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	<title>Orlan Almeida</title>
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	<title>Orlan Almeida</title>
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		<title>Será que todo discurso sobre IA é igual?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 22:32:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes, tenho a sensação de que todo discurso sobre Inteligência Artificial é exatamente igual. Primeiro, alguém diz que a IA vai transformar todos os setores. Depois, aparece uma comparação com a Revolução Industrial. E, por fim, vem a frase: Quem não começar agora vai ficar para trás. O curioso é que nada disso está [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_48145" aria-describedby="caption-attachment-48145" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-48145" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ff8971e9-2683-4925-a648-8c155dbe42da.jpeg?resize=1020%2C570&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="570" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ff8971e9-2683-4925-a648-8c155dbe42da.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ff8971e9-2683-4925-a648-8c155dbe42da.jpeg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ff8971e9-2683-4925-a648-8c155dbe42da.jpeg?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-48145" class="wp-caption-text">Imagem gerada com IA Gemini</figcaption></figure>
<p>Às vezes, tenho a sensação de que todo discurso sobre Inteligência Artificial é exatamente igual. Primeiro, alguém diz que a IA vai transformar todos os setores. Depois, aparece uma comparação com a Revolução Industrial. E, por fim, vem a frase: Quem não começar agora vai ficar para trás.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">O curioso é que nada disso está necessariamente errado. Mas talvez essa não seja a conversa mais importante.</span></p>
<p>Eu gosto de enxergar a Inteligência Artificial de outra forma. Gosto de ver a IA como uma <span style="background-color: #ffff00;">nova camada da sociedade</span> porque acredito que essa mudança de perspectiva muda tudo.</p>
<p>Eu, como engenheiro especialista em eletrônica, acompanhei de perto a evolução do rádio, da televisão, da internet e, mais recentemente, do smartphone.</p>
<p>Em todos esses casos, percebi que <span style="background-color: #ffff00;">a tecnologia só revolucionou o mundo quando se tornou a base sobre a qual foram criados novos mercados, novos modelos de negócio e novos arranjos da sociedade.</span> Ou seja, a revolução só aconteceu quando<span style="background-color: #ffff00;"> a tecnologia se tornou uma plataforma.</span></p>
<p>Pense comigo: muita gente acha que a Apple é uma empresa de hardware. Mas, olhando por essa perspectiva, você percebe que o smartphone não é apenas um equipamento eletrônico, mas uma plataforma engenhosamente criada que permitiu o surgimento da venda de músicas, da economia dos aplicativos e de uma infinidade de novos serviços que ajudaram a transformar a Apple em uma empresa trilionária.</p>
<p>Talvez estejamos assistindo exatamente ao mesmo fenômeno com a Inteligência Artificial.</p>
<p>Hoje ninguém acorda pensando: &#8220;Vou usar eletricidade para resolver meus problemas.&#8221; Ou então: &#8220;Vou usar a internet para trabalhar.&#8221; Essas tecnologias já se tornaram parte do ambiente em que vivemos. <span style="background-color: #ffff00;">Nós simplesmente vivemos sobre essas camadas.</span></p>
<p>Mas com a IA é diferente. <span style="background-color: #ffff00;">A Inteligência Artificial ainda parece uma tecnologia</span>. Ainda falamos: Vou usar IA para resolver isso ou otimizar aquilo. Porque ela ainda não encontrou esse modelo de plataforma. Ela ainda não é uma infraestrutura invisível sobre a qual simplesmente operamos.</p>
<p>Mas existe uma diferença importante. <span style="background-color: #ffff00;">Todas as tecnologias que vieram antes ampliaram nossas capacidades. Elas nos ajudaram a enxergar mais longe, produzir mais, comunicar melhor, acessar mais informação e executar tarefas com mais eficiência.</span></p>
<p>A Inteligência Artificial também faz tudo isso. Ela traz comodidade. Ela traz produtividade. Ela melhora processos. Mas, pela primeira vez, estamos diante de uma tecnologia que vai além da execução. Ela começa a participar do processo das decisões.</p>
<p>Todos os dias, milhões de pessoas perguntam para uma IA: &#8220;O que você faria?&#8221; &#8220;Me dê algumas ideias.&#8221; &#8220;O que eu não estou enxergando?&#8221; &#8220;Qual caminho parece mais adequado?&#8221;</p>
<p>E talvez essa seja a mudança mais profunda desta era. Não porque a Inteligência Artificial decide por nós, mas porque ela passa a participar do ambiente onde as decisões são construídas, onde hipóteses são formuladas, alternativas são avaliadas e ideias começam a nascer.</p>
<p>Durante séculos, a inteligência foi um recurso escasso. Mas estamos entrando em um mundo diferente, onde qualquer pessoa pode acessar análises, perspectivas, explicações e ideias em segundos. E, quando algo deixa de ser escasso, o valor muda de lugar.</p>
<p>Na era da informação, o desafio era acessar informação. Hoje, o desafio é saber o que fazer com ela. Talvez estejamos entrando em uma era semelhante com a IA.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Uma era em que o diferencial não será apenas ter acesso à inteligência, mas saber exercer julgamento, fazer as perguntas certas, interpretar respostas, conectar contextos e, principalmente, saber decidir.</span></p>
<p>Talvez a grande discussão sobre IA não seja mais tecnológica, mas brutalmente humana. Porque, no fim das contas, a Inteligência Artificial pode gerar uma estratégia, sugerir caminhos e oferecer respostas. <span style="background-color: #ffff00;">Mas ela não assume as consequências nem as responsabilidades.</span> Ainda cabe a nós decidir quais perguntas realmente importam.</p>
<p>Quando idealizamos o AI Experience, não queríamos apenas discutir modelos, algoritmos ou tendências. Queríamos reunir empresas, governo, academia e especialistas em torno de perguntas que, na minha visão, definirão os próximos anos:</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">O que acontece com uma sociedade quando a inteligência deixa de ser um recurso escasso?</span></p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Porque, enquanto a internet democratizou a informação, a Inteligência Artificial começa a democratizar a reflexão.</span> De fato, a IA pode ser vista como a primeira tecnologia que não amplia nossos músculos nem nossos sentidos. Ela amplia algo muito mais poderoso: nossa capacidade de dialogar com as próprias ideias.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Porque, se existe uma certeza sobre a era da Inteligência Artificial, é que a IA não veio para substituir o pensamento.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Ela veio para libertá-lo.</span></p>
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		<title>O Xeque-Mate da Inteligência Artificial: como ela está transformando as eleições e desafiando a democracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 17:54:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasília Inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Orlan Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o mundo se prepara para mais uma temporada eleitoral, uma força invisível está silenciosamente moldando o jogo político: a inteligência artificial (IA). Este fenômeno tecnológico não só está prevendo tendências eleitorais, mas também está influenciando ativamente o comportamento dos eleitores e redefinindo as regras do jogo democrático em todo o mundo. A eleição argentina, [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38281 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-13-at-16.18.51.jpeg?resize=1020%2C592&#038;ssl=1" alt="inteligência artificial" width="1020" height="592" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-13-at-16.18.51.jpeg?w=1448&amp;ssl=1 1448w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-13-at-16.18.51.jpeg?resize=300%2C174&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-13-at-16.18.51.jpeg?resize=1024%2C594&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-13-at-16.18.51.jpeg?resize=768%2C446&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<p>Enquanto o mundo se prepara para mais uma temporada eleitoral, uma força invisível está silenciosamente moldando o jogo político: a inteligência artificial (IA). Este fenômeno tecnológico não só está prevendo tendências eleitorais, mas também está influenciando ativamente o comportamento dos eleitores e redefinindo as regras do jogo democrático em todo o mundo.</p>
<p>A eleição argentina, que culminou com a vitória de Javier Milei, foi a primeira de muitas disputas que terão influências diretas da inteligência artificial no processo eleitoral. A Indonésia, terceira maior democracia do mundo, se prepara para escolher seu próximo presidente. Recentemente, um vídeo publicado nas redes sociais &#8220;ressuscitou&#8221; o ditador Hadji Mohamed Suharto, morto em 2008, gerando uma série de questionamentos sobre ética nas eleições e o uso da IA.</p>
<p>No Brasil, as eleições municipais de 2024 também estarão mais marcadas pela presença da tecnologia, com a evolução contínua da IA e as interações cada vez mais personalizadas com os eleitores.</p>
