
Moradores do Distrito Federal em situação de vulnerabilidade social e que necessitam de correção visual poderão ser beneficiados com a distribuição gratuita de 30 mil óculos de grau. A iniciativa é da Beneficência Hospitalar de Cesário Lange, organização social que atua na gestão de unidades de saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O objetivo é garantir o acesso ao acessório para quem possui receita oftalmológica, mas não tem condições financeiras de arcar com a compra.
A ação acontece por etapas em diferentes regiões administrativas. A próxima fase está marcada para os dias 19, 20 e 21 de março, em Santa Maria, sempre das 8h às 18h. A expectativa é alcançar moradores de diversas localidades ao longo da execução do projeto no DF.
Podem participar pessoas a partir de 18 anos, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, indivíduos com doenças crônicas e trabalhadores autônomos. De acordo com a organização, esses grupos foram priorizados por dependerem diretamente da boa visão para manter a autonomia, a segurança e o desempenho em atividades profissionais e cotidianas.
Para ter acesso ao benefício, é obrigatório realizar um cadastro prévio por meio de formulário on-line. No momento da inscrição, o participante deve anexar uma receita oftalmológica válida, informar dados básicos de saúde e escolher o modelo do óculos, disponível nos formatos redondo ou quadrado, com opções de cores. Os óculos entregues são exclusivamente do tipo monofocal, mais adequados ao formato de mutirão adotado.
Após o cadastro, as receitas passam por uma triagem técnica e são encaminhadas para produção. O beneficiário recebe uma mensagem no telefone informado com a confirmação da participação, além da data e horário para retirada do óculos.
De acordo com Pollyanna de Paula, gerente do Projeto, a iniciativa foi pensada para complementar um atendimento que, muitas vezes, fica incompleto na rede pública. “É comum que a pessoa consiga fazer o exame de vista pela rede pública, receba a receita, mas não tenha condições financeiras de comprar o óculos. O projeto surge exatamente para fechar esse ciclo de cuidado e garantir que a correção visual chegue, de fato, ao beneficiário”, explica.
A gestora destaca ainda a importância da correção visual como medida de prevenção. “Quando a pessoa precisa de óculos e não usa, ela força a visão e o problema tende a se agravar ao longo do tempo. Entre idosos, por exemplo, a correção visual ajuda a prevenir quedas e acidentes domésticos. É uma ação simples, mas com impacto direto na qualidade de vida e na segurança”, afirma.
Para ampliar o alcance da iniciativa, a organização já firmou parcerias com clínicas sociais em Ceilândia que oferecem exames oftalmológicos a preços reduzidos. A medida visa atender pessoas que ainda não possuem receita e enfrentam dificuldades para realizar o exame, seja pela rede pública ou particular. Segundo Pollyanna, o projeto está em fase de organização para expandir essas parcerias para outras regiões administrativas.
Além da distribuição dos óculos, o projeto prevê a realização de exames oftalmológicos específicos e ações de promoção e educação em saúde ocular, com distribuição de materiais informativos e conteúdos educativos voltados à conscientização sobre os cuidados com a visão.
As datas e regiões foram definidas para garantir cobertura territorial equilibrada e ampliar o acesso da população ao benefício. O cronograma completo, bem como eventuais atualizações e orientações adicionais, pode ser consultado diretamente com a organização do projeto por meio de seus canais oficiais.