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Autoexame das mamas varia de 51% a 88% conforme a renda familiar, aponta pesquisa

Foto: Magnific

A prática do autoexame das mamas por toque é realizada por 51% das mulheres com renda familiar de até um salário mínimo e por 88% daquelas com renda acima de cinco salários mínimos, segundo a pesquisa “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e uso de tecnologia em diagnósticos médicos”, do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados. O levantamento ouviu 1.038 mulheres dentro de uma amostra total de 2.015 pessoas em todo o país. São 37 pontos percentuais separando as duas pontas da pirâmide de renda na prática mais simples e mais barata de cuidado com a mama.

O conhecimento sobre prevenção acompanha o mesmo movimento. Entre as mulheres de menor renda, 49% dizem conhecer as formas de prevenção ao câncer de mama; entre as de maior renda, 79%. As faixas intermediárias confirmam a escada: 56% de quem fez o autoexame e 51% de conhecimento entre um e dois salários mínimos; e 71% e 67% entre dois e cinco salários.

A mesma distância aparece no tipo de atendimento de saúde. Entre as usuárias do SUS, 56% dizem conhecer as formas de prevenção, contra 69% das atendidas pela rede privada, uma diferença de 13 pontos percentuais.

Os dados evidenciam que o acesso à informação e à prática preventiva ainda é profundamente influenciado pela condição socioeconômica, o que reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem a conscientização sobre o autocuidado e garantam acesso equitativo às ações de prevenção do câncer de mama em todas as camadas da população.


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