<p>Estamos vivendo uma era em que o voto não é apenas contado, mas também influenciado por algoritmos complexos. A IA tem o poder de segmentar eleitores com precisão cirúrgica, personalizar mensagens políticas e até mesmo criar perfis psicológicos para manipular o voto. Estamos testemunhando uma era onde a política não é apenas sobre persuasão, mas sim sobre a manipulação digital como nunca visto, e é aí que o jogo muda.</p>
<p>A capacidade da inteligência artificial de gerar conteúdo falso, como &#8220;fake news&#8221; ou &#8220;deep fakes&#8221;, levanta sérias dúvidas sobre a veracidade dos fatos e pode influenciar negativamente as decisões dos eleitores. Apesar do TSE ter ditado regras claras sobre isso recentemente, na prática, a penalidade só será aplicada quando descoberta e devidamente identificada sua origem. Até lá, o estrago já pode ter sido feito. E não é só com “deep fakes” que temos que nos preocupar, &#8220;bots&#8221; de redes sociais alimentados por algoritmos estão sendo usados para amplificar mensagens políticas tendenciosas e sem fundamento, distorcendo a percepção pública e minando a confiança em determinados candidatos. Outras questões relacionadas à privacidade dos dados, viés algorítmico e falta de transparência podem levantar sérias dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral. Estamos caminhando para uma era onde a política é decidida não pelos cidadãos, mas sim pelos algoritmos que operam nos bastidores.</p>
<p>Diante desses desafios, é urgente uma reflexão profunda sobre o papel da IA na democracia. Devemos garantir que os valores democráticos fundamentais, como transparência, participação e responsabilidade, não sejam sacrificados em nome do progresso tecnológico.</p>
<p>Precisamos ainda pensar no cidadão &#8220;comum&#8221;, aquele que acorda cedo todos os dias para ir trabalhar e não tem tempo para ler e aprender sobre nada disso. É imperativo que se pense como capacitar a população a discernir entre informações confiáveis e falsas, compreender as implicações da IA no processo democrático e fortalecer a resiliência contra a manipulação digital. Estamos diante de um ponto de virada histórico, e a maneira como abordamos o desafio da IA nas eleições determinará o destino da nossa democracia daqui para frente.</p>
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		<title>A Inteligência Artificial está desmaterializando tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 15:18:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasília Inteligente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SE VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É CHATGPT, JÁ ESTÁ ATRÁS DE MAIS DE 100 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO Como a inteligência artificial está desmaterializando tudo, inclusive as pessoas! Esse é um artigo informativo, escrito com propósitos de alfabetização digital. Por isso mesmo, peço perdão aos mais catedráticos por não utilizar o rigor [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33417 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-12.28.41.jpeg?resize=1020%2C670&#038;ssl=1" alt="Inteligência Artificial" width="1020" height="670" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-12.28.41.jpeg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-12.28.41.jpeg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-12.28.41.jpeg?resize=1024%2C672&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-12.28.41.jpeg?resize=768%2C504&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></strong></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;"><em><strong>SE VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É CHATGPT, JÁ ESTÁ ATRÁS DE MAIS DE 100 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO</strong></em></span></h3>
<h3><span style="color: #3366ff;"><strong>Como a inteligência artificial está desmaterializando tudo, inclusive as pessoas!</strong></span></h3>
<p>Esse é um artigo informativo, escrito com propósitos de alfabetização digital. Por isso mesmo, peço perdão aos mais catedráticos por não utilizar o rigor técnico em algumas explicações, como forma de simplificar para o usuário leigo no assunto. Dito isso, sigamos em frente.</p>
<p>De maneira simplificada, uma inteligência artificial é um programa de computador capaz de aprender. Utilizando processos que chamamos de &#8220;aprendizado de máquina&#8221;, essa ferramenta pode se tornar especialista em um determinado ramo, substituindo objetos físicos e até mesmo pessoas em algumas atividades. Tomemos como exemplo a fotografia: anos atrás, para que um fotógrafo tirasse uma boa foto, eram necessários, além de uma grande câmera, um bom jogo de lentes, luzes e todo um aparato sem o qual o fotógrafo não conseguia trabalhar. Além disso, ele tinha que tirar várias fotos em diferentes condições para, tempos depois, selecionar a melhor. Hoje, no entanto, é possível obter um resultado muito semelhante usando um bom smartphone.</p>
<h3><span style="color: #3366ff;"><strong>Como isso é possível?</strong></span></h3>
<p>Quando você tira uma foto no celular, na verdade, são tiradas várias fotos em diferentes condições de luz e com filtros (digitais) diferentes. Em seguida, uma inteligência artificial presente no aparelho combina todas essas imagens, extraindo o melhor de cada uma e combinando as imagens em uma única foto com a melhor iluminação e definição de cores. Claro que tudo isso acontece em uma fração de segundo, de modo que você não percebe. É como se a inteligência artificial presente no smartphone tivesse &#8220;desmaterializado&#8221; as grandes câmeras, lentes e as luzes, substituindo tudo isso por uma pequena câmera com não mais que 1 cm de espessura no seu telefone. Isso gera uma economia de escala, reduzindo os custos significativamente e proporcionando acesso a serviços e produtos de melhor qualidade.</p>
<p>Agora, no entanto, estamos indo mais além. A inteligência artificial passou a desmaterializar as pessoas.</p>
<h3><span style="color: #3366ff;"><strong>Como assim?</strong></span></h3>
<p>Como eu disse, uma I.A. (inteligência artificial) é um programa de computador capaz de aprender. Se, por exemplo, a alimentarmos com milhares, ou até mesmo milhões, de imagens de tomografias que apresentam tumores, a inteligência artificial aprenderá a identificar essas imagens e será capaz de analisar novas imagens com uma precisão superior à de um ser humano. Da mesma forma, se alimentarmos uma inteligência artificial com dados de milhões de processos jurídicos, ela será capaz de identificar e solucionar situações jurídicas com maior eficácia do que um ser humano. Atualmente, essas soluções já existem, embora muitas pessoas resistam à sua utilização. No entanto, é apenas uma questão de tempo até que esses e outros tipos de profissionais sejam &#8220;desmaterializados&#8221; pela I.A. (Inteligência artificial).</p>
<p>Então, dependendo do que usamos para alimentar esse programa de computador inteligente, podemos torná-lo especialista em determinado assunto. Mas até então, tudo isso era focado em uma única coisa (análise de imagens, identificação de sons específicos, etc.). E se uma ferramenta de inteligência artificial fosse alimentada de forma mais genérica, usando uma variedade de informações disponíveis na internet?</p>
<p>Acontece que, em junho de 2020, uma empresa chamada OpenAI, focada em pesquisa na área de inteligência artificial (IA) e fundada em 2015 por um grupo de empresários e pesquisadores de tecnologia, incluindo Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman, lançou uma ferramenta chamada ChatGPT cuja proposta é mais ou menos essa. O ChatGPT é um modelo de linguagem natural, um programa de computador inteligente treinado com milhões de textos disponíveis na internet, projetado para responder perguntas e gerar respostas de forma tão natural que é indistinguível de um ser humano. O ChatGPT é capaz de compreender e gerar texto em vários idiomas e pode ser usado em uma ampla gama de aplicações, incluindo chatbots, assistentes virtuais, sistemas de resposta automática de e-mail, entre outros. Ao entrar na plataforma, diretamente pelo seu navegador, você vai se deparar com uma tela simples com um espaço para você digitar o que você gostaria.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-33435 aligncenter" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/unnamed-2.png?resize=567%2C377&#038;ssl=1" alt="" width="567" height="377" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/unnamed-2.png?w=567&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/unnamed-2.png?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p><b>Para ilustrar, vamos considerar um exemplo prático:</b><span style="font-weight: 400;"> suponha que você esteja em busca de uma receita para fazer um bolo vegano. Normalmente, você iria ao Google e pesquisaria por &#8220;receita de bolo vegano&#8221;. Em seguida, uma lista de links seria exibida, exigindo que você clicasse em várias páginas diferentes, cada uma com um texto introdutório, várias propagandas e um grande desperdício de tempo na seleção da página que fornecesse as informações desejadas. Com o ChatGPT, será diferente. </span><b>Na verdade, eu mesmo digitei “Eu quero uma receita para bolo vegano”. E como você pode ver na imagem, “ele” me respondeu.</b></p>
