
O Bolsa Atleta alcançou em 2026 o maior número de contemplados e o maior investimento de sua história. São 10.885 atletas somando as duas listas publicadas nesta sexta feira, 27 de março. O resultado representa um crescimento de 40% em relação a 2023, quando o programa contava com 7.790 beneficiários, e evidencia o papel estratégico dessa política pública.
São 10.385 beneficiários oficializados na Portaria nº 19 do Ministério do Esporte, que se somam a outros 500 da categoria Pódio, voltada para atletas de elite que se posicionam entre os 20 melhores do ranking mundial em suas modalidades. Considerando os dois editais, o Governo do Brasil investiu R$ 231 milhões, o maior valor da série histórica.
A lista completa soma 6.102 homens e 4.783 mulheres. Além dos 500 da categoria Pódio, são 7.058 na categoria Nacional, base do sistema esportivo nacional. Outros 1.668 estão na categoria Internacional e 463 na categoria Olímpico, Paralímpico ou Surdolímpico. Somam se a eles 678 na categoria Estudantil e 518 na Base.
O ministro do Esporte, André Fufuca, afirmou que o país vive o maior ciclo de investimento da história e que o crescimento de 40% mostra que o esporte voltou a ser prioridade, com planejamento e compromisso com quem representa o país. Ele destacou que o programa garante condições para que os atletas possam treinar, competir e alcançar resultados cada vez melhores.
Os contemplados na lista desta sexta feira destacam o impacto direto do programa em suas trajetórias. Henrique Igor da Silva, do taekwondo, bolsista há quase duas décadas, afirmou que seria muito difícil chegar onde chegou sem o Bolsa Atleta. Ele disse que o recurso lhe deu tranquilidade para focar na carreira e evoluir, sendo essencial para quem vive do alto rendimento.
A maratonista Mirella Saturnino, da Associação Petrolinense de Atletismo, destacou o impacto do programa em sua vida pessoal e profissional. Com o recurso, ela consegue investir na preparação, melhorar a alimentação e até ajudar sua família, o que dá segurança para seguir sonhando e representando o Brasil cada vez melhor.
No paradesporto, Marcelo da Silva Rumão, da APA Petrolina, competidor da classe T13, que é baixa visão, e campeão brasileiro, reforçou o papel do programa na viabilização da carreira esportiva. Ele afirmou que o Bolsa Atleta é muito importante para quem vive do alto rendimento, ajudando com alimentação, materiais e viagens, e ressaltou que é uma política que realmente muda a vida.
Ao longo da atual gestão do Governo do Brasil, o programa passou por modernizações estratégicas. O Bolsa Atleta agora contempla integrantes do esporte surdolímpico, com 494 no edital atual, além de guias e auxiliares do esporte paralímpico. Em outra frente, passou a garantir a manutenção da bolsa para atletas gestantes e puérperas, em fase de amamentação, e garantiu o primeiro reajuste do programa em 14 anos, com os 10,8% de aumento incorporados às bolsas em 2024.
A relevância do programa se revelou nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris 2024, quando 100% das medalhas conquistadas pela seleção brasileira tiveram a digital do programa. Nas Olimpíadas, o Brasil obteve a segunda melhor campanha da história, com três ouros, sete pratas e dez bronzes, encerrando a competição no 20º lugar do quadro de medalhas. Pelo total de pódios, o Brasil terminou em 12º lugar. Dos 60 medalhistas em Paris, 48 são mulheres e 12 são homens, e todos são integrantes do Bolsa Atleta ou estiveram em editais ao longo de suas carreiras.
O mesmo sucesso se repetiu nos Jogos Paralímpicos. Com 89 medalhas, sendo 25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes, o Brasil bateu em Paris o recorde de 72 pódios obtidos tanto no Rio 2016 quanto em Tóquio 2021. Com 25 ouros, superou as 22 medalhas douradas de Tóquio, até então a melhor marca. Com a quinta posição no quadro geral, o país chegou ao Top 5 pela primeira vez. Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebiam o Bolsa Atleta.
Em 2025, o país sagrou se, pela primeira vez, campeão geral do Mundial de Atletismo Paralímpico, disputado em Nova Déli, na Índia. Com 50 esportistas na delegação, 100% deles apoiados pelo Bolsa Atleta, a equipe nacional encerrou a competição com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, totalizando 44 medalhas.