2019 e 2025, a alta nas chegadas foi de 46%, a quarta maior entre as economias da OCDE e parceiras analisadas, atrás apenas de Arábia Saudita (+67%), Marrocos (+53%) e Egito (+47%). O desempenho contrasta com a retração de outros destinos sul-americanos no mesmo período, como Argentina (-23%) e Peru (-23%), posicionando o Brasil como o grande ímã de visitantes da região.

De onde vêm os viajantes

Uma análise da Civitatis, plataforma global de visitas guiadas e atividades turísticas, revela que cerca de 77% das reservas de experiências no Brasil foram feitas por viajantes estrangeiros, enquanto o turista doméstico responde por aproximadamente 23%. Os vizinhos do Cone Sul dominam com folga: Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile somam quase metade das reservas. A Argentina lidera isoladamente, com quase um quarto das reservas, à frente inclusive do próprio público brasileiro. A Espanha desponta como o principal mercado europeu, seguida por Itália, França e Portugal.

Para onde eles vão

A demanda por experiências no Brasil é fortemente concentrada. O Rio de Janeiro responde por praticamente metade de todas as reservas, consolidando-se como a grande porta de entrada do turismo de experiências no país. Somados, os seis principais destinos (Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Recife, Foz do Iguaçu e Natal) concentram cerca de três em cada quatro reservas. O Nordeste aparece como o segundo grande polo, reunindo em torno de um quarto das reservas quando somadas suas capitais e praias. Destinos como Penha (SC), impulsionada pelo Beto Carrero World, e Foz do Iguaçu, movida pelas Cataratas, também figuram entre os dez primeiros.

O Country Manager da Civitatis, Alexandre Oliveira, destaca que Recife e Manaus são exemplos de diversificação: a capital amazonense viu um salto de 49% nas reservas no primeiro semestre de 2026, enquanto Recife mais que dobrou as reservas na comparação com o ano passado.

O que os turistas reservam

Descontados os traslados, o retrato das experiências mostra que quase 4 em cada 10 reservas (37,7%) são visitas guiadas e tours, incluindo os free tours a pé pelos centros históricos, com grande procura no Rio, em Salvador e em São Paulo. As excursões de dia inteiro para destinos como Cataratas do Iguaçu, Arraial do Cabo, Petrópolis e Angra dos Reis aparecem como a segunda categoria mais reservada, seguidas pelos ingressos avulsos para atrações como Beto Carrero World, AquaRio e Maracanã.

As atividades individuais mais reservadas incluem o free tour pelo centro histórico e Escadaria de Selarón, no Rio, o tour com subida ao Cristo Redentor de trem, também no Rio, e o free tour pelo Pelourinho e centro histórico de Salvador.

Quanto cada mercado investe

Há uma clara divisão entre volume e valor. Os vizinhos do Cone Sul geram o maior número de reservas, mas com ticket médio mais baixo. Já os mercados de longa distância, como México, Colômbia, Peru e Itália, apresentam ticket médio por reserva de até quase três vezes o do viajante doméstico brasileiro e argentino, priorizando experiências completas e de maior valor agregado.

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