<p>Repare no início da resposta: <strong>“Com certeza! Aqui está uma receita de bolo vegano simples e deliciosa: ”</strong> e colocou os ingredientes e modo de preparo logo abaixo, finalizando com um <strong>“Espero que você goste desta receita! ”</strong>. É assustador a naturalidade com que a inteligência do programa me respondeu. Parece muito com a forma que um ser humano falaria. E tudo de forma direta, sem cliques adicionais, sem propaganda, sem dezenas de opções de site para eu escolher. Apenas me deu a informação que eu queria.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33418" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-2.png?resize=567%2C369&#038;ssl=1" alt="" width="567" height="369" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-2.png?w=567&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-2.png?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p>Aqui você começa a entender por que o Google já está preocupado com a ferramenta. No momento em que obtenho o resultado de forma direta, deixei de clicar em vários sites e ver várias propagandas nesses respectivos sites, que é exatamente de onde vem a monetização do Google. Perceba que quebrei toda uma cadeia de navegação, pois deixei de gerar “cliques” pela internet. E por que isso é importante? Porque, apesar de você acessar gratuitamente o Google, toda vez que pesquisa algo, deixa um rastro de dados para receber propagandas, e as empresas pagam ao Google por isso. No momento em que uma plataforma “mastiga” a informação e já traz de forma direta aquilo que pedi, toda uma cadeia de negócios fica ameaçada, e é por isso mesmo que o ChatGPT começa a incomodar as Big Techs (empresas gigantes de tecnologia como Google, Facebook e outras).</p>
<h3><span style="color: #3366ff;"><strong>Mas a verdade é que o ChatGPT não fornece apenas receitas.</strong> <strong>Ele vai muito além! </strong></span></h3>
<p>Experimente pedir a ele, por exemplo, que reescreva um texto que você gerou com mais emoção. Isso mesmo: mais emoção! E ele o fará brilhantemente. Peça a ele que resuma um artigo qualquer para você. Que te explique em poucas palavras o que significa Inteligência artificial, que gere um roteiro de uma peça de teatro para ser apresentado por crianças em uma escola. Que escreva um trecho de código para ser usado em um programa de computador. Que escreva um texto sobre a violência contra a mulher, ou mesmo um artigo completo sobre a Revolução Industrial. Enfim, as possibilidades são infinitas! Por isso mesmo, está gerando tanta preocupação pelo mundo, impactando todos os setores, incluindo a educação. Pense no estudante mais preguiçoso que certamente vai pedir que o ChatGPT faça aquele trabalho da escola sobre geografia, ciências ou qualquer outra coisa. De fato, uma redação feita no ChatGPT já foi aprovada no Enem! Estamos falando de uma espécie de oráculo que você acessa do seu computador ou celular e sabe quase tudo sobre tudo. É realmente assustador e igualmente fascinante.</p>
<p>Mas essas ferramentas de Inteligência artificial generativas, como são chamadas, não param por aí. Algo importante a ser dito é que o ChatGPT não é a única ferramenta capaz de gerar coisas que pedimos em tempo quase real. Na prática, ele (ChatGPT) lida com textos. Mas e se precisássemos, por exemplo, de uma imagem de um elefante de terno (Isso mesmo, de um elefante de terno)? O caminho natural seria buscar em várias plataformas pagas de banco de imagens uma imagem parecida com o que você está precisando ou contratar um designer para fazê-la<strong>. Isso foi ontem!</strong></p>
<p>Agora, usando uma plataforma de inteligência artificial focada na geração de imagens, meu filho de apenas 13 anos criou, em poucos segundos, uma imagem de um elefante de terno, tal qual eu precisava. De fato, toda vez que preciso de uma imagem nova, recorro a ele, que já se tornou meu “<strong>engenheiro de prompt</strong>”, uma das novas profissões que esse tipo de ferramenta já está demandando no mercado de trabalho. Veja aí o resultado gerado:</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33419 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-3.jpg?resize=274%2C280&#038;ssl=1" alt="" width="274" height="280" /></p>
<p><em>Não sei se ficou claro para você, mas meu filho de 13 anos literalmente entrou em uma plataforma de inteligência artificial chamada Midjourney, deu a descrição do que eu queria, e em 2 ou 3 minutos essas imagens estavam na tela para que eu pudesse usá-las como bem entendesse, já que conteúdos gerados por inteligência artificial não têm direitos autorais. Mais uma vez, um alerta foi gerado para profissionais e plataformas que lidam com geração e venda de imagens.</em></p>
<p>Na última semana, uma dessas imagens geradas por uma inteligência artificial gerou bastante polêmica, porque mostrava o Papa Francisco em uma roupa “estilosa” pousando em uma foto ultrarrealista. A polêmica foi gerada porque ninguém tinha como saber que aquela imagem não era real. O Papa, de fato, nunca usou aquela roupa<strong>. Acreditem ou não, essa foto foi gerada por uma inteligência artificial</strong> e viralizou quase que instantaneamente na internet, levando o próprio Papa a pedir ética no uso desse tipo de ferramenta.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33420 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-4.jpg?resize=253%2C309&#038;ssl=1" alt="" width="253" height="309" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-4.jpg?w=253&amp;ssl=1 253w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/IA-4.jpg?resize=246%2C300&amp;ssl=1 246w" sizes="(max-width: 253px) 100vw, 253px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além das plataformas de inteligência artificial que geram texto e imagem, temos também aquelas utilizadas para gerar música, apresentações em PowerPoint, vídeos, logos, voz e muitas outras. Recentemente, um portal chinês de notícias substituiu seu âncora (o apresentador principal do telejornal) por uma &#8220;pessoa virtual ultrarrealista&#8221; gerada com inteligência artificial. Estamos vivendo uma era sem precedentes de desmaterialização em massa de diversas profissões (e consequentemente, de pessoas).</p>
<p>Além disso, infelizmente, o chatGPT também está sendo usado para gerar receitas de bombas, escrever textos para dar golpes pela internet e todo tipo de coisa reprovável. Estamos falando de ética no uso dessas ferramentas (ou nesse caso, a falta dela), o que levou Elon Musk e vários pesquisadores seniores a escreverem uma carta pedindo ao mundo que &#8220;desacelerasse&#8221; por seis meses o desenvolvimento do chatGPT4. Nessa mesma linha, o Goldman Sachs, um grupo financeiro multinacional sediado no Financial District de Nova York, publicou uma nota afirmando que 300 milhões de empregos serão afetados pela inteligência artificial nos próximos anos e 7% dos empregos podem ser eliminados muito rapidamente. Junto com isso, também tivemos artigos no New York Times, Washington Post e outros jornais mostrando a inteligência artificial como algo a ser temido, e graças a toda essa imprensa negativa, uma pesquisa recente mostra <strong>que 91% dos cidadãos comuns acreditam que a inteligência artificial fará mais mal do que bem para a sociedade.</strong></p>
<h3><span style="color: #3366ff;"><strong>Algumas considerações finais: </strong></span></h3>
<p>A tecnologia é uma ferramenta, e como toda ferramenta, depende de quem a utiliza. Você pode usar um martelo para fixar um prego ou para atacar alguém. Se dermos uma volta na história, concluiremos rapidamente que quase toda tecnologia criada já foi usada para o mal. O WhatsApp vive sendo usado para dar golpes. O e-mail é usado para roubo de identidade e distribuição de vírus de computador. Os telefones celulares podem ser usados para vigilância e, vez por outra, a internet é usada para disseminar notícias falsas (fakenews) que desestabilizam governos e interferem até em processos eleitorais.</p>
<p>É claro que todas essas preocupações com a I.A. (inteligência artificial) são justificadas. Mas a verdade é que qualquer nova tecnologia sempre trará resultados imprevisíveis. Ou alguém conseguiu prever aplicações como Uber, iFood e uma centena de aplicativos que utilizamos no dia a dia, após a invenção do Smartphone?</p>
<p>A inteligência artificial em si não é nem boa nem má &#8211; o perigo está em como decidimos utilizá-la. Há pouco tempo, quando inventaram a calculadora, um grupo de professores saiu às ruas para proibir o uso do equipamento nas escolas, porque se achava que isso prejudicaria o aprendizado dos alunos. A verdade é que toda nova tecnologia assusta, mas proibir seu uso nunca foi resposta a longo prazo. É preciso lembrar que a mesma tecnologia que criou a bomba atômica também é usada no tratamento do câncer, o que nos leva a concluir que nossa humanidade é o elemento mais importante na equação. Por isso mesmo, é preciso educar nossos jovens sobre essas novas ferramentas e mostrar como utilizá-las corretamente.</p>
<p>A I.A. pode ser a chave para impulsionar o nosso futuro, aumentando a eficiência dos processos e trazendo abundância à sociedade. Não estamos em uma corrida contra as máquinas, mas sim lutando lado a lado com elas. Mesmo com todo o medo e apreensão que isso possa trazer, nunca podemos esquecer que a tecnologia nos deu mais tempo de vida, mais conhecimento, mais escolhas, e o mais importante: meios para escrever e disseminar sobre como preservar a nossa própria humanidade.</p>
