
Alceu Valença comemora oito décadas de vida em 2026, ligado em infinitos volts de energia limpa, renovada e solar. Para comemorar a data, a turnê 80 GIRASSÓIS está percorrendo cidades brasileiras, desde março, e no dia 09 de maio chega a Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), junto com a exposição que leva o nome da turnê: Alceu Valença 80 girassois e uma programação multi-artística. É Alceu no auge da forma, com todo o seu impressionante vigor em cena, há oitenta anos girando em torno do astro-rei.
A turnê ALCEU VALENÇA 80 GIRASSÓIS, que conta com patrocínio master do Banco do Brasil e é produzida pela PECK e MV Produções e já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Florianópolis e Curitiba. Segue ainda para Recife (15/05), Fortaleza (23/05), Belém (30/05) e Belo Horizonte (20/06). Além dos shows, o projeto ALCEU VALENÇA 80 GIRASSÓIS levará a algumas cidades atividades como exposição de artes plásticas e mostra de filmes.
Montado no futuro do indicativo, o cantor sobrevoa a própria trajetória artística, da década de 1970 aos dias atuais. A saga musical de Valença revisita os primeiros tempos de estrada e encontra em “Espelho Cristalino”, com contornos de toada e baião, é pioneira na causa ambiental. Pela luz que incendeia seu ofício, cabe ao poeta alertar que “essa rua, sem céu, sem horizontes, foi um rio de águas cristalinas”.
Criando calo em pé caminhador, percorre as vias do sertão em “Cabelo no Pente” e “Cavalo de Pau”, entre ruas do passado e ondas de puro éter espalhadas pelo milharal. Desde os tempos da Fazenda Riachão, que pertenceu a seu pai, em São Bento do Una, agreste de Pernambuco, o menino Alceu teve nas festas, feiras e vaquejadas do Nordeste profundo a mesma fonte absorvida por Luiz Gonzaga para formatar os gêneros que desembocaram no forró. Seu Luiz, por sinal, deu a definição certeira do som de Alceu, já nos anos 80: “é uma banda de pífanos elétrica”. O legado do rei do baião se faz presente nas recriações de “Pagode Russo” e “Sabiá”, esta com leve sotaque lusitano, a provar que o fado português e a toada nordestina sempre dão psiu entre si.
Por ruas, estradas e caminhos ensolarados, o cantor nos leva a Recife, tema de “Pelas ruas que Andei” e “Belle de Jour”, recentemente revisitada em dueto com a cantora francesa Zaz. Só mesmo Alceu para desembarcar a musa da nouvelle vague francesa em plena praia de Boa Viagem na tarde de um domingo azul (e hoje a canção é mais famosa que o filme que a inspirou). Dizem que até a garota de Ipanema tem uma pontinha de ciúmes da Belle de Jour.
Do Recife ao carnaval de Olinda, o frevo, o maracatu e as cirandas disseminam sua vibração avassaladora. Há mais de uma década, Alceu comanda o bloco “Bicho Maluco Beleza” pelas ruas de São Paulo, e agora também do Recife, com cerca de um milhão de foliões felizes em cada evento. Parte dessa atmosfera pode ser conferida na turnê 80 Girassóis, com um módulo dedicado ao Alceu carnavalesco. Porque em Olinda é sem igual.
Ao longo de toda a carreira, Alceu se notabiliza por cultivar as sonoridades do Brasil e do Nordeste em linguagem contemporânea, urbana, e com irresistível apelo para as massas. As projeções, com direção de Rafael Todeschini, vislumbram os diversos grafismos oníricos da obra do artista.
Com notável capacidade de renovar seu público, canções como “Anunciação”, “Tropicana”, “Belle de Jour”, “Como Dois Animais”, “Coração Bobo”, atravessam o tempo, recicladas a cada geração. Com 200 milhões de acessos no Spotify, “Anunciação” é cantada em estádios dentro e fora do Brasil, enquanto “Belle de Jour” possui mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. “Tropicana” ultrapassa a marca de 100 milhões de ouvintes no Spotify.
De “Espelho Cristalino” ao “Táxi Lunar”, Alceu sempre quer fazer a gente voar. Na poética, no espaço rítmico, na inventividade sem limites da canção, no tempo que mesmo virado ao avesso não se pode mensurar:
– Sou um eterno menino, me sinto com oitenta ao contrário, oito anos talvez. Ou o oito traçado na horizontal, que é o símbolo do infinito. Minha mãe dizia: ‘meu filho, você veio ao mundo para levar alegria às pessoas’. É uma espécie de missão”, celebra o mais jovem oitentão da música brasileira.
Programação
Mostra de Filmes – Galeria 4
Dia 8 de maio às 18h30 – A Luneta do Tempo
Dia 9 de maio às 18h30 – A Noite do Espantalho
Dia 10 de maio às 18h30 – A Luneta do Tempo
Clube de Leitura com Alceu Valença – Galeria 4
Dia 7 de maio às 18h30
Exposição Alceu Valença – 80 Girassóis – Galeria 4
De 07 de maio a 17 de maio das 9h às 18h (terça a domingo)
Ação Coral BB com Alceu Valença – Prédio Banco do Brasil
Dia 8 de Maio às 15h
As vendas gerais já estão abertas, e os ingressos podem ser adquiridos através do site alceuvalenca.com.br, com parcelamento disponível em até 12x. Clientes dos cartões BB têm 10% de desconto.
Alceu Valença 80 Girassóis – Brasília
Dia: 09 de maio
Horário: Abertura dos portões: 18h / Início do show: 21h
Local: CCBB – Asa sul Trecho 2 – Asa Sul
Valores:
Pista: a partir de R$110,00
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Pista Banco do Brasil (10% de desconto para clientes com cartões BB): a partir de R$81,00
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