
O que uma graduação precisa ensinar a um jovem que começará sua trajetória profissional em um ambiente no qual inteligência artificial, mudanças tecnológicas e novas formas de trabalho alteram continuamente as competências exigidas das pessoas?
A pergunta está no centro de um movimento que amplia a atuação da Saint Paul Escola de Negócios. Depois de mais de duas décadas dedicadas à formação de profissionais, executivos e lideranças, por meio de MBAs, pós-graduação, educação executiva e programas In Company, a instituição iniciou, em fevereiro de 2026, suas primeiras turmas da graduação em Administração.
A aproximação com esse público, no entanto, começou antes da abertura da graduação. Em julho de 2025, a Saint Paul criou o NextGen Program, uma imersão pré-faculdade destinada a jovens que ainda estão escolhendo seus caminhos acadêmicos e profissionais. Em doze meses, o programa alcançou participantes de 177 cidades, em 24 estados e no Distrito Federal, e mapeou 545 escolas.
A experiência ampliou o contato da instituição com uma geração que começa a construir repertório acadêmico e profissional em um ambiente marcado pela inteligência artificial, por novas formas de trabalho e pela crescente valorização de competências humanas.
Em 2026, esse movimento ganhou uma nova dimensão. Em uma primeira etapa, a alta direção da Saint Paul está percorrendo nove capitais — Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Recife e Salvador — em um processo de escuta qualificada com jovens, famílias, escolas, educadores e atores dos ecossistemas locais, buscando compreender expectativas que também informam sua visão sobre a formação das novas gerações.
O movimento acontece em um momento em que a própria relação entre formação superior, experiência e início da vida profissional está sendo revista.
A 5ª Pesquisa de Empregabilidade dos Egressos do Ensino Superior Brasileiro, divulgada em setembro de 2026 pelo Instituto Semesp, entidade cuja sigla tem origem em Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo e que hoje representa mantenedoras de ensino superior de todo o país — aponta que 42,8% dos participantes consideram a falta de experiência a principal dificuldade para conseguir uma atividade remunerada.
O dado amplia uma questão que já ocupa universidades, empresas e famílias: como aproximar formação acadêmica, prática, tecnologia e desenvolvimento de competências sem reduzir a universidade a uma preparação imediata para o emprego?
Para Mila Securato, Diretora Executiva da Graduação e CSO da Saint Paul, esse desafio exige rever não apenas o conteúdo ensinado, mas a própria concepção da formação universitária. “A escolha de uma graduação acontece num momento em que o jovem ainda está começando a compreender o mundo profissional. Não basta apresentar uma grade curricular. É preciso pensar que tipo de formação faz sentido para uma geração que vai trabalhar, empreender e liderar em um ambiente muito diferente daquele em que seus pais começaram suas carreiras”, afirma.
A graduação em Administração da Saint Paul combina formação em gestão, finanças e estratégia com inovação, empreendedorismo, liderança, inteligência artificial e desenvolvimento de competências pessoais e profissionais.
A proposta também procura aproximar o estudante, desde o início do curso, de situações concretas de decisão. Os alunos trabalham com casos empresariais, têm contato com executivos e empreendedores e podem assumir responsabilidades em iniciativas como a Empresa Júnior.
A inteligência artificial é incorporada de forma transversal. A premissa é que dominar ferramentas, por si só, não substitui a capacidade de formular problemas, analisar informações, interpretar contextos, relacionar variáveis e responder pelas decisões tomadas. “Formar um administrador hoje não pode significar apenas transmitir conhecimentos de gestão. Estamos preparando jovens que precisarão interpretar cenários, compreender tecnologia, trabalhar com pessoas, tomar decisões sob incerteza e continuar aprendendo ao longo da vida”, diz Mila.
Do ensino médio à universidade
Os Open Days da Saint Paul fazem parte desse processo de aproximação. Mais do que apresentar uma nova graduação, os encontros colocam a Instituição Universitária em contato direto com estudantes, famílias e escolas que estão vivendo a decisão sobre o ensino superior.
A conversa passa pela escolha profissional, pelas mudanças no trabalho, pelo uso da inteligência artificial, pela formação em negócios e pelo papel da graduação no desenvolvimento de autonomia, repertório e capacidade de decisão.
Para famílias empresárias, a discussão incorpora ainda outra dimensão: a preparação de novas gerações que poderão, no futuro, assumir responsabilidades em negócios construídos por seus pais e avós. Gestão, governança, liderança, inovação e experiência profissional passam a fazer parte de uma formação que vai além da sucessão patrimonial.
A presença nas capitais também permite à instituição observar as particularidades e recorrências nas expectativas de jovens, famílias e educadores. “Quando decidimos construir a graduação, não queríamos simplesmente adaptar para jovens aquilo que a Saint Paul já fazia na educação executiva. Era necessário pensar uma experiência acadêmica própria. Ir até essas cidades faz parte dessa lógica: ouvir estudantes, famílias e escolas, compreender contextos diferentes e trazer esse conhecimento para a forma como pensamos a formação”, afirma Mila.
Open Days
Nesta primeira etapa nove capitais fazem parte da programação. Belo Horizonte, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Recife e Salvador já receberam o Open Day Saint Paul. Os próximos encontros acontecem em:
Maceió — 29 de setembro
Brasília — 1º de outubro
Salvador — 19 de outubro
Durante os Open Days, estudantes participam de experiências relacionadas a empreendedorismo, inovação e negócios. Jovens e familiares também podem conhecer a proposta acadêmica, conversar sobre formação superior e esclarecer dúvidas sobre a graduação e o processo de ingresso.