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		<title>5G e os celulares que imitam o acesso à tecnologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 13:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasília Inteligente]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16426" aria-describedby="caption-attachment-16426" style="width: 259px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-16426" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=259%2C256&#038;ssl=1" alt="giant" width="259" height="256" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=300%2C296&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=1024%2C1012&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=768%2C759&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 259px) 100vw, 259px" /><figcaption id="caption-attachment-16426" class="wp-caption-text">Orlan Almeida. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ontem tive uma experiência terrível. Fui até uma loja para comprar um aparelho de celular, com a <a href="https://portalcontexto.com.br/giant-inovacao-realiza-5g-weekend-com-primeiro-hackathon-brasileiro-sobre-a-nova-tecnologia/"><strong>nova tecnologia 5G</strong></a>, para a realização de um projeto que estamos realizando. Na loja da marca (que prefiro não revelar), eu disse: “Gostaria de um celular com tecnologia 5G, com o melhor custo benefício para ser usado em um evento corporativo, cujo tema é o 5G. Precisaremos de mais 15 posteriormente”. O vendedor logo se animou e nos trouxe um modelo “barato”, segundo ele. Um aparelho de cerca de R$ 1.500,00 que já na embalagem mostrava o símbolo 5G em letras garrafais. Imediatamente entrei na internet e vi as especificações técnicas, que diziam claramente: Rede: LTE (4G) e 5G. Por garantia, ainda fui até o site da Anatel e verifiquei pelo modelo do aparelho que estava claramente “homologado 5G NSA”. Certamente um usuário comum não faria nada disso, mas eu quis me certificar que o tal “aparelho barato” não fosse um embuste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, resolvemos comprar apenas um, informando ao vendedor que se funcionasse retornaríamos para comprar os outros 15. O próximo passo foi ir até a operadora comprar um chip 5G. Logo na entrada, o atendente nos alertou que ali no shopping não tinha sinal ainda (o que é compreensível) e depois de tudo instalado, nos dirigimos até o Parque Tecnológico de Brasília, que possui uma rede 5G plenamente funcional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caminho, algo já havia me chamado atenção. O celular não encontrava nenhuma rede 5G pela cidade. Resolvi então baixar um aplicativo que fornece uma série de parâmetros sobre a rede celular, uma dessas coisas que nós engenheiros adoramos analisar. Entretanto, em nenhum momento, o celular “pegou” a rede 5G, o que nos deixou bastante frustrados. Por isso, retornamos à operadora. “Deve ter acontecido algum erro na configuração desse chip”, imaginei. Ao relatar o fato à atendente, ela disse que fez um procedimento que poderia ajudar, no entanto, estava claro para mim, que aquilo não ia funcionar. Então, tive uma ideia: retornar ao fabricante para tentar desvendar o mistério. Chegando lá, a experiência inicial foi terrível! Um técnico logo pegou o aparelho e disse que “ativou” os dados do chip. Bom, eu tenho duas décadas de experiência com Telecomunicações e Eletrônica e aquilo para mim me pareceu algo que minha professora de Circuitos Elétricos falava o tempo todo: “gato”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem enaltecer marca X ou Y, preciso dizer que com o fabricante do meu celular pessoal, o procedimento é completamente diferente. Se você chega na loja informando que o aparelho não funciona, eles simplesmente trocam. Mal perguntam seu nome. Infelizmente com aquela marca tão famosa, que fabrica também eletrodomésticos e TVs, não era bem assim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente, estavam todos os vendedores, a gerente, o técnico e até a menina que atende o telefone falando sobre como o 5G não pega em todo lugar, que tem que ver a “frequência” do aparelho e outras bobagens do gênero. Até então, não tinha falado a ninguém que tinha “certa” experiência no assunto. Mas aí veio a derrota definitiva no atendimento: “O celular funciona. Não podemos devolver a compra”. Aqui, poderíamos falar sobre inúmeros outros temas relacionados à experiência do cliente, vendas etc&#8230; Mas, vou deixar para vocês imaginarem uma forma de chegar a esses fabricantes para um treinamento dessa natureza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo com o fato, me irritei e disse em tom mais austero: “Se o aparelho realmente funciona, vamos lá fora onde tem sinal 5G para ver se funciona mesmo! ” Curiosamente, um vendedor que estava por lá se prontificou a ir comigo na parte externa do shopping. No exato momento em que chegamos o </span><b>Celular Dele</b><span style="font-weight: 400;"> (que era de outro modelo) “pegou” o 5G instantaneamente, o que não aconteceu com o celular que eu tinha acabado de comprar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Daí fizemos o óbvio. Colocamos o chip dele no aparelho que eu tinha comprado e após uns 10 minutos, girando o celular para lá e para cá (lembra da época do Bombril nas TVs analógicas?), o símbolo 5G apareceu por três segundos na tela e depois caiu de novo. Nesse momento, ele olhou para mim meio desconcertado, porém assertivo na seguinte afirmação: “Era isso que eu queria mostrar para o Senhor:  existe o 5G, mas ele não funciona bem nos ‘aparelhos de entrada’. Não tem como comparar um top de linha como o meu, com um aparelho desses”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos tentar entender o fato: o mercado brasileiro está cheio de fabricantes que colocam produtos nas prateleiras que simplesmente não cumprem sua função! É o ar-condicionado que não esfria, o secador que não seca&#8230; e por aí vai. O usuário se encontra em uma situação em que, sem qualquer conhecimento técnico, fica totalmente à mercê dos “especialistas de plantão”. Um aparelho como esses é um desrespeito ao consumidor, um desastre para a engenharia (à qual faço parte) e um total descaso com as pessoas que, por não terem 3 ou 4 mil reais para acessar uma tecnologia emergente, são deliberadamente enganadas com um produto de segunda linha, carinhosamente apelidado como “de entrada”! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se você comprasse um carro que só ligasse às vezes, ou um chuveiro que só esquentasse às vezes, ou usasse um remédio que só funcionasse às vezes. No entanto, quando a <a href="https://www.gov.br/anatel/pt-br">Anatel</a> homologa um produto, não existe uma linha no certificado explicando que ele só funciona (às vezes). Não estou aqui criticando o trabalho da Agência Reguladora, pelo contrário, eu mesmo já homologuei vários produtos com eles e posso garantir que seguem um padrão internacional de segurança. Contudo, alguns fabricantes de celular, deliberadamente, preparam o aparelho para passar na homologação, mas quando fornecem o modelo ao consumidor final, trazem esses dissabores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia 5G funciona? Sim. Então, antes de falar mal da sua operadora, lembre-se que entre você e o seu acesso à Internet existe uma série de fornecedores de celular e outros serviços que nem sempre cumprem com o combinado. Parece que eles esqueceram que não vivemos mais na era em que um produto era entregue ao consumidor e ali se encerrava sua relação com o fabricante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu acho uma total falta de ética, por parte de uma multinacional, criar um aparelho tão inferior só para dar o “gostinho”, ao usuário de menor poder aquisitivo, de uma tecnologia em ascensão que, quando questiona o mal funcionamento, recebe a informação de “que é assim mesmo”. Bom, eu tenho uma novidade: não é não! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu digo e reafirmo sempre: #tecnologiatransforma. Porém, episódios como esses criam uma legião de pessoas falando mal dela, sem que ela (a tecnologia) tenha qualquer chance de se defender. São pessoas falando mal de algo que simplesmente não tiveram acesso. É como se você quisesse limpar uma mancha no seu rosto, passando a mão no seu reflexo do espelho&#8230; Definitivamente, isso nunca vai funcionar. </span></p>
<p><a href="http://www.giantday.com.br/5gweekend"><br />
<img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignnone wp-image-29495 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/111.jpg?resize=440%2C220&#038;ssl=1" alt="" width="440" height="220" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/111.jpg?w=440&amp;ssl=1 440w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/111.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 440px) 100vw, 440px" /></a></p>
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		<title>Por que o 5G mudará sua vida, mesmo que você não tenha nem o 4G</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 15:57:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje foi noticiado, em vários portais, que o 5G finalmente passa a funcionar no Brasil, e Brasília foi escolhida como a primeira cidade a ter a tecnologia. Alguns moradores até postaram testes de velocidade feitos pela cidade atingindo valores superiores a 1000 Mbps. Só como referência, imagine que essa é uma velocidade 5 vezes maior [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-28336" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-06-at-10.23.49.jpeg?resize=1020%2C364&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="364" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-06-at-10.23.49.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-06-at-10.23.49.jpeg?resize=300%2C107&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-06-at-10.23.49.jpeg?resize=1024%2C366&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-06-at-10.23.49.jpeg?resize=768%2C274&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<figure id="attachment_16426" aria-describedby="caption-attachment-16426" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.giantday.com.br/hackathon5g"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-16426" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=300%2C296&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="296" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=300%2C296&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=1024%2C1012&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Foto-Destaque-Orlan-Almeida.jpeg?resize=768%2C759&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-16426" class="wp-caption-text">Orlan Almeida é Head de Inovação da Giant. Vai organizar o primeiro Hackathon 5G do Brasil</figcaption></figure>
