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19ª edição do Festival Latinidades tem exposição que celebra Quilombo Mesquita e pesquisa sobre saúde mental na cultura

Foto: Divulgação

Até o dia 31 de julho o público de Brasília poderá conferir a exposição fotográfica Chão Ancestral, como parte da programação do Latinidades, o primeiro festival de mulheres negras da América Latina e uma das principais plataformas de circulação cultural, formação, articulação e incidência pública protagonizadas por mulheres negras. Com etapas em Brasília e uma inédita em Nova York, o evento, este ano em sua 19ª edição, tem como tema central a reflexão sobre saúde mental para profissionais da cultura.

A Rodoviária do Plano Piloto de Brasília foi o local escolhido para abrigar a exposição que celebra os 280 anos do Quilombo Mesquita e a resistência das mulheres quilombolas brasileiras na luta por seus territórios, por memória, direitos e futuros ancestrais. A mostra reúne fotografias de Walisson Braga, Luiz Alves e Webert da Cruz como forma de amplificar essa história, que é fruto da parceria com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

No início do mês, o Festival Latinidades reuniu artistas, produtoras, técnicas, pesquisadoras e profissionais da cultura em uma programação dedicada à saúde mental, articulando formação, práticas de cuidado, produção de conhecimento e incidência política para fortalecer as condições de vida e de trabalho no setor cultural. Também houve lançamento oficial da Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura, iniciativa da Universidade Afrolatinas em cooperação com as organizações data_labe e Coletivo Mawê, que tem como intuito mapear, em escala nacional, como esses profissionais vivenciam a relação entre trabalho, saúde mental e permanência no setor.

Após a coleta de respostas e consolidação dos dados, os resultados serão compartilhados publicamente, sempre tendo em vista criar evidências e subsidiar políticas públicas futuras, ações e estratégias de cuidado para o setor cultural.

Para Jaqueline Fernandes, diretora geral do Festival Latinidades, “o levantamento busca compreender não apenas as condições de trabalho e os fatores de adoecimento, mas também as redes de apoio, as práticas de cuidado e as experiências de prazer e pertencimento no campo cultura”. Para ela, “a cultura é um espaço fundamental de memória e sobrevivência coletiva e nós precisamos também pensar em quem sustenta essa área tão importante para nossas vidas”.

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