<p>Hoje foi noticiado, em vários portais, que o 5G finalmente passa a funcionar no Brasil, e Brasília foi escolhida como a primeira cidade a ter a tecnologia.</p>
<p>Alguns moradores até postaram testes de velocidade feitos pela cidade atingindo valores superiores a 1000 Mbps.</p>
<p>Só como referência, imagine que essa é uma velocidade 5 vezes maior que o pacote mais oferecido atualmente para acesso residencial, por meio de fibras óticas (200Mbps). Mas, tirando entusiastas da tecnologia e jogadores de <em>e-sports</em>, muita gente ainda acha que o 5G não tem qualquer impacto em suas vidas e em seus negócios.</p>
<p>A conectividade é, sem dúvida, a maior expressão da evolução humana. De fato, os seres humanos evoluem porque se comunicam. Saiba que “depois que o fogo foi descoberto e compartilhado não precisou ser redescoberto, apenas comunicado”. Seguindo essa linha, sem a conectividade, jamais estaríamos onde estamos hoje.</p>
<p><a href="https://www.giantday.com.br/hackathon5g"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignright wp-image-28386" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?resize=350%2C350&#038;ssl=1" alt="" width="350" height="350" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-07-at-12.28.56.jpeg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a>Quando iniciei esse artigo, me prometi que não ia começar com o tradicional “o mundo mudou após a pandemia”. Mas, não podemos esquecer que por conta desta, as telecomunicações foram nosso porto seguro no que se refere à continuidade da sociedade.</p>
<p>Trabalho, estudos, entretenimento, compras. Tudo passou a depender da internet. A verdade é que a comunicação digital tornou possível seguir com nossas rotinas. Bem ou mal, a internet nos salvou e como mais de 80% do acesso é feito por aparelhos celulares, podemos concluir que a rede celular nos salvou.</p>
<p>Indo direto ao ponto, o 5G não será apenas “mais um G” porque, pela primeira vez, uma rede celular foi pensada levando em consideração também a conexão entre máquinas e equipamentos, além da conexão entre pessoas. Em outras palavras, uma das grandes transformações que teremos é a possiblidade de objetos do dia a dia trocarem mensagens diretamente entre si, usando a rede 5G como meio. Isso implica desbloquearmos alguns “<em>smarts”</em> por aí, incluindo as <em>smart cities</em>, <em>smart objects</em>, <em>smart homes</em> e por aí vai.</p>
<p>E para quem diz que dá para fazer tudo isso com o <em>wi-fi</em>, experimente mudar todas as lâmpadas e tomadas da sua casa por versões inteligentes e você vai ver sobre o que estamos falando. Ligar e configurar a senha da <em>wi-fi</em> em 40 ou 50 objetos não é nem um pouco prático. Imagine agora que esse número salta para 10 ou 20 mil equipamentos, quando estamos falando de um pequeno bairro inteligente. Aqui a coisa começa a ficar diferente com o 5G. Basta pôr o produto inteligente na tomada e ele já estará conectado à rede. Isso muda tudo!</p>
<p>Na realidade a rede 5G virá com 03 perfis de trabalho distintos, dependendo da aplicação que se deseja: um focado em Alta Velocidade; um centrado em Alta Disponibilidade; e outro com foco em Alta Confiabilidade. E claro, que esses perfis não trabalharão simultaneamente.</p>
<p>Por exemplo, se eu quero conectar milhares de pequenos sensores por quilômetro quadrado, não necessito de altas velocidades, mas sim de alta disponibilidade de rede, com boa gestão de bateria (<em>esse é o </em>perfil <em>Massive Machine Type Communications</em>). Se por outro lado, eu estou fazendo uma cirurgia remota, vou precisar de alta confiabilidade na conexão (esse é o perfil <em>Ultra Reliable Low Latency Communications</em>). Agora, se tenho uma câmera de vigilância coletando imagens de ultra alta resolução em uma fábrica, precisarei de altas velocidades de acesso (esse é o perfil <em>Enhanced Mobile Broadband</em>).</p>
<p>A boa notícia é que a princípio você não precisará configurar nada disso, já que tudo será controlado dinamicamente pela inteligência da rede. Aliás, aqui está a segunda grande diferença para as gerações anteriores:  a rede 5G possui a capacidade de alocar, em tempo real, os recursos necessários para atender a demanda do usuário naquele momento.</p>
<p>Então, se você estiver vendo um vídeo de alta resolução no You Tube enquanto outra pessoa ao lado está apenas “teclando” no Whatsapp, a rede designará o recurso certo para cada um desses usuários em tempo real, otimizando o acesso de cada um e expandindo a capacidade de atender mais pessoas. Isso é chamado de <em>network slicing. </em></p>
<p>A essa altura acho que você já está começando a entender o poder de uma rede que, além da ampla cobertura e confiabilidade, vai trazer para o usuário a capacidade de interagir com objetos do dia a dia, usando seu <em>smartphone</em> ou <em>smartwatch</em>.</p>
<p>Pense, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Sua geladeira “saberá” que você está no mercado e lhe enviará uma notificação que está faltando leite em casa;</li>
<li>O café do outro lado da rua já faz uso da rede 5G para conectar o caixa ao <em>smartphone </em>do cliente, dispensando filas;</li>
<li>A pizzaria da esquina já envia as pizzas por drones conectados ao 5G, ao invés do tradicional motoboy.</li>
<li>A loja do shopping já usa o recurso de conexão máquina a máquina para enviar diretamente ao celular do cliente uma oferta, por ele estar passando em frente à mesma.</li>
</ul>
<p>Varejo, Seguros, Viagens, Indústrias, Segurança, Saúde, absolutamente tudo será impactado por essa nova realidade.</p>
<p>Existe ainda um aspecto que talvez represente o maior valor comercial quando se fala em 5G: redes privadas! É isso mesmo: a possiblidade de você ter sua própria rede 5G, no seu parque industrial, na sua fazenda ou outro ambiente, sem ter que depender necessariamente da operadora para isso. Na China, a <em>Bosch </em>está construindo uma fábrica, com suas máquinas comunicando-se entre si por 5G.</p>
<p>A <em>Volkswagen</em> e a <em>Basf</em> também estão no mesmo caminho. Na Inglaterra, a Universidade <em>Harper Adams</em>, está criando uma plantação totalmente automatizada de cultivo de cereais, com colheitadeiras, tratores e drones conectados a uma rede 5G privada, além dos sensores no solo fornecendo informações para o monitoramento à distância. A fábrica da <em>Ericsson Panda</em>, localizada na China, está conectando mais da metade de suas mil chaves de fenda de alta precisão à rede privada, com todas as estações de trabalho se comunicando sem fio!</p>
<p>Se a tecnologia é o domínio das possibilidades, podemos dizer, seguramente, que com o 5G essas possibilidades serão quase infinitas. Eletrodomésticos, carros e equipamentos em geral se comunicando entre si e com seus usuários, melhorando drasticamente a experiência do usuário.</p>
<p>Será que se eu puder comprar um tênis usando óculos de realidade virtual conectado ao 5G, eu ainda me daria ao trabalho de ir à sua loja para fazer a compra? E se na padaria da concorrência, eu tiver acesso à telemetria do forno que me diz em quantos minutos sai o pão quentinho, será que eu vou continuar frequentando a sua padaria?</p>
<p>Hoje é apenas o primeiro dia do 5G. Mas, não faz muito tempo, tivemos o primeiro dia do 4G, que logo em seguida desbloqueou aplicações como UBER, IFOOD e muitas outras que não eram possíveis antes da chegada desta tecnologia.</p>
<p>Então se você ainda acha que o 5G não tem nada que ver com você, lembre-se o seguinte: existem 03 tipos de pessoas no mundo: as que fazem acontecer; as que ficam vendo as coisas acontecerem; e as que se perguntam o que aconteceu&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Confira outras edições da coluna Brasília Inteligente <a href="https://portalcontexto.com.br/brasilia-inteligente/">clicando aqui!</a></p>
<p>O post <a href="https://portalcontexto.com.br/o-5g-o-que-voce-precisa-saber-por-enquanto/">Por que o 5G mudará sua vida, mesmo que você não tenha nem o 4G</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalcontexto.com.br">Portal Contexto</a>.</p>
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		<title>A vida no Metaverso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 13:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasília Inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[Contexto]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Orlan Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa palavra tem dado o que falar nos últimos meses&#8230; sobretudo, com notícias de vendas de terrenos, obras de arte e até iates virtuais – por dezenas de milhões de dólares! E para quem acha que é uma moda passageira, gigantes como Facebook, Microsoft, Disney, Nike, Adidas e, muitas outras, já anunciaram grandes investimentos nesse [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-25543" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-16.10.31.jpeg?resize=1020%2C412&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="412" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-16.10.31.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-16.10.31.jpeg?resize=300%2C121&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-16.10.31.jpeg?resize=768%2C311&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<p>Essa palavra tem dado o que falar nos últimos meses&#8230; sobretudo, com notícias de vendas de terrenos, obras de arte e até iates virtuais – por dezenas de milhões de dólares! E para quem acha que é uma moda passageira, gigantes como Facebook, Microsoft, Disney, Nike, Adidas e, muitas outras, já anunciaram grandes investimentos nesse mundo virtual de possiblidades.</p>
<p>Aqui vou assumir que você ainda não sabe exatamente o que é o Metaverso então, vou resumir: o Metaverso é o nome dado a um ambiente virtual (semelhante aos usados em jogos), mas que promete ser algo muito além da simples diversão. Na prática, será como entrar na Internet&#8230; Só que ao invés de usar o teclado e o mouse, será necessário usar óculos próprios de realidade virtual para que você fique literalmente imerso nesse ambiente.</p>
<p>Uma vez dentro, a promessa dos pioneiros na área, como Microsoft e Facebook (principal impulsionador do conceito), é que você possa fazer quase tudo que faz hoje no mundo real. Mas com algumas vantagens.</p>
<p><em>Vamos a um exemplo: Pense que você precisa passar por aquele momento não tão agradável de ficar horas no supermercado fazendo compras. E para piorar seu cônjuge (esposa ou esposo) sempre quer estar presente para ajudar a escolher cada item. Claro que já é possível fazer isso no site do supermercado, mas se você já tentou, sabe que a experiência é terrível e, por isso mesmo, a aderência a esse serviço é tão baixa. </em></p>
<h3><strong>E como seria isso usando o conceito de Metaverso? </strong></h3>
<p>Primeiro, você combinaria com seu cônjuge apenas o horário para estarem online (<em>não é necessário que os dois estejam no mesmo ambiente físico</em>). Em seguida, cada um coloca os óculos de realidade virtual especial do Facebook (por exemplo o O<em>culus Quest 2</em>) e entram na plataforma, como se entrassem em um serviço online qualquer, com usuário e senha. Nesse momento, vocês se verão em um supermercado com um carrinho de compras a frente e todas as prateleiras com seus respectivos produtos, exatamente como na experiência real. A partir daí, usando controles especiais fornecidos com os óculos, poderão interagir com os produtos normalmente, olhando os rótulos, preços e tudo o mais, mas com um detalhe: <em>sem filas, sem aglomeração de pessoas, sem demora no pagamento.</em> E, o mais importante: sem sequer precisar de um computador para isso, já que os óculos já possuem conexão com a internet, bateria e todos os acessórios para funcionarem de forma independente. Percebeu? Você pode estar literalmente na praia, enquanto vai ao supermercado de forma virtual com sua esposa&#8230; e esse é um exemplo real, já que foi anunciado pela rede Walmart recentemente: uma das muitas aplicações do Metaverso.</p>
<p>Não sei quanto a você, mas o home office foi simplesmente terrível para a grande maioria das pessoas. Falta de equipamentos, falta de interação e a dificuldade de se concentrar em um ambiente doméstico foram as principais reclamações dos trabalhadores de forma geral. Só que aqui vai a boa notícia: com o Metaverso, basta colocar os óculos de realidade virtual que você estará imerso no ambiente de trabalho, com um computador à sua disposição, todos os equipamentos e ainda poder ver e interagir com seus colegas. Sei que falando assim, parece loucura. Mas pense como foi no fim dos anos 90 com a chegada da Internet&#8230;. Ninguém sabia como explicá-la direito (e ainda hoje, alguns não sabem). Com o Metaverso, não é diferente. A verdade é que não sabemos ainda todas as coisas que virão, como não antecipamos o Uber, AirBnb, Ifood e muitos outros serviços que utilizamos online.</p>
<p><em>Concluindo:</em> o Metaverso vai muito além dos exemplos dados por aí, onde você é representado por um bonequinho (Avatar) com roupas virtuais legais, vendo um show de rock do sofá. Essa coisa infantilizada que tem feito muitos enxergarem o Metaverso como um Roblox melhorado ou um joguinho que seu filho de 8 anos vai adorar, está muito longe da real intenção de Zuckerberg &#8211; fundador do Facebook, que agora se chama <em>Meta</em>. Em última análise, o Metaverso é uma nova plataforma de negócios, onde a compra e a venda de artigos e serviços virtuais devem ser impulsionadas nos próximos anos.  Mas, não podemos esquecer que o Metaverso é uma representação da realidade e, tendo em vista que ainda será povoado por pessoas, nem tudo são flores. Já tivemos casos de assédio sexual, terrorismo, racismo e muitas outras coisas que, infelizmente, já demandam recursos adicionais de proteção aos usuários. Por outro lado, tendo em vista que é um ambiente virtual em que você consegue interagir com as pessoas, algumas possibilidades ficam latentes: Já pensou como seria melhor se o conflito entre Rússia e Ucrânia pudesse ser resolvido no Metaverso? Como dizia Einstein “que época triste em que vivemos, quando é mais fácil destruir um átomo do que um preconceito”. Um dia chegamos lá.</p>
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		<title>Internet das coisas. Por que você deveria saber mais sobre isso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 12:44:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20781 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-5.36.31-PM.jpeg?resize=1020%2C681&#038;ssl=1" alt="Internet das Coisas" width="1020" height="681" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-5.36.31-PM.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-5.36.31-PM.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-5.36.31-PM.jpeg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-5.36.31-PM.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<p>Há algum tempo, mais especificamente no ano de 2019, eu estava promovendo um projeto relacionado a tal Internet das Coisas. Tínhamos criado uma maratona de inovação no parque tecnológico de Brasília – BIOTIC, cuja proposta era trazer pessoas da cidade, com habilidades diversas, dispostas a apresentar soluções para os problemas do dia a dia. Afinal, você que é morador de determinado bairro sabe, como ninguém, o que incomoda, certo?</p>
<p>Pense como seria se para ser Secretário de Mobilidade o requisito fosse que o gestor da pasta fosse obrigado a usar apenas transporte público. Para ser Secretário de Saúde, o indicado só pudesse usar o SUS para problemas de saúde e assim sucessivamente. Eu tenho certeza que você esboçou aquele sorriso no canto de boca e pensou “Isso seria no mínimo engraçado”.</p>
<p>Mas vamos voltar o tema. Afinal o papo era sobre internet, lembra? Mais especificamente sobre uma nova internet chamada Internet das Coisas. Então, vamos a ela:</p>
<p>Desde os anos 90, a internet está presente em nossas vidas. Na realidade, hoje em dia seria impensável viver sem ela. Mas essa internet que todos conhecemos foi concebida inicialmente e primariamente para as pessoas. Assim, todos os games, livros, sistemas de busca, sites de compras, imagens e tudo o mais que temos na internet foi concebido por pessoas, para pessoas e sobre pessoas. Mas, agora, existe uma nova internet emergindo e ela não é apenas sobre pessoas, mas sobre coisas: <strong>objetos do dia a dia como eletrodomésticos, lâmpadas e aparelhos eletrônicos diversos que passam a enviar e receber informações por meio da internet, para que possamos interagir melhor com eles. </strong></p>
<p>Um fator importante sobre a Internet das Coisas é que, além dos objetos se conectarem a internet, eles também podem se conectar entre si. Se você conhece a assistente virtual da Amazon, a Alexa, já sabe sobre o que estou falando. Afinal, é maravilhoso dizer algo como “Alexa, apague todas as luzes da casa” e as lâmpadas simplesmente apagarem. O que aconteceu aqui foi que seu dispositivo Alexa se conectou diretamente com as luzes inteligentes que você instalou e executou o comando que você mandou: “Apagar”. Caso você não tenha a menor ideia do que estou falando e nunca ouviu falar na tal da Alexa, vamos a outro exemplo:</p>
<p>Imagine que os carros (<em>uma das “coisas” que você usa no dia a dia</em>) possam se comunicar entre si. Agora imagine que ocorra um acidente com o carro da frente. Nesse momento, através de uma conexão sem fio, o carro da frente pode “avisar” ao seu carro, sem você saber, que ele deve frear imediatamente, evitando que você e seus familiares se machuquem. Repare que tudo isso ocorre numa fração de segundo, muito antes de você perceber que ocorreu um acidente à frente. Ao mesmo tempo, essa informação estará disponível na internet e outros carros conectados poderão mostrar no painel, aos seus motoristas, que houve um acidente, já sugerindo uma rota alternativa, evitando engarrafamentos. Percebe como isso mudaria tudo?</p>
<p>E se, além dos carros, sua geladeira estivesse conectada, podendo te avisar que acabou o leite, por exemplo. Ou talvez o seu tênis (<em>sim, o seu tênis</em>) que durante sua caminhada pode te informar sobre seu estado de saúde. Você sabia que a maioria das TV’s já podem ser conectadas à internet lhe provendo serviços como Netflix e muitos outros? Isso é a internet das coisas. As possibilidades são infinitas e o mais importante é que a IoT <em>( sigla em inglês para Internet das coisas</em> ) já é uma realidade.</p>
<p>E o Brasil, onde fica nisso tudo? Uma das aplicações mais promissoras para a internet das coisas no nosso país é no agronegócio. O monitoramento remoto de lavouras e a tal da agricultura de precisão se beneficiam muito desse conceito. É claro que em um país de dimensões continentais, como o nosso, existem muitos desafios: <strong>A falta de conectividade, falta de padronização de mercado e até de pessoal qualificado</strong>. Por outro lado temos também boas notícias, como a implantação recente da nova rede celular de quinta geração (<em>o famoso 5G</em>), que promete revolucionar tudo. <strong>O que uma coisa tem a ver com outra? Eu prometo que te conto em um outro artigo. </strong></p>
<p>Até lá, se de alguma maneira você ainda acha que conectar as coisas à internet não faz sentido, lembre-se que há pouco mais de dez anos, um único dispositivo do universo da internet das coisas, revolucionou toda a humanidade: Sim! Estou falando do seu telefone celular. Ou deveria chamá-lo de smartphone?</p>
<p>Leia outros texto do autor <a href="https://portalcontexto.com.br/brasilia-inteligente/">aqui! </a></p>
<p>Conecte-se  com Orlan Almeida no <a href="https://www.linkedin.com/in/orlan-almeida-a98b6735/">LinkedIn</a></p>
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		<title>O futuro já chegou, mas não para todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 12:52:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O desafio da educação em tempos de Covid-19 É fato que, com a Covid-19, muitos pais estão trabalhando em casa e alguns até estão preferindo esse modelo. Eu mesmo passo muito mais tempo em casa do que antes, o que me permite, entre outras coisas, passar mais tempo com meu filho de 11 anos. Davi [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><em>O desafio da educação em tempos de Covid-19</em></h4>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18052 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-14-at-9.55.15-AM.jpeg?resize=1020%2C689&#038;ssl=1" alt="Educação no futuro" width="1020" height="689" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-14-at-9.55.15-AM.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-14-at-9.55.15-AM.jpeg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-14-at-9.55.15-AM.jpeg?resize=1024%2C692&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-14-at-9.55.15-AM.jpeg?resize=768%2C519&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<p>É fato que, com a Covid-19, muitos pais estão trabalhando em casa e alguns até estão preferindo esse modelo. Eu mesmo passo muito mais tempo em casa do que antes, o que me permite, entre outras coisas, passar mais tempo com meu filho de 11 anos. Davi é um nativo digital: essa geração que parece preferir um computador do que uma bicicleta. Eles interagem remotamente em suas partidas de Roblox <em>(jogo infantil online da plataforma da Microsoft)</em> e ao que tudo indica, para ele as coisas não ficaram tão ruins assim. Claro que o momento exigiu um largo investimento em um <strong>computador melhor, internet melhor, fones de ouvido de qualidade, cadeira de qualidade, melhor iluminação no quarto, rearranjo da mesa de trabalho e adição de uma série de outros aparatos para que o impacto fosse o menor possível</strong>. A conclusão é que, no fim das contas, a tecnologia ajudou e hoje posso dizer que estamos 100% adaptados. Quando entrou 2021, no entanto, uma coisa ficou no ar: Será que já é hora de retomar as aulas presenciais?</p>
<p>Sei que esse é um tema que gerou muitas discussões e não é sobre isso que quero falar. Eu, como “não especialista”, busquei fazer minhas próprias pesquisas, me deparando, inclusive, com citações como <strong>“após mais de um ano convivendo com o coronavírus, tem ficado claro que os pequenos não são os principais disseminadores da doença “ </strong>vindo de respeitado veículo de comunicação. Apesar de tudo, <strong>nada me deixou confortável para enviar meu filho para o campo de batalha. </strong>Porque sim, estamos vivendo uma batalha onde, de um lado há um ser minúsculo e invisível e do outro, toda a humanidade. E não preciso dizer para você como anda essa guerra.</p>
<p>Como dizia um famoso autor do universo das Startups : “Get out of building!”. Assim, como bom validador de ideias que procuro ser, resolvi fazer uma visita surpresa a escola do meu filho (<em>uma escola particular</em>) para ver como as coisas andavam por lá. Afinal, a melhor prova do bolo é comê-lo e não avaliar se a receita é boa, não é mesmo?</p>
<p>Então, em uma tarde dessas, peguei o Davi e fomos até a escola. Logo na entrada, olhamos para funcionários com máscaras e aparentemente tudo parecia bem. Em algum momento, no entanto, uma professora sai de uma sala com o nariz de fora da máscara. Nem preciso dizer que eu e Davi nos olhamos por alguns segundos e, apesar de ninguém dizer uma palavra, ele entendeu meu objetivo de leva-lo até lá para a visita “surpresa”.</p>
<p>Em um segundo momento, subimos para resolver umas burocracias e na descida, um grupo de crianças conversava em um canto mais isolado, todas sem máscara. E assim, em alguns poucos minutos, vimos uma série de situações que não gostei nada. Para ter certeza de que isso não era algo exclusivo da escola do meu filho, dei um pulo em outra escola particular para ver como as coisas estavam. Bom, o resultado você já deve imaginar. O problema, antes de tudo, parece ser cultural e isso não se ajeita só com álcool em gel e máscaras.</p>
<p>Será que na escola pública a situação estava diferente? Ao conversar com alguns professores percebi, digamos assim, uma visão única dos horrores da guerra. E antes que você classifique isso como um exagero, pense o seguinte: <strong>Uma coisa é ler sobre a segunda guerra mundial nos livros de história, outra bem diferente é você entrevistar um soldado da linha de frente. </strong></p>
<p>Descobri, por exemplo, que muitos alunos, por falta de internet, recebem material impresso em casa e têm que se virar sozinhos. Descobri ainda que muitos professores estão gerando materiais e alternativas por conta própria para minimizar o problema. Alguns até gravam vídeos da aula e enviam para o whatsapp dos pais como forma de ajudar.</p>
<p>De outro lado, falando com alguns pais, ficou claro que essa não é uma atitude de todos. Existem professores que dão somente duas ou três aulas na semana, postam trabalhos sem orientação e têm uma dificuldade enorme em acompanhar as atividades dos alunos.</p>
<p>Acho que está claro que, apesar dessa guerra ser de todos nós, para alguns está sendo mais difícil. Difícil porque estão sendo obrigados a ir para a linha de frente, sem capacete, sem colete a prova de balas, sem armamento e para alguns, sem esperança, já que muitos alunos simplesmente abandonaram a escola. <strong>Quando falo com o pai desses alunos, percebo a tristeza de quem não teve opção, porque faltou a internet rápida, o computador potente, a cadeira de qualidade, o fone de ouvido com microfone, a iluminação adequada e por fim o mais importante: faltou comida.</strong></p>
<p>Então fica aqui a reflexão: Qual a distância entre esse “futuro que já chegou” e o presente de muitos desses alunos?</p>
<p>E você, de que lado está?</p>
<p>Porque se o futuro já chegou, certamente não foi para todos.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Achismo, Feminicídio e Transformação Digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 20:20:33 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17315 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-20-at-3.27.15-PM.jpeg?resize=900%2C594&#038;ssl=1" alt="Violência Mulher" width="900" height="594" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-20-at-3.27.15-PM.jpeg?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-20-at-3.27.15-PM.jpeg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-20-at-3.27.15-PM.jpeg?resize=768%2C507&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Como a falta de integração tecnológica por parte do governo, afeta diretamente o combate à violência contra a mulher</strong></span></p>
<p>Em 1997, eu que ainda era um garoto, comecei a trabalhar em um CPD (Centro de Processamento de Dados) de uma empresa de pesquisa de opinião. Antes da massificação das redes sociais, o único jeito de saber o que as pessoas achavam sobre determinado assunto, era perguntando pessoalmente a elas e depois contabilizar esses dados usando alguns métodos estatísticos bem específicos.</p>
<p>Em outras palavras, coletando as respostas de uma amostra da população e sabendo que, o perfil de uma amostra representa o perfil de um universo com uma certa margem de erro, podíamos, variando algumas questões como a quantidade de questionários aplicados, controlar o tamanho desse erro.  Era como mágica!  Com pouco mais de 2.000 questionários, conseguíamos avaliar como a população inteira de Brasília enxergava determinado problema, como por exemplo, se o governo estava fazendo um bom trabalho, o que era prioridade resolver, qual candidato tinha mais chance de ganhar as eleições e assim por diante.</p>
<p>Depois de 10 anos nessa empresa, aprendi com maestria a fina arte de realizar uma boa pesquisa de opinião e uma lição fundamental<strong>: Sempre esteja apoiado em dados antes de tomar uma decisão importante. </strong></p>
<p>Quem me conhece sabe que sou defensor da tecnologia como ferramenta de transformação e, um dos temas que sou particularmente envolvido é o combate à violência contra a mulher. Já colaborei em vários projetos e estou sempre envolvido na promoção de eventos com o intuito de discutir sobre o tema, dando visibilidade a soluções de startups e empreendedores mais maduros linkados com o tema.</p>
<p>Não sei se você sabe, mas recentemente tivemos no Distrito Federal a CPI do Feminicídio, uma tentativa para descobrir porque os números oficias indicavam uma melhora na situação da violência contra a mulher, enquanto que na mídia as notícias apontavam o oposto. Sem entrar em mais detalhes, a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito foi que <strong>o Estado falhou em amparar as mulheres vítimas de violência doméstica, </strong>apontando no relatório final,<strong> diversos problemas de integração entre os serviços, além da falta de estruturação dos trabalhos especializados. </strong></p>
<h4>“<em>Problemas de integração entre os serviços</em>”. Vamos entender o cenário:</h4>
<p>Quando uma mulher sofre um episódio de violência, ela tem várias portas de entrada para a esfera governamental. Ela pode, por exemplo, entrar pelo sistema de saúde ao ser atendida em um hospital ou ainda entrar pelas delegacias especializadas quando fizer uma denúncia. Ela pode entrar pelos centros especializados de atendimento à mulher, ou por meio da justiça, ao solicitar uma medida protetiva.</p>
<p>Na verdade, existe uma sopa de letrinhas como PAV’s, NEPAV’s, NAFAVID’s, CEAM’s, DEAM’s e um monte de outros subsetores envolvidos, que geram dados e mais dados sobre cada mulher vítima de violência. Pois bem, como a própria CPI apontou, <strong>não</strong> existe uma integração desses órgãos e nem tão pouco uma centralização dessas informações para que o gestor possa entender como está a situação real.</p>
<h4>Então eu pergunto: <em>Como esse gestor toma as decisões? </em></h4>
<p>O relatório da CPI refere-se a análise de 90 processos entre 2019 e 2021. Coincidentemente, em março de 2019, realizei um evento chamado <strong>Inovação no Combate a Violência contra a Mulher</strong>, cuja proposta era apresentar soluções feitas por empresas de Brasília para mitigar os efeitos dessa realidade. Uma solução bastante interessante foi apresentada pela empresa <em>Voyager It Quality Assurance (</em><a href="https://www.voyager.srv.br/"><em>https://www.voyager.srv.br/</em></a><em>)</em>. Um sistema computacional (plataforma), capaz de integrar e contabilizar em tempo real a entrada de uma mulher vítima de violência, em qualquer instância governamental, e apresentar esses dados em um diagrama sinótico (resumido).</p>
<p>O que esses caras desenvolveram foi um jeito de capturar a entrada de qualquer mulher vítima de violência, em qualquer órgão do governo, e consolidar essas informações para fins de consulta, geração de relatórios e tomada de decisões em tempo real. “<em>Imagine o gestor chegar pela manhã e encontrar uma tela como essa, contendo gráficos com a situação atual da violência contra a mulher, em qualquer região administrativa do Distrito Federal, atualizados em tempo real</em>”.</p>
<p>Essas foram as exatas palavras usadas na apresentação, onde estavam presentes várias autoridades do governo local. Pelo relatório apresentado pela CPI, você já deve imaginar que essa solução nunca foi implantada. Então, eu volto a perguntar:</p>
<h4><em>Afinal, como o gestor da pasta toma as decisões e define as políticas públicas?</em></h4>
<p>Uma das possíveis respostas está no título desse artigo!</p>
<p>Não é novidade para ninguém que a pandemia da COVID-19 acelerou drasticamente muitos processos de transformação digital que estavam engavetados. Como disse um dos meus professores do MBA de Transformação Digital, o cientista Silvio Meira, “nosso aprendizado foi muito baseado no método ABC ou seja: no Aprendizado Baseado no Caos”. Pois bem, a parte do Caos nós já temos, agora só falta o aprendizado.</p>
<p>Quem trabalha em algumas esferas governamentais muitas vezes é ensinado a aceitar as coisas como elas são e não como elas estão. E entender esse “estar” com a possiblidade de “mudar”, daqui para frente é o que há.</p>
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		<title>Será que é só de vacinas que precisamos na Pandemia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlan Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 May 2021 18:23:19 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16879 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-3.06.46-PM.jpeg?resize=1020%2C680&#038;ssl=1" alt="denunciar aglomeração" width="1020" height="680" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-3.06.46-PM.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-3.06.46-PM.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-3.06.46-PM.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-3.06.46-PM.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></p>
<p>Recentemente assisti uma <em>live</em> com algumas autoridades do governo local falando sobre os problemas recentes da cidade e de como eles estavam agindo. Nesse meio tempo, um dos participantes entra com a câmera desativada, dizendo que não entende nada de tecnologia. Eu sei que muitos de vocês já passaram por isso e, eventualmente, se perderam no uso do <em>Google Meet, Zoom</em> ou qualquer outra ferramenta para reuniões online. Mas, quando esse participante é alguém que comanda uma importante pasta do governo, aí a coisa é diferente.</p>
<p>Quando olho para nossos governantes e autoridades locais, raramente encontro entre eles, entusiastas no assunto. Não raro escuto conversas onde parece divertido falar coisas como “eu não entendo nada de tecnologia” ou “todo mundo sabe que o pessoal da segurança não é muito entendido do assunto tecnológico” e por aí vai. Parece até que não foi a tecnologia que nos tirou das cavernas e nos fez parar de comer carne crua.</p>
<p>Pensem comigo: eu também não sei cozinhar, mas eu sei ler. Então, apesar de não ser um expert no assunto, com um pouco de curiosidade e interesse em entender melhor como as coisas funcionam eu me viro muito bem na cozinha. Mas, acontece que não estamos falando de uma cozinha, mas sim de uma instituição que tem o dever de zelar pelas pessoas e dar a elas o melhor possível em termos de ferramentas para mitigar os efeitos da crise que estamos vivendo. Afinal, não é só de vacinas que precisamos em uma pandemia.</p>
<p>Nas últimas semanas acompanhei uma polarização na cidade sobre a questão do “abre e fecha” dos bares e restaurantes. Independente de que lado você está, certamente é consenso que, desde que tenhamos protocolos de segurança adequados, não há motivo para não abrir um comércio de qualquer espécie. O problema é que esses protocolos foram outorgados a associações e outras instituições que não têm qualquer experiência no assunto. É como pedir as crianças para cuidarem de si mesmas. Não faz sentido!</p>
<p>Eu mesmo sou um especialista em tecnologias e há anos ajudo empresas com seus projetos de inovação, indicando as tecnologias certas para que elas resolvam seus problemas.</p>
<p>A pandemia é um baita problema, então deveríamos utilizar a mesma lógica, certo?</p>
<p>Regularmente costumo realizar um encontro (virtual) com algumas pessoas que compartilham de minha paixão por ciência e tecnologia, para falarmos um pouco sobre os problemas que existem e como soluções hipotéticas, mas perfeitamente exequíveis, poderiam nos ajudar. E como no último encontro, o que estava em pauta era a questão da aglomeração, eis o que uma taça de vinho e duas horas de conversa nos trouxe como solução:</p>
<p>Imagine-se dono de um estabelecimento que segue todas as regras, funcionários com máscaras, devidamente testados, controle absoluto para não ter aglomeração, enquanto do outro lado da rua tem um bar lotado com pessoas sem máscaras, aglomerando à vontade e sem qualquer controle. Se você é do tipo consciente, certamente já se indignou com situações assim e ficou com vontade de denunciar de alguma forma. Pois bem!</p>
<p>Vamos imaginar um cenário hipotético onde você acessa um site com nome simples como <strong>www.brasiliainteligente.com.br.</strong> Assim que a página abrir no seu celular, aparecerá um botão: “denunciar aglomeração”. No momento que você clica nesse botão, a câmera do seu celular abre automaticamente. Aponte para a aglomeração e selecione a opção “confirmar denúncia”. Pronto, nesse momento, algumas imagens serão capturadas de forma automática pelo seu celular e enviadas para a nuvem. Lá do outro lado, no órgão responsável, um gestor tem acesso à um sistema que recebe essas fotos, contendo a localização da aglomeração e em que data e hora isso está acontecendo.</p>
<p>Não sei quanto a você, mas o fato de ser anônimo, não ter que instalar nada no meu celular e ter apenas dois botões para escolher, me parece bastante promissor. Para falar a verdade, convoquei um grupo de voluntários para desenvolver essa solução aqui mesmo em Brasília, inicialmente para uso no parque da cidade. Talvez logo possamos anunciá-la para a cidade toda em algum momento. Quem sabe?</p>
<p>Como disse Kevin Kelly, que hoje dá consultorias para nada menos que o Google, “desde o iluminismo e a invenção da ciência, conseguimos criar um pouco mais do que destruímos ano a ano. E essa pequena diferença percentual positiva, criada pela ciência e tecnologia, acumula-se ao longo das décadas para compor o que chamamos de civilização. Seus benefícios, porém, jamais ganham holofotes.” Pois bem, está na hora de seus benefícios ganharem holofotes!</p>
<p>Afinal de contas, quando se está em um avião e ele está caindo, você não vai querer que na cabine de comando esteja o mais influente, o mais bonito ou o que melhor impulsionou as redes sociais.</p>
<p>Você vai querer o melhor piloto! Simples assim.</p>
<p>Leia outros texto do autor <a href="https://portalcontexto.com.br/brasilia-inteligente/">aqui! </a></